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Pará proíbe entrada de barcos de passageiros provenientes do Amazonas 

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O governo do Pará decidiu proibir a entrada no estado de embarcações de passageiros provenientes do Amazonas, unidade federativa com a qual faz divisa. Já em vigor, a proibição consta do Decreto nº 1.273, publicado hoje (14) no Diário Oficial paraense.

Assinado pelo governador Helder Barbalho, o texto sugere que o objetivo da iniciativa é conter a disseminação do novo coronavírus (SARS-CoV-2), causador da covid-19, e tem por base legal a lei federal 13.979, que trata exatamente das medidas de enfrentamento à situação de emergência em saúde pública decorrente da pandemia. Em nota, o governo estadual informou que a possibilidade de restringir também deslocamentos aéreos não está descartada.

Órgãos estaduais de segurança pública, como a Polícia Militar, vão fiscalizar o cumprimento da proibição. Os donos das embarcações que forem flagrados desrespeitando a medida serão inicialmente advertidos. Se voltarem a incorrer na infração, serão multados em R$ 10 mil, podendo também ter seus barcos apreendidos.

O governador paraense usou as redes sociais na noite desta quarta-feira (13) para comentar a decisão. “Nossas fronteiras [divisas] com o Amazonas estarão fechadas, com fiscalizações da Polícia Militar e apoio de embarcações e aeronaves, para que possamos fazer cumprir a medida preventiva de restrição e proteger nossa população.”

Segundo o governo paraense, até as 18 horas de ontem, o estado acumulava 306.029 casos confirmados da covid-19 e 7.366 mortos pela doença desde que a presença do novo coronavírus no país foi confirmada, no fim de fevereiro de 2020. Outros 1.110 casos suspeitos continuavam sob análise.

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Já o Amazonas, que enfrenta uma nova crise nos sistemas de saúde público e privado, com o aumento do número de internações provocando dificuldades de abastecimento de oxigênio nas unidades de saúde, contabilizava, até ontem, 219.544 casos confirmados, 5.879 óbitos, 27.676 pacientes em observação e 540 casos suspeitos de pacientes internados em análise

Amazonas

O governo do Amazonas já tinha proibido, esta semana, o transporte fluvial e rodoviário intermunicipal de passageiros. A suspensão dos serviços está estabelecida no Decreto nº 43.277, publicado nesta terça-feira (12), e irá vigorar até 17 de janeiro. O mesmo decreto suspende o funcionamento de marinas para atividades de lazer e o funcionamento de academias, centros de ginástica e estabelecimentos semelhantes, mantendo a autorização apenas de transporte fluvial de cargas – conforme determinação judicial que estabeleceu o fechamento dos serviços não essenciais por 15 dias. 

Também devido aos reflexos da covid-19, o governo do Amazonas estendeu até 31 de janeiro a determinação para que os órgãos e entidades da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual que não estejam diretamente envolvidos com o enfrentamento da pandemia mantenham no mínimo 70% de seus servidores e empregados trabalhando remotamente.

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Inicialmente, a medida que entrou em vigor no último dia 23 se encerraria no domingo passado (10), conforme estabelecido no Decreto nº 43.235. No entanto, o governo estadual decidiu estendê-la até o fim do mês devido à “grave crise de saúde pública” e a “necessidade de estabelecer novas medidas para garantir a contenção da elevação dos casos no Amazonas”, conforme justifica o Decreto nº 43.276, publicado hoje.

Edição: Denise Griesinger

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

20 capitais estão a beira do colapso devido aos leitos de UTI; veja lista

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Situação da covid-19 em Manaus
MICHAEL DANTAS

Situação da covid-19 em Manaus

Segundo uma pesquisa divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Brasil vive seu pior momento desde o início da pandemia do novo coronavírus. Fundação fez um levantamento das capitais com as taxas mais altas de ocupação das UTI do país voltados para a covid-19. As informações foram apuradas pelo Exame. 

“É a situação mais crítica desde o registro dos primeiros casos, há um ano”, declara Margareth Portela, pesquisadora do Observatório Fiocruz Covid-19. Em torno de 12 estados mais o Distrito Federal, já atingiu cerca de 96% de sua capacidade em unidade de tratamento intensivo nesta sexta-feira (26), entrando em um estado de alerta máximo. 

Em relação as capitais , 17 se encontram na mesma situação, com taxas de ocupação nos leitos de UTi acima dos 80%. “Quando chega a esse nível, é considerado algo muito preocupante, à beira do colapso, de acordo com diretrizes da Organização Mundial de Saúde. Para passar de 80% a 90% ou até mais não é muito difícil, ainda mais se tratando da Covid, que pode ser uma doença de rápida evolução”, ressalta Portela. 

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Confira a lista de capitais que estão com os leitos de UTI com ocupação altíssima: 

– Porto Velho (RO): 100%;

– Florianópolis (SC): 96,2%; 

– Manaus (AM): 94,6%;

– Goiânia (GO) e Fortaleza (CE): 94,4%;

– Teresina (PI): 93%;

– Curitiba (PR): 90%;

– Natal (RN): 89%;

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– Rio Branco (AC): 88,7%;

– São Luís (MA): 88,1%;

– Campo Grande (MT): 85,5%;

– Rio de Janeiro (RJ): 85%;

– Porto Alegre (RS): 84%;

– Salvador (BA): 82,5%;

– Palmas (TO): 80,2%;

– Recife (PE): 80%. 

Rondônia, na região Norte do país, apresenta uma lotação de 97,1% dos leitos de UTI, seguida pelo Amazonas com 94%, já apresentam cenário de calamidade na saúde pública. “Quando os leitos de unidade de terapia intensiva se esgotam, isso quer dizer que provavelmente o hospital não terá condições de receber mais pacientes em estado crítico não só da Covid-19, mas também de outras doenças”, afirma Portela. 

Em São Paulo, no Sudeste, o nível de ocupação gira em torno dos 70%. “Nos estados da região, também preciso atenção, já que deve haver uma tendência de aumento de internações . Não há medidas muito restritivas de distanciamento social e muitas pessoas não usam máscara nem seguem outras recomendações para evitar o contágio”, avalia Portela. 

No Sul, Santa Catarina aparece com a situação mais crítica, com aproximadamente 93,4% de lotação nos leitos de UTI. Florianópolis aparece só atrás de Porto Velho, em Rondônia, com a pior taxa, cerca de 96,2%. Na teoria, estado não poderia mais atender pacientes infectados pela covid-19 em estado grave nos hospitais. 

Fonte: IG SAÚDE

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