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Psicóloga acompanha visitas virtuais de pacientes com Covid-19: são 5 minutos

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Ingrid Rosi
Reprodução/Arquivo pessoal

Ingrid Rosi é psicóloga hospitalar e auxilia a saúde mental de pacientes na UTI

A rotina da psicóloga hospitalar Ingrid Rosi ganhou novas demandas desde o início da pandemia. Apesar de já experiente no atendimento aos pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva , Ingrid tornou-se, também, responsável por uma das etapas mais importantes na manutenção da saúde mental de pacientes isolados com a Covid-19: as visitas virtuais, único momento de contato com a família. 

“Todos os dias eu me paramento com o equipamentos de proteção e visito cada um dos leitos com um tablet na mão. As visitas duram cinco minutos”, explica. A profissional de saúde, que precisa acompanhar o momento, vê então a rotina de trabalho misturar-se aos detalhes da vida de cada paciente grave. “Não tem como não criar vínculo. Eles me chamam para ver o cachorro da família, eu ouço as vozes de pais, mães, irmãos…”, diz. 

Com emoção, Ingrid conta dos momentos mais fortes que já viveu na função: “o melhor que já vivi foi a primeira vez que uma família viu o paciente após sair do tubo. Ele passou por um período grave em que não conseguia falar e, após recuperar-se, nós providenciamos a visita. A comemoração foi muito emocionante”, conta.

Já o momento mais triste de que se lembra, foi uma despedida. “O quadro do paciente já era extremamente grave e a família pediu para vê-lo. Eles queriam dizer que a missão dele estava cumprida”. Despedidas como essa, conta Ingrid, são fundamentais em um momento em que os ritos tradicionais estão proibidos. 

“Todas as vezes em que o médico informa a notícia do óbito, eles perguntam ‘mas eu não vou poder ver ele? nem um pouquinho?’ essa é a realidade das inúmeras famílias enlutadas pela Covid . Provoca um vazio no peito e um desespero. Dói”, descreve a profissional de saúde. 

A psicóloga também avalia a importância do contato, mesmo que com os devidos limites, entre o paciente e a família. “O paciente de UTI precisa enfrentar momentos muito solitários. Além de não receber visitas, ele também não vê as pessoas de forma normal. Estamos sempre cobertos dos pés à cabeça, eu e a equipe inteira. Eles só enxergam nossos olhos e isso aumenta o sentimento de solidão”, conta. 

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“Chega então a hora da visita e quando eles têm essa oportunidade, eles dão um valor imenso! cinco minutos parece pouco quando estamos conversando, mas quando é o tempo de saber se o seu parente está bem, é o tempo mais precioso do mundo”, defende Ingrid. Ela explica que o tempo reduzido, de 5 minutos por paciente, foi estabelecido pela equipe como forma de garantir que todos tenham direito à visita diariamente. 

Envolvida no trabalho desde março deste ano, Ingrid reforça o envolvimento de toda a equipe médica com a recuperação dos casos. “Nós torcemos para cada alta, nós vibramos em cada boletim de melhora, assim como não deixa de ser um sofrimento imenso quando perdemos um paciente para a doença. Essa doença destrói a família e os sonhos, mas destrói a equipe também”, explica a psicóloga.

Ao avaliar a perspectiva das relações depois da pandemia, Ingrid diz que – apesar do contexto extremamente doloroso – algumas lições ficarão vinculados a quem vive esse momento de perto. “Eu acredito que as pessoas vão valorizar mais o contato social, o abraço, o beijo, a liberdade de sair, reunir os amigos e a família. O que nós temos é o agora”, finaliza. 

Fonte: IG SAÚDE

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Momento Saúde

Ao vivo: Ministério da Saúde dá orientações para retomada das aulas

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Neste momento, representantes do Ministério da Saúde participam de entrevista online sobre orientações para retomada segura das aulas nas escolas brasileiras e também atualiza informações sobre o novo coronavírus. 

Acompanhe ao vivo:

 

Primeira onda da covid-19 deve acabar em outubro, diz estudo da UFF

A transmissão da covid-19 segue a mesma sazonalidade de outras doenças respiratórias, como H1N1 e gripe Influenza. Com isso, o Brasil e o Hemisfério Sul devem passar por uma diminuição de casos a partir de outubro, com a aproximação do verão, enquanto o hemisfério norte vê o aumento nos registros, com a chegada do inverno.

A análise está no estudo Detecção Precoce da Sazonalidade e Predição de Segundas Ondas na Pandemia da Covid-19, coordenado pelo professor Márcio Watanabe, do Departamento de Estatística da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“A sazonalidade de doenças significa que existe um padrão anual onde há um momento do ano em que a doença tem uma transmissão maior. No caso das doenças de transmissão respiratória, geralmente elas apresentam uma sazonalidade típica do período de outono e inverno, ou seja, elas têm uma transmissão maior e, portanto, uma quantidade maior de pessoas infectadas nos meses de outono e inverno”, explica Watanabe. Leia mais

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Covid-19 responde por 97,5% dos casos de SRAG reportados no país

De acordo com o InfoGripe, boletim semanal divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 97,5% das ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) reportados no país em 2020 e com exame positivo para alguma infecção viral se deram em decorrência da covid-19. Os dados atualizados, divulgados hoje (18), indica manutenção da tendência de queda no número de novos casos semanais.

A SRAG é uma complicação respiratória associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. O paciente pode apresentar desconforto respiratório e queda no nível de saturação de oxigênio, entre outros sintomas. As ocorrências de SRAG em 2020 aumentaram em decorrência da pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2. Leia mais

Edição: Liliane Farias

Fonte: EBC Saúde

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