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Quem pode tentar se vacinar contra a Covid-19 na “xepa” em Rio, São Paulo e BH

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Veja quem pode tentar se vacinar contra a Covid-19 na
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Veja quem pode tentar se vacinar contra a Covid-19 na “xepa” da vacinação


A aplicação de doses que sobram em frascos abertos no fim do dia, conhecido como ‘xepa’ das vacinas, tem sido regulada por municípios brasileiros. As cidades não liberam a imunização de qualquer pessoa. Portanto, veja como conseguir uma dose e não aglomere nas unidades de saúde.

Em São Paulo, por exemplo, a orientação é não desprezar nenhuma dose viável de vacina. Se houver sobra ao término das atividades do serviço de saúde, podem receber o imunizante:

– Acadêmicos em Saúde em estágio, independente do período de formação

-Estudantes de área técnica em saúde em estágio, independente do período de formação

-Pessoas com mais de 50 anos de idade.

Segundo a secretaria de saúde, os elegíveis precisam buscar a unidade de saúde mais próxima do local de residência. Elas manterão uma lista de espera de interessados e ligarão para os convocados quando houver oportunidade.

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No Rio, a prefeitura não recomenda que pessoas de fora dos grupos prioritários se aglomerem na porta das unidades em busca da chamada ‘xepa'”.

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Caso haja sobra de vacina, ela vai para idosos acamados (que precisam fazer cadastro no site da prefeitura) e pessoas dos grupos prioritários listados no Programa Nacional de Imunização (PNI) que estejam no local de vacinação naquele momento.

Já em Belo Horizonte, as unidades de saúde se comunicam para remanejar doses entre elas e, quando possível, não precisarem abrir abrir um novo frasco sem necessidade ao fim do expediente.

Se não for possível, os enfermeiros buscam moradores da região que fazem parte do grupo de vacinação para receber o imunizante.

Em último caso, aciona-se a pessoa cadastrada que faça parte da faixa prioritária prevista para ser imunizada logo na sequência.

Em todo o país, 53.842.583 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 25,43% da população brasileira. A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 23.630.516 pessoas, ou 11,16% da população nacional.

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Os três estados que mais aplicaram a primeira dose da vacina proporcionalmente à sua população foram são Mato Grosso do Sul (35,50%), Rio Grande do Sul (32,05%) e Espírito Santo (29,79%). Já a segunda dose está mais avançada no Rio Grande do Sul (14,20%), Mato Grosso do Sul (13,81% e São Paulo (12,85%).

Os estados com a aplicação da primeira dose mais atrasada são Amapá (16,65%), Acre (17,07%) e Roraima (17,15%). Em relação à segunda dose são Acre (7,02%), Amapá (7,10%) e Rondônia (7,76%).

Fonte: IG SAÚDE

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Redução do intervalo entre doses será avaliada após envio de vacinas a adultos

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Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde
Reprodução/Allan Phablo/PMM

Redução do intervalo entre doses será avaliada mais tarde

Uma nota assinada pelo Ministério da Saúde e os conselhos estaduais e municipais de secretários de Saúde definiu que a redução do intervalo entre doses da vacina só será analisada após a distribuição da primeira dose para toda população acima de 18 anos. A medida é um recuo em relação a um anúncio feito na segunda-feira pelo secretário executivo da pasta, Rodrigo Cruz. Na ocasião, Cruz afirmou que haveria uma redução de três meses para 21 dias no intervalo de aplicação da vacina da Pfizer.

“Nossa expectativa é atingir a população acima de 18 anos vacinada até o começo de setembro. A partir daí, vamos discutir a redução no intervalo da dose da Pfizer, assim a gente avançaria com a 2ª dose em um número maior de pessoas e também os abaixo de 18 anos”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, por meio das redes sociais da pasta após a divulgação do comunicado.

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Além de Queiroga,  Carlos Eduardo Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), e Willames Freire, Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), subscrevem a nota. Os gestores anunciam ainda que adolescentes entre 12 e 17 anos serão incluídos na vacinação contra Covid-19 após o envio da primeira dose para toda população adulta do país. Adolescentes com comorbidades terão prioridade na vacinação. A imunização de adolescentes chegou a ser anunciada por alguns estados mais avançados no cronograma de vacinação, como São Paulo.

“Estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas, sob pena de responsabilidade futura”, diz o documento, acrescentando:

“O sucesso da vacinação depende da atuação sinérgica, harmônica e solidária entre os níveis federal, estadual e municipal, além da colaboração imprescindível da sociedade civil e dos meios de comunicação”.

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Na segunda-feira, o secretário executivo do Ministério da Saúde confirmou à imprensa que haveria redução no intervalo, mas sem especificar quando a mudança ocorreria. Já a nota desta terça-feira diz que a medida será “avaliada” no futuro.

“A gente só estudando para ver qual o melhor ‘timing’ disso, mas que vai diminuir, vai”, afirmou Cruz na segunda-feira. “A gente precisa verificar o cenário de abastecimento, porque a Câmara Técnica já sinalizou que é interessante avançar a imunização em primeira dose e, só então, quando a gente tiver um cenário mais tranquilo de imunizados com a primeira dose, a gente reduz o prazo para completar a imunização”.

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Após a fala de Cruz, Queiroga também abordou o assunto na segunda-feira:

“O grupo técnico do PNI opinou por fazer um espaço (entre as duas doses) mais alargado naquele primeiro momento porque queríamos avançar na primeira dose. Mas, como as vacinas da Pfizer estão chegando agora num volume maior, é possível mudar essa estratégia. Nós já fizemos várias análises e, com as entregas que temos, é possível voltar para o prazo que está na bula (21 dias)”, afirmou Queiroga.

A redução do intervalo entre as doses seria uma estratégia para aumentar a proteção da população contra a variante Delta da Covid-19, uma vez que possibilitaria a conclusão do esquema vacinal em mais gente. Porém, não há consenso entre especialistas. Há aqueles que defendem que a melhor estratégia seria imunizar com a primeira dose o maior número possível de pessoas.

O GLOBO questionou o Ministério da Saúde sobre o motivo do recuo e se as comunicações desencontradas podem afetar a vacinação no país, mas ainda não obteve resposta.

Fonte: IG SAÚDE

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