Momento Saúde

Rio de Janeiro confirma 178 mil casos e 14 mil mortes da covid-19

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O Rio de Janeiro registrou 178.524 casos confirmados e 14.070 mortes de covid-19. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) neste sábado (8). São mais 2.828 casos e 42 óbitos a mais nas últimas 24 horas. Há outros 1.005 óbitos em investigação e 159.372 pacientes se recuperaram da doença.

A capital lidera o número de casos, com 74.403 pessoas infectadas. Entre os demais municípios com maior número de casos, aparecem São Gonçalo (9.295), Niterói (9.290), Duque de Caxias (6.582), Macaé (6.149), Nova Iguaçu (4.437), Angra dos Reis (4.077), Volta Redonda (4.036), Itaboraí (3.495), Belford Roxo (3.323), Campos dos Goytacazes (3.273), Teresópolis (2.885), Magé (2.605), São João de Meriti (2.458), Maricá (2.392), Queimados (2.073) e Itaperuna (2.008).

A liderança no número de mortes também é da capital, com 8.606 casos. Entre os demais municípios com maior número de óbitos, aparecem São Gonçalo (601), Duque de Caxias (593), Nova Iguaçu (451), São João de Meriti (335), Niterói (310), Campos dos Goytacazes (228), Belford Roxo (223), Itaboraí (173), Magé (166), Petrópolis (147), Mesquita (144), Volta Redonda (134), Nilópolis (132), Angra dos Reis (124), Macaé (121), Itaguaí (97), Teresópolis (94) e Cabo Frio (89).

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Edição: Mario Toledo

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

SUS completa 30 anos com conquistas e desafios

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Reconhecido como um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS) completa neste sábado (19) 30 anos. Na avaliação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o SUS se tornou essencial. “Não existe outra saída para o nosso país com relação à saúde, que não seja o Sistema Único de Saúde forte e eficiente”, disse. Os próximos 20 anos, acrescentou, já estão em elaboração pela pasta “Estamos montando ações estruturantes com projetos estratégicos em todas as áreas, como Saúde Digital, Projeto Genoma, entre outras, que estão sendo finalizadas”, disse o ministro.

Na avaliação do ministério, com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), é possível constatar a força e importância do SUS, que atende cerca de 70% da população. Sob a gestão e união dos três entes – governo federal, estados e municípios – a pasta diz que foi possível garantir assistência aos pacientes infectados pela covid-19 e o atendimento daqueles que necessitam de tratamentos especializados.

O presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), César Eduardo Fernandes, faz ressalvas sobre o enfrentamento da atual pandemia. Para ele, a resposta do SUS foi “de razoável para boa”. O médico exaltou o fato de muitos hospitais terem sido reequipados e as equipes de saúde recompostas nos últimos meses, mas levantou dúvidas se esses ganhos serão mantidos ou se voltarão ao estágio pré-pandemia.

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Fernandes acrescentou que a resposta poderia ter sido mais eficiente se a atenção básica não tivesse perdido investimentos ao longo dos últimos anos. “Nesse período de pandemia, os profissionais estariam mais preparados para dar o primeiro atendimento e uma filtragem correta desses casos, não haveria necessidade dessa ida em massa para os serviços hospitalares”, avaliou.

Desafios

Entre os grandes desafios do SUS, na avaliação do próprio Ministério da Saúde, estão a oferta de serviços e a parte financeira. Em meio à demanda sempre crescente, especialistas da pasta admitem que o serviço precisa ser eficiente para atender em quantidade adequada e em tempo oportuno todas essas demandas e necessidades. Eles acreditam ainda que os recursos também precisam ser distribuídos de forma a alcançar o melhor resultado possível.

Alvo frequente de desvios por fraudadores, a responsabilidade com os recursos públicos também são desafiadores. “Precisamos ter efetividade, transparência e responsabilidade pelo recurso público, pois não estamos falando de dinheiro, estamos falando da saúde das pessoas”, defende o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Ganhos

Sobre a eficiência do SUS, o presidente da Associação Médica avaliou que em 30 anos de existência o sistema público de saúde conseguiu oferecer serviços de excelência em algumas áreas, mas ainda sofre com a precarização. Na avaliação do médico, é preciso investir mais na carreira dos profissionais de saúde e na atenção básica.

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“Nós não podemos ficar apenas com essas ilhas de excelência em grandes centros, grandes capitais e regiões mais desenvolvidas. Nós temos que interiorizar o SUS”, defende Fernandes, ao falar dos desafios que a saúde pública ainda tem que enfrentar no país.

As unidades básicas de saúde e os médicos da família têm que ser também um dos focos dessa expansão, disse César Fernandes. “O que tem que ser fortalecido Brasil afora são as unidades básicas de saúde. É ali que o paciente chega, que se faz o primeiro atendimento, o diagnóstico e que se começa o tratamento”, destacou.

O médico ressalta a importância de também haver investimentos na carreira pública da classe. “A nossa questão não é falta de médicos, é construir possibilidades para que o jovem médico, bem formado, tenha atratividade para ir para os pequenos centros e as cidades mais longínquas. Temos que criar a figura do médico de Estado, assim como tem a carreira no Judiciário”, exemplificou.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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