Momento Saúde

SP vacina contra covid-19 e gripe em parques e na Avenida Paulista

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Para ampliar a cobertura vacinal da população da cidade, a prefeitura de São Paulo disponibiliza hoje (3) seis locais para a vacinação: dois deles na Avenida Paulista (uma tenda na altura do número 52 e uma farmácia no número 995) e quatro tendas espalhadas pelos parques Buenos Aires, Severo Gomes, do Carmo e da Juventude.

Esses locais funcionam até as 16h e estarão aplicando vacinas contra a covid-19 e a gripe influenza, além de outras doenças. Na farmácia da Avenida Paulista, 995, será aplicada apenas vacina contra a covid-19.

A vacinação contra a gripe está disponível neste momento para toda a população de São Paulo acima de seis meses de idade. Para a covid-19 é preciso observar o público elegível: a segunda dose adicional (ou quarta dose), por exemplo, neste momento está disponível para pessoas acima dos 40 anos e que tomaram a primeira dose adicional (terceira dose) há mais de quatro meses.

Os postos também estarão aplicando imunizantes diversos para crianças como a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), BCG, pentavalente, vacina inativada poliomielite (VIP), vacina oral poliomielite (VOP), pneumo 10, rotavírus, meningo C, meningo ACWY, varicela, hepatites A e B, febre amarela, DTP (difteria, tétano e coqueluche), dupla adulto, HPV e pneumo 23.

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Amanhã (4), a vacinação continua sendo feita nos megapostos, unidades básicas de Saúde (UBS) e nas AMAs/UBSs Integradas.

Mais informações sobre a vacinação na cidade de São Paulo podem ser obtidas no site Vacina Sampa.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Alimentos ultraprocessados podem contribuir para perda cognitiva

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Dificuldade de lembrar datas, fazer cálculos ou realizar tarefas básicas do dia a dia. As habilidades cognitivas geralmente diminuem à medida que a idade avança. Mas pesquisa feita por cientistas da USP mostra que a perda chega a ser 28% maior entre pessoas que consomem mais alimentos ultraprocessados.

São alimentos que passaram por processo industrial tão intenso que a composição deles já nem parece a de comida de verdade. Encaixam-se nesta categoria pães de forma, salgadinhos, refrigerantes.

O declínio cognitivo foi maior entre as pessoas que consumiam mais de 20% das calorias diárias de ultraprocessados. E não é difícil chegar a essa média: 20% equivale a três fatias de pães de forma por dia.

Os resultados foram apresentados na Conferência Internacional de Alzheimer, realizada na semana passada na cidade de San Diego, nos Estados Unidos.

A pesquisa analisou o desempenho das pessoas que participaram do mais longo e maior estudo de performance cognitiva realizado no Brasil: o Elsa-Brasil. São cerca de 15 mil pessoas, entre 35 e 74 anos, que começaram a ser acompanhadas em 2008 para investigar fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, arterioesclerose e acidente vascular cerebral. O estudo analisou os dados conforme o tipo de alimento consumido: alimentos não processados, como vegetais e frutas, os ingredientes culinários, como sal e óleos, os alimentos processados, com modificações leves como adição de sal ou açúcar, e os ultraprocessados.

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Dados do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP mostram que o consumo médio de alimentos ultraprocessados no Brasil é justamente de 20% no Brasil. Como é uma média, algumas pessoas consomem muito mais. Mas ainda assim, é um patamar três vezes menor que a de países ricos, onde a média chega a 60%.

Mas é justamente essa diferença que torna um país como o Brasil um mercado cobiçado pela indústria de alimentos, explicou a nutricionista e integrante do Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde da USP, Renata Levy.

Em outubro, entram em vigor as novas regras de rotulagem de alimentos aprovadas pela Anvisa. Agora, a embalagem de produtos ricos em gordura, açúcar ou sódio vão trazer a informação em destaque no rótulo do produto. Renata acha que é um avanço, mas é preciso fazer mais para inibir o consumo de ultraprocessados.

Outra proposta defendida pelos pesquisadores é proibir a venda de ultraprocessados nas cantinas das escolas, já que no Brasil, os adolescentes são os principais consumidores desse tipo de produto.

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Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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