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A cultura digital tem nas mãos a oportunidade de mudar o planeta

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Entenda como a cultura digital pode fazer a sociedade avançar
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Entenda como a cultura digital pode fazer a sociedade avançar

A chegada da pandemia mostrou mais do que nunca que precisamos começar a refletir muito mais sobre cultura, e não é sobre uma cultura local, é sobre uma cultura global ou uma nova definição de cultura: A Cultura Digital

Proponho começar definindo o que é cultura, e depois o que seria a Cultura Digital. Cultura são os sistemas de conhecimento compartilhados por um grupo relativamente grande de pessoas. Segundo George Murdock, Cultura é um modo de vida de um grupo de pessoas – os comportamentos, crenças, valores e símbolos que eles identificam em seu grupo.

Já a Cultura Digital refere-se à cultura moldada pelo surgimento e uso de tecnologias digitais . O termo é usado para representar uma transformação clara e quase total do mundo. Podemos dizer que é uma cultura originária do ciberespaço e da linguagem da internet que busca integrar a realidade com o mundo virtual.

Uma Cultura Digital pode ser representada pela relação entre humanos e a tecnologia . Ela é o reflexo de como a tecnologia e a internet estão moldando a maneira pela qual interagimos como humanos, nos comportamos, pensamos e nos comunicamos dentro da sociedade. 

Esse processo, que chamo de culturalização digital, equivale à expansão e aprofundamento da cultura digital, acelerada com a chegada da pandemia de Covid-19 e a necessidade de transferência de quase todas as estruturas de trabalho e produção para plataformas computacionais. 

E foi esse o gatilho para que as competências digitais de todos os seres humanos fossem colocadas à prova. É como se estivéssemos ingressando em um processo evolutivo que poderia, talvez, ser chamado de darwinismo digital

Mas por que Darwinismo? Darwin foi o cientista que descreveu o processo de seleção natural e a adaptação a fatores externos na evolução dos seres vivos. Podemos, então, trazer para a realidade de indivíduos e organizações o fato de que ou nos adaptamos com agilidade às mudanças tecnológicas e aceleração digital ou ficaremos de fora da nova realidade. 

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Inclusão e exclusão

Essa nova realidade mencionada anteriormente no texto, que surgiu com o boom da digitalização social, trouxe algo cruel, mostrando dois mundos completamente opostos durante o início da pandemia: ou se trabalhava no meio digital de forma remota ou não se trabalhava. Nós, humanos, tivemos que nos adaptar à força em um período absurdamente curto de tempo. Mas fica a pergunta: será que todos conseguiram se adaptar? Com certeza não. E o que ficou mais escancarado nesse processo pandêmico foram duas certezas:

Você viu?

  1. O digital tem o poder de inclusão, no qual muitos empreendedores pequenos que não tinham acesso ao mercado digital puderam começar a oferecer serviços e produtos;
  2. O digital tem o poder de exclusão, no qual uma grande parcela da sociedade que não consegue ter fonte de renda não tem acesso à web e suas atividades profissionais são manuais, o que os torna mais distantes da “nova” sociedade, com o risco de se tornarem invisíveis.

Uma citação de Darwin pode ser usada metaforicamente para elucidar esse fenômeno de dois caminhos – evoluir/não evoluir: as espécies que sobrevivem não são as espécies mais fortes nem as mais inteligentes, e sim aquelas que se adaptam melhor às mudanças.

Pegando o gancho de Darwin e trazendo para nossa realidade, proponho que possamos chamar os que se adaptam melhor às mudanças de digitalsapiens : seres humanos que possuem a capacidade, oportunidades e condições de construir caminhos para um futuro sustentável utilizando ferramentas e tecnologias humanas e digitais.

Um futuro sustentável para os digitalsapiens?

Os humanos digitais estão construindo uma nova cultura global, a cultura digital. Essa cultura tem nas mãos o maior desafio e, ao mesmo tempo a maior oportunidade da história humana: construir uma sociedade global mais inclusiva e sustentável através da criatividade e da inovação, garantindo a continuidade evolutiva da humanidade.

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Essa é a única cultura do mundo que pode coletivamente criar mecanismos para transformar a forma com que os humanos co-habitam esse planeta. Pela primeira vez, temos uma cultura global que pode agir de forma coletiva para construir uma sociedade pautada nas 169 metas e nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização Mundial das Nações Unidas, firmados como acordo no ano de 2015 por 193 países.

Coloco aqui os 5 pilares que considero prioridade para a construção de uma sociedade mais sustentável, tentando resumir as 169 metas dos ODS. Se um indivíduo ou organização não estiver alinhada com esses pilares, certamente não estará no caminho correto da evolução. São eles:

  1. Desigualdade Social: redução da desigualdade entre classes sociais;
  2. Inclusão Digital: expansão da competências digitais para toda sociedade;
  3. Pluralidade Cultural: apoio a diversidade cultural;
  4. Diversificação Econômica: 5 Economias (Economia Circular, Colaborativa, Criativa, Economia Verde e Bioeconomia);
  5. Energia Limpa e Recursos Renováveis: 5 R (Repensar, Recusar, Reciclar, Reutilizar e Reduzir)

A inovação , o progresso tecnológico e igualdade de oportunidades são as chaves para encontrar soluções ​​para os desafios socioeconômicos e ambientais do nosso país. 

O mundo hoje está mais interconectado do que nunca, e as metas globais só podem ser alcançadas por meio da cooperação transfronteiriça. Isso só pode acontecer com a expansão da Cultura Digital . As oportunidades e desafios da digitalização são comuns e a troca de conhecimento, experiência e tecnologia é descrita como um componente importante para a implementação dos objetivos globais. 

Em conclusão, ambas as megatendências, sustentabilidade e digitalização, devem impor grandes transformações no mundo. A digitalização mudará fundamentalmente as estruturas de nossas sociedades. A cooperação, colaboração e inclusão devem ser palavras de ordem para a cultural digital oferecer caminhos transformadores e mais sustentáveis para a humanidade.

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Robô bípede é o primeiro do mundo a completar corrida de 5km; assista

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Robô Cassie correndo
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Robô Cassie correndo

Um robô bípede construído pela Agility Robotics, da Oregon State University, fez sua primeira corrida de 5 km em 53 minutos e 3 segundos e, acredite, sem precisar de uma carga de bateria.

Chamada de Cassie, a robô foi desenvolvida sob a direção do professor de robótica Jonathan Hurst com uma bolsa de US$ 1 milhão paga pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada, do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nos 16 meses do projeto.

“Os alunos do Dynamic Robotics Laboratory no OSU College of Engineering combinaram conhecimentos de biomecânica e abordagens de controle de robôs existentes com novas ferramentas de machine learning. Este tipo de abordagem holística permitirá a semelhança com os animais nos mesmos níveis de desempenho. É incrivelmente emocionante”, exaltou Hurst, que foi cofundador da Agility em 2017.

“Em um futuro não muito distante, todos verão e interagirão com robôs em muitos lugares em suas vidas diárias, robôs que trabalham ao nosso lado e melhoram nossa qualidade de vida”, completou ele.

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O sucesso do projeto fez com que o professor e seus alunos apresentassem um artigo na conferência Robotics: Science and Systems neste mês.

Aprendizado de reforço profundo

Com joelhos dobrados como os de um avestruz, a robô aprendeu sozinha a correr com o que é conhecido como algoritmo de aprendizado de reforço profundo. “O aprendizado por reforço profundo é um método poderoso em inteligência artificial (IA) que desenvolve habilidades como correr, pular e subir e descer escadas”, explicou Yesh Godse, aluno de graduação do laboratório.

Cassie caiu duas vezes no percurso: uma por causa de um computador superaquecido e outra porque a robô foi solicitada a executar uma curva em uma velocidade muito alta. No total, foram 6 minutos e 30 segundos de reinicializações.

“Cassie é um robô muito eficiente por causa de como foi projetado e construído, e fomos realmente capazes de atingir os limites do hardware e mostrar o que ele pode fazer”, finalizou Jeremy Dao, aluno do Dynamic Robotics Laboratory no OSU College of Engineering.

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