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Baixo acesso à internet reforça desigualdades sociais, diz pesquisador

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Fabio Storino participou de live do iGDeias nesta terça-feira
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Fabio Storino participou de live do iGDeias nesta terça-feira

Atualmente,  18% dos domicílios brasileiros ainda não têm acesso à internet , de acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2021, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O problema se torna ainda maior quando percebemos que, mesmo dentre aqueles que têm acesso, ainda há muita desigualdade na qualidade.

“Dentro dos 82% de brasileiros conectados, ainda têm aqueles que deixam de fazer alguma coisa porque acabam os dados no meio do mês ou porque a velocidade de internet não permite”, exemplifica Fabio Storino, coordenador da pesquisa TIC Domicílios e analista de informações do Cetic.br|NIC.br, em live realizada pelo portal iG nesta terça-feira (28).

Fabio analisa que o Brasil têm atualmente dois grandes desafios: o primeiro é conectar todas as pessoas à internet, e o segundo é garantir que o acesso chegue a todos com qualidade. “Para chegar a 100% dos brasileiros conectados, nós temos o caminho ainda de garantir a universalização do acesso. Mas o que a pesquisa vem percebendo é que, para além de ter ou não acesso, cada vez mais há uma diferença de qualidade desse acesso entre os que já têm conexão”, comenta.

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Na opinião do especialista, a desigualdade na qualidade do acesso à internet “acaba reforçando outras desigualdades sociais” já presentes. Se uma pessoa tem um celular com pouca memória, por exemplo, ela terá menos acesso a aplicativos de serviços governamentais do que outra que tem um celular topo de linha.

Além disso, diferentes pacotes de dados podem dar mais ou menos acesso à internet às pessoas. Quem só tem o WhatsApp, por exemplo, pode estar mais suscetível a cair em redes de desinformação do que quem tem acesso a toda a internet e pode checar as informações recebidas em outras fontes. “Esse tipo de limitação no uso da internet pode ter efeitos muito perigosos na nossa sociedade”, afirma Fabio.

O coordenador da pesquisa ainda comenta que, durante a pandemia de Covid-19, notou-se um aumento no acesso à internet. Em 2019, 71% dos lares brasileiros estavam conectados, taxa que subiu para 82% em 2021. “Mas parte da população, ainda assim, não foi capaz de se conectar”, ressalta Fábio. “Quando a gente pergunta na pesquisa para aqueles que não têm conexão qual é o motivo de não ter, há muitos anos a principal barreira continua sendo o preço”.

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Para ouvir a entrevista completa a respeito da desigualdade no acesso à internet no Brasil, confira o episódio do iGDeias no YouTube ou via podcast:



Fonte: IG TECNOLOGIA

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Google Meet terá compartilhamento de Spotify e YouTube durante chamada

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Google Meet ganhará novos recursos
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Google Meet ganhará novos recursos

O Google Meet ganhou muito destaque nos últimos anos, e vai receber alguns recursos extras para deixar suas reuniões mais legais. Com um novo recurso de compartilhamento ao vivo, dá para ouvir músicas no Spotify, ver vídeos no YouTube ou jogar com outros participantes da chamada. É bem parecido com o SharePlay, da Apple.

O recurso faz parte da fusão do Meet com o Duo, o app de videochamadas do Google (que não tem a mesma fama do irmão profissional).

Esse é um processo bem confuso, aliás: o app do Duo vai virar Meet e ganhar os recursos dele, enquanto o Meet vai ser renomeado para Meet Original e posteriormente descontinuado.

Jogos e streaming no Google Meet

Bagunça à parte, alguns novos recursos foram acrescentados. Um deles é este recurso de compartilhamento ao vivo. Ele ainda está em fase beta.

Durante uma chamada, basta tocar nos três pontos, escolher “Atividades” e selecionar uma das opções. Dá para iniciar uma sessão em grupo no Spotify, por exemplo, jogar Uno! Mobile ou Kahoot!, entre outras possibilidades.

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SharePlay da Apple funciona com produtos diferentes

Compartilhar conteúdo de streaming em uma chamada não é inédito. É isso que o SharePlay da Apple faz.

Ele permite usar o FaceTime para compartilhar conteúdos de apps de streaming. Dentre as opções, estão a Apple TV+, o Disney+ e o HBO Max.

Spotify e YouTube não estão nessa lista, o que conta como um diferencial para o serviço do Google Meet.

O compartilhamento ao vivo teria sido bem interessante durante a fase mais crítica da pandemia de Covid-19, quando regras restritas de circulação estavam em vigor.

Mesmo assim, pode ser útil para empresas que adotaram o trabalho remoto ou para quem tem amigos espalhados pelo país ou pelo mundo.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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