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Brincando de trabalhar: empresas apostam na gamificação durante a pandemia

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Home office impulsionou a gamificação no ambiente corporativo


Muitas atividades cotidianas foram modificadas durante a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2), e uma das mudanças é que, agora, existe muito mais gente brincando de trabalhar. É que o conceito de gamificação ganhou força no mercado de trabalho desde que muitas empresas tiveram que aderir ao home office


É verdade que o conceito já existe há alguns anos e era usado por muitas empresas, mas o trabalho remoto intensificou sua presença no ambiente corporativo. Gamificação é o uso de características de jogos usadas para engajar pessoas em situações na vida real. 

A gamificação pode ser usada em diversos setores, e o trabalho é um deles. Michelli Luersen, head de Marketing do gA, companhia global de tecnologia que desenvolveu uma plataforma de gamificação, conta que o conceito já era bastante utilizado em treinamentos corporativos mesmo antes da pandemia, mas não muito usado para gerenciar empresas por completo – o que tem mudado nos últimos meses. 

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Vencendo os desafios do home office

Com o isolamento social, muitas empresas entraram em regime de home office, sistema que traz muitos desafios para as companhias. Alguns deles são manter a produtividade, o espírito de equipe e a comunicação fluida. 

Para Micheli, a gamificação é um ótimo caminho para vencer todos esses obstáculos. As plataformas que fazem uso do conceito tornam as atividades do cotidiano laboral mais lúdicas e divididas em etapas. 

No sistema desenvolvido pelo gA, por exemplo, gestores podem adicionar metas para serem cumpridas por funcionários ou equipes específicas. Cada trabalhador tem um avatar para chamar de seu, e cada etapa completa é revertida em moedas virtuais. Tudo funciona exatamente como em um jogo , exceto pelo fato de que cada missão é, na verdade, parte do trabalho a ser executado. 

O sistema garante que os funcionários se mantenham engajados, mantendo a produtividade e, sobretudo, a boa comunicação e trabalho em equipe. “Com a atribuição dessas missões, a gente mantém uma comunicação fluida, principalmente entre equipes”, conta Micheli. “É importante para que as pessoas não se sintam tão de forma individual”, opina, a respeito do momento de home office.

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Além de oferecer o recurso para outras empresas, Micheli também faz uso da gamificação no seu próprio cotidiano de trabalho. “É realmente algo divertido, cumpre com a promessa de manter uma comunicação”, garante.

Para além do trabalho

Além de missões relacionadas ao trabalho, é possível que as empresas estimulem os funcionários a realizarem tarefas extra, como atividades físicas e de lazer. De acordo com Micheli, isso permite que os colaboradores se conheçam melhor e consigam ser incentivados a realizarem atividades fora do cotidiano laboral. 

A executiva conta que cada tarefa cumprida é mostrada para toda a empresa, o que permite que as pessoas se conheçam melhor. “Você acaba tendo conhecimento de hobby de outras pessoas, conhecendo um pouco mais da história de cada um”. 

Presente em empresas há alguns anos, o conceito de gamificação tem ganhado cada vez mais espaço durante o período de isolamento social. E a tendência é que isso continue mesmo após a pandemia de Covid-19 . “Essas soluções que vieram para trazer outros benefícios, garantir produtividade e eficiência para as empresas, tendem a ficar”, opina Micheli.

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Após Twitter banir Trump, número de posts com desinformação cai 73%

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Unsplash/Yucel Moran

Desinformação cai no Twitter

A decisão de banir Donald Trump teve impacto significativo nas redes sociais. Uma semana após o presidente dos Estados Unidos ser bloqueado do Twitter , houve queda de 73% em posts com desinformação sobre a eleição americana. É o que aponta a Zignal Labs, que analisou alegações de fraude na disputa eleitoral, algo negado pela Justiça do país.

A redução de posts com fake news sobre a eleição americana ocorreu de 9 e 15 de janeiro, na comparação com a semana anterior. Após Trump ser banido do Twitter em 8 de janeiro, as conversas sobre uma suposta fraude eleitoral em redes sociais despencaram. A Zignal Labs diz que as menções ao tema em várias plataformas caíram de 2,5 milhões de posts para 688 mil posts.

O movimento acontece depois de Trump e seus apoiadores serem bloqueados em várias plataformas. O Twitter removeu 70 mil contas que promoviam a teoria da conspiração QAnon . O republicano ainda foi suspenso por tempo indeterminado de Facebook e Instagram , e teve medidas desfavoráveis em outras plataformas.

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Ainda de acordo com o levantamento, houve queda de 95% em posts com a #FightforTrump e de mais de 95% em posts com #HoldTheLine ou “March for Trump”, considerando várias plataformas. Já os tweets com termos como “voter fraud”, “stop the steal”, “illegal votes” e “shredded ballots” registraram quedas entre 67% e 99%.

Os posts com expressões relacionadas à teoria QAnon caíram, mas houve alta de 15% em menções a “Q” e “QAnon”. A Zignal Labs acredita que o crescimento aconteceu devido às publicações que comentavam sobre a participação dos apoiadores dessa teoria na invasão ao Capitólio dos EUA .

Trump promoveu desinformação sobre eleição

A Zignal Labs afirma que uma rede formada por Trump , influenciadores e outros seguidores conhecidos contribuiu para eleitores comuns realizarem acusações sem provas de fraude na eleição americana. A desinformação levou à invasão ao Capitólio no dia da certificação da vitória de Biden . O ato resultou em cinco mortes.

Depois do bloqueio de Trump e vários de seus apoiadores no Twitter e em outras plataformas, ainda há incertezas sobre como esta rede de fake news atuará. No entanto, parece cada vez mais claro que as plataformas têm ferramentas para evitar a desinformação com mais antecedência.

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