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Conheça o pet robô que cria personalidade própria e pede carinho

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Pet inteligente consegue desenvolver personalidade própria

Recentemente, o  Kickstarter subsidiou um projeto considerado um grande avanço na área de inteligência artificial . Denominado Moflin, trata-se de um pet com IA criado para agir como um animal real. Segundo o site de financiamento coletivo, será possível acompanhar a evolução do seu bicho de estimação e perceber como ele molda sua personalidade, de forma única, com o passar do tempo.

O pet robótico pode se movimentar e se apegar a seus donos, necessitando carinho e alguns cuidados. “Criamos um pet com IA que conseguirá, sem dúvidas, evoluir e desenvolver sua personalidade de forma única. Acreditamos na tecnologia e em como ela melhora a vivência cotidiana, dando valor emocional às coisas”, afirmou o Kickstarter em comunicado.

Como funciona

Por meio de interações, o Moflin seleciona um dos inúmeros padrões de som para reagir da forma mais próxima possível de um animal real. Ele também consegue esboçar dois sentimentos ao mesmo tempo, dentre eles calma e apatia, felicidade e euforia e até mesmo estresse e inquietude.

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Robô se apega ao dono

“Nos inspiramos na forma natural e desenvolvemos um algoritmo único, que permite ao Moflin aprender e crescer por meio de um aprendizado diário. Isso faz com que seja possível assimilar padrões comportamentais e avaliar o que acontece ao redor por meio de seus sensores, determinando que tipo de reação Moflin terá”, acrescentou o site.

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Desenvolvido no Japão, é possível apoiar o projeto com doações em ienes – a contribuição mínima é de 3.000 ienes, aproximadamente R$ 153 na conversão atual. Dependendo do valor investido, o doador consegue um Moflin já em seu lançamento.

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LGPD: primeiro processo com base na nova lei tem sentença proferida

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Lei Geral de Proteção de Dados começou a valer na última semana

A primeira Ação Civil Pública com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) , que entrou em vigor no último dia 18 , teve sua sentença proferida na terça-feira (22), pelo juiz Wagner Pessoa Vieira, da 5.ª Vara Cível de Brasília. Trata-se do caso do site “Lembrete Digital”, que comercializava milhões de dados de brasileiros. A nova norma exige o tratamento adequado de informações neste sentido.

Na decisão, o juiz de direito afirmou que a “presente ação não merece prosperar”. O despacho foi motivado, ainda de segundo o magistrado, pela retirada do site do ar, pois constatou que o domínio lojainfortexto.com.br está “em manutenção”.

“Esse fato [de o site estar em manutenção], provavelmente, decorre da circunstância de que, com o recente início de vigência da Lei 13.709/18, ocorrido em 18/09/2020 (sexta-feira passada), os responsáveis pelo sobredito sítio devem estar buscando adequar os seus serviços às normas jurídicas de proteção de dados pessoais”, afirma o juiz Wagner Vieira na sentença.

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O documento ainda esclarece que o magistrado entendeu que, neste momento, não há “interesse processual do autor para agir através desta ação civil pública”. Isto porque o site estar em manutenção evidencia que não há risco de lesão ou ameaça a ser justificada. “A pretensão de tutela inibitória deduzida na inicial, com o que a presente ação se torna inútil”, explica a sentença.

Sobre a decisão, ainda cabe lembrar que o juiz de direito não julgou mérito. Isso significa que ele encerrou o processo em virtude do fato que impossibilita ações mais abrangentes.

De qualquer forma, o caso ainda pode ser investigado novamente pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se a página voltar ao ar ou mudar de nome. Outro caminho para que o MPDFT recorra à sentença é justificar ser possível saber os nomes dos envolvidos, mesmo com o site fora da web.

Entenda o caso

A ação foi apresentada pelo MPDFT no último dia 21 com alegações de que o site intitulado “Lembrete Digital” estaria promovendo a comercialização indiscriminada, e fora dos novos padrões da LGPD , de dados de milhões de brasileiros.

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Apenas de residentes naturais de São Paulo, foram contabilizados mais de 500 mil pessoas atingidas. Os dados englobavam não só nome e telefone, por exemplo, mas e-mails, endereços postais, cidades, estados, etc.

Com a entrada da LGPD , o MP apresentou a ação acusando o site de violação à privacidade , intimidade, imagem, entre outros direitos assegurados pela Constituição Federal. A norma recepcionada prevê o tratamento correto e autorizado de dados pessoais , sendo necessária a autorização do titular da informação para o uso do material.

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