Momento Tecnologia

De uma quebrada para todas: app quer alcançar 1 milhão de jovens da periferia

Publicados

em


source
Jovens utilizando o aplicativo da New School
Divulgação/New School

Jovens utilizando o aplicativo da New School


Da sua quebrada para todas as quebradas do Brasil. Aos 29 anos, João Paulo Malara, conhecido como Jotapê, tem o objetivo de levar seu aplicativo educacional para um milhão de jovens das periferias brasileiras.

O New School App é o mais recente trabalho da startup social New School, criada por Jotapê há sete anos. Nascido e criado na periferia da zona oeste de São Paulo, o jovem decidiu que queria mudar a vida de adolescentes quando perdeu seu irmão Gabriel, em 2014.

Jotapê conta que, quando adolescente, se negou a entrar para crime, destino de muitos jovens periféricos como seu irmão e alguns de seus amigos. No dia em que viu sua mãe chorando sobre o corpo de Gabriel, que tinha sido baleado por um policial no dia em que completava 19 anos, Jotapê decidiu criar a New School.

“Quantos Jotapês acabam na vala?”

Essa frase ecoou na cabeça de Jotapê, que se deu conta de que tinha sorte em estar vivo, diante da realidade ao seu redor. Ao voltar para casa após ver seu irmão morto, ele viu alguns meninos jogando bola na rua. “Ali naquela viela, eu tomei uma decisão”, lembra. E foi assim que surgiu a New School.

João Paulo Malara, o Jotapê
Divulgação/New School

João Paulo Malara, o Jotapê

Do sonho de um garoto surgiu um aplicativo que tem como objetivo “oferecer um horizonte às crianças e jovens das favelas e periferias brasileiras”. O New School App leva conteúdos socioemocionais, educacionais e profissionalizantes em uma linguagem própria da periferia, explica Jotapê.

Leia Também:  YouTuber brasileiro teria sido pago por vídeos contra vacina da Covid-19

O objetivo é dar oportunidades para que os adolescentes reflitam sobre temas importantes, como preconceito, ódio e liberdade, que geralmente ficam de fora dos currículos escolares. Além disso, o aplicativo também traz aulas sobre programação , fotografia e empreendedorismo .

“Beleza, eu dei dignidade para esse jovem com os temas socioemocionais, agora vamos dar um emprego bacana para ele também. Vamos fazer o mano ser programador, a mina ser empreendedora”, diz Jotapê.

Você viu?

O sonho do empreendedor é que cada vez menos jovens da periferia precisem ter o destino de Gabriel. Afinal, não são poucos os que “acabam na vala”. De acordo com o Atlas da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de 2020, o homicídio é a principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil. 53,3% de todos os homicídios no país tem jovens como vítimas.

“Não é fácil, mas dá”

Jotapê acredita que dar aos jovens outras oportunidades que vão além do crime é um dos caminhos para impedir o destino fatal de muitos deles. Ele afirma, porém, que não foi fácil atingir o sucesso como empreendedor e que, portanto, também não será fácil para os demais jovens em situação parecida. Atualmente, 45,4% dos menores de 14 anos de idade vivem em condição domiciliar de baixa renda no Brasil, de acordo com o levantamento Cenário da Infância e Adolescência no Brasil 2021, da Fundação Abrinq.

Jotapê, em entrevista para o iG
Captura de tela

Jotapê, em entrevista para o iG

“Eu não quero pintar que é fácil, que é bonito, porque não é. É louco, mas dá. Eu quero chegar para os meninos da quebrada e falar: ‘mano, pegar uma arma na mão não é o único jeito de você ter sucesso'”, diz Jotapê.

Leia Também:  Disney+: confira os lançamentos da semana na plataforma de streaming

O empreendedor conta que, no início, sua trajetória foi muito solitária. Quando decidiu criar a New School , ele não tinha o incentivo de outras pessoas, mas lembra que algo dentro dele dizia para ele não desistir. “Eu queria que essa voz fosse alguém me apoiando, mas não tinha esse alguém. Eu me sentia muito sozinho”. Perguntado se hoje ele quer ser essa voz que dá apoio aos jovens, ele responde: “eu já sou”.

Jovens utilizando o aplicativo da New School
Divulgação/New School

Jovens utilizando o aplicativo da New School

Depois de investir bastante na ideia, Jotapê conseguiu conquistar mais pessoas para fazer o sonho sair do papel. Hoje, a equipe da New School já tem 10 pessoas, e o aplicativo foi completamente construído em uma iniciativa open source que contou com a ajuda de programadores voluntários de todo o Brasil. As aulas em vídeo distribuídas no aplicativo são produzidas por um time chamado de “P&D da Quebrada”, composto por jovens da periferia.

Como funciona o aplicativo

Atualmente, o aplicativo da New School conta com 15 cursos diferentes, divididos em quatro pilares: socioemocional, educacional, profissional e social. Os temas abordados vão desde medo e liberdade até programação, ditadura militar, matemática e literatura.

Conforme os jovens vão completando essas aulas, eles vão ganhando pontos que podem ser acumulados no aplicativo. Os pontos podem ser trocados em uma loja no próprio app, que conta com itens como notebook, tênis, caixa de som, celular e pacote de viagem.

O aplicativo é gratuito e mantido financeiramente por empresas parceiras que promovem seus conteúdos no software. O New School App está disponível tanto para Android como para iOS e, para se cadastrar, é preciso apenas um e-mail.

Propaganda

Momento Tecnologia

Robô bípede é o primeiro do mundo a completar corrida de 5km; assista

Publicados

em


source
Robô Cassie correndo
Reprodução/Youtube

Robô Cassie correndo

Um robô bípede construído pela Agility Robotics, da Oregon State University, fez sua primeira corrida de 5 km em 53 minutos e 3 segundos e, acredite, sem precisar de uma carga de bateria.

Chamada de Cassie, a robô foi desenvolvida sob a direção do professor de robótica Jonathan Hurst com uma bolsa de US$ 1 milhão paga pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada, do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, nos 16 meses do projeto.

“Os alunos do Dynamic Robotics Laboratory no OSU College of Engineering combinaram conhecimentos de biomecânica e abordagens de controle de robôs existentes com novas ferramentas de machine learning. Este tipo de abordagem holística permitirá a semelhança com os animais nos mesmos níveis de desempenho. É incrivelmente emocionante”, exaltou Hurst, que foi cofundador da Agility em 2017.

“Em um futuro não muito distante, todos verão e interagirão com robôs em muitos lugares em suas vidas diárias, robôs que trabalham ao nosso lado e melhoram nossa qualidade de vida”, completou ele.

Leia Também:  Fadinha viralizou! Rayssa Leal atinge quase 4 milhões de seguidores no Instagram

Você viu?

O sucesso do projeto fez com que o professor e seus alunos apresentassem um artigo na conferência Robotics: Science and Systems neste mês.

Aprendizado de reforço profundo

Com joelhos dobrados como os de um avestruz, a robô aprendeu sozinha a correr com o que é conhecido como algoritmo de aprendizado de reforço profundo. “O aprendizado por reforço profundo é um método poderoso em inteligência artificial (IA) que desenvolve habilidades como correr, pular e subir e descer escadas”, explicou Yesh Godse, aluno de graduação do laboratório.

Cassie caiu duas vezes no percurso: uma por causa de um computador superaquecido e outra porque a robô foi solicitada a executar uma curva em uma velocidade muito alta. No total, foram 6 minutos e 30 segundos de reinicializações.

“Cassie é um robô muito eficiente por causa de como foi projetado e construído, e fomos realmente capazes de atingir os limites do hardware e mostrar o que ele pode fazer”, finalizou Jeremy Dao, aluno do Dynamic Robotics Laboratory no OSU College of Engineering.

Leia Também:  YouTuber brasileiro teria sido pago por vídeos contra vacina da Covid-19

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA