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Disney oferece R$ 50 milhões à Starz para usar marca Star+ no Brasil

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Disney oferece R$ 50 milhões à Starz para usar marca Star  no Brasil
Lucas Braga

Disney oferece R$ 50 milhões à Starz para usar marca Star no Brasil

A Walt Disney Company quer lançar até o final do mês um novo serviço de streaming voltado para o público mais adulto, mas o conglomerado de mídia enfrenta uma batalha na Justiça para usar a marca Star+ . A companhia do Mickey propôs pagar R$ 50 milhões para cobrir possíveis danos à Starz, dona da plataforma StarzPlay .

Entenda o imbróglio entre Starz e Disney

A Starz não é uma companhia de mídia tão popular no Brasil como Disney, Netflix e HBO, mas tem relevância no setor de entretenimento: o StarzPlay foi lançado como serviço de streaming no país em outubro de 2019, inclusive em parceria com grandes empresas como Amazon Prime Video, Apple TV e operadoras de telecomunicações.

Por outro lado, a Disney escolheu a marca Star para substituir o nome da antiga Fox. A partir daí, a companhia também resolveu adotar a nomenclatura Star+ para o serviço de streaming com conteúdo menos infantil, que terá títulos como Os Simpsons, Family Guy, Grey’s Anatomy e This Is Us .

Aplicativo Starzplay no Android (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

Aplicativo Starzplay no Android (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

A Starz não ficou muito satisfeita com o lançamento da Disney e entrou com um registro de oposição de marcas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), órgão responsável pelo registro de marcas no Brasil. Pedidos similares também foram apresentados à entidades equivalentes na Argentina e México.

Na Justiça, a Starz conseguiu uma antecipação de tutela recursal que exigiu à Disney que se abstenha de utilizar as expressões Star Plus e Star+ no novo serviço de streaming. O desembargador Jorge Tosta considerou que a empresa “passará a ofertar serviços de entretenimento idênticos aqueles que já são fornecidos pela agravante [StarzPlay]”, e que “um consumidor, ao referir-se aos serviços de streaming ofertados pelas partes, não o fará dizendo que assistiu a um filme pela ‘StarzPlay’ ou pela ‘Star Plus’, mas simplesmente pela ‘Star’”.

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Disney oferece R$ 50 milhões para compensar danos

De acordo com o Notícias da TV , a Disney tenta resolver o caso para continuar usando a marca Star+: o conglomerado do Mickey ofereceu R$ 50 milhões à Starz para compensar “possíveis danos” que poderão ser causados pelo nome Star+ no Brasil.

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No entanto, o desembargador responsável pelo processo não deferiu o pagamento da Disney antes da próxima audiência conciliatória, que acontecerá no dia 24 de agosto de 2021. Tosta afirma que “a caução ofertada pela agravante […] não pode ser mensurada neste momento”.

Algo me diz que a Starz não deve gostar dessa proposta: a companhia também luta pela marca Star em outros países; além disso, o StarzPlay possui uma certa relevância e terminou o ano de 2020 com 14,6 milhões de assinantes em todo o mundo.

Vamos concordar que os nomes são bem parecidos, vai.

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Movimentar 1 bitcoin gera mesmo lixo eletrônico que descarte de 2 iPhones

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Enquanto muito se fala sobre os impactos que a mineração de bitcoin (BTC) tem sobre o clima devido ao seu alto consumo de energia, um novo estudo trouxe outra perspectiva sobre o assunto: o lixo eletrônico gerado pela rede da criptomoeda. Isso porque movimentar um único bitcoin equivale ao descarte eletrônico de dois iPhones.

De acordo com uma nova análise realizada por economistas do banco central da Holanda em conjunto com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), o bitcoin e sua crescente atividade de mineração é um enorme incentivo à compra e descarte de eletrônicos. Segundo o estudo, uma única transação de bitcoin é responsável por gerar a mesma quantidade de lixo eletrônico que descartar dois iPhones 12 minis.

Mineração de bitcoin incentiva rotatividade de hardware

A enorme competitividade pelo processamento dos blocos de dados da rede do bitcoin acarreta em uma grande rotatividade de hardware. Os mineradores não podem ficar para trás de seus concorrentes e as máquinas responsáveis pela atividade devem sempre ser renovadas pelas mais potentes e de melhor custo-benefício do mercado.

Os aparelhos especializados em extrair bitcoin chamados ASICs são vendidos com o único propósito de executar os algoritmos que sustentam a rede da criptomoeda. Porém, além da competitividade do setor, os mineradores precisam colocar na balança a relação de gasto energético com lucro gerado pela máquina.

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Novamente, os mineradores se veem com a necessidade de constantemente substituir seus modelos nem tão antigos de ASICs por mais novos para otimizar o lucro da atividade. O resultado desse constante processo é a geração de muito lixo eletrônico.

ASICs são trocadas a cada 1,29 anos

“A vida útil dos dispositivos de mineração de bitcoin permanece limitada a apenas 1,29 anos”, escrevem os pesquisadores Alex de Vries e Christian Stoll no artigo intitulado “O crescente problema de lixo eletrônico do Bitcoin”, publicado na revista Resources, Conservation and Recycling.

“Como resultado, estimamos que toda a rede bitcoin atualmente descarta 30,7 quilotons métricos de equipamentos por ano. Esse número é comparável à quantidade de pequenos resíduos de aparelhos de TI e telecomunicações produzidos por um país como a Holanda”.

Conforme aponta o levantamento, somente em 2020 a rede bitcoin processou 112,5 milhões de transações, o que significa que cada movimentação individual “equivale a pelo menos 272 gramas de lixo eletrônico”, o mesmo peso de dois iPhone 12 minis.

Equipamento de mineração raramente é reutilizado

O motivo pelo qual o lixo eletrônico é um problema tão grande para a criptomoeda é que, ao contrário da maioria dos hardwares de computação, as ASICs não têm nenhum uso alternativo além da mineração de bitcoins e, se não puderem ser usadas ​​para extrair o ativo de forma lucrativa, não terão nenhum propósito futuro.

Os autores do artigo destacam que, teoricamente, ainda é possível que esses dispositivos recuperem a capacidade de operar lucrativamente caso o preço do bitcoin aumente repentinamente e com isso a renda gerada pela mineração também decole. “No entanto, existem vários fatores que geralmente impedem a extensão substancial da vida útil dos dispositivos de mineração”, acrescentam os pesquisadores.

Acontece que até mesmo armazenar hardware de mineração custa dinheiro, geralmente relacionado a aluguéis de grandes espaços como galpões e andares vazios de prédios. Além disso, quanto mais tempo as ASICs são armazenadas, se torna menos provável que voltem a ser lucrativas.

Como conclusão, o artigo sugere que o único jeito de tentar reduzir esse problema seria uma otimização da rede do bitcoin, que a beneficiaria em todos os aspectos sua sustentabilidade. Porém, a mineração teria que ser substituída em sua totalidade para um modelo baseado em “proof of stake”. A Ethereum, da criptomoeda ether (ETH), já está com sua migração planejada para daqui a alguns meses para esse mesmo mecanismo, uma atualização extremamente aguardada por todo o mercado e que trará inúmeros benefícios.

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