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Elon Musk é acusado de “roubo de memes” na internet por criadores de conteúdo

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Criadores de meme dizem que Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, usa materiais sem crédito de criação
Igor Shimabukuro

Criadores de meme dizem que Elon Musk, presidente-executivo da Tesla, usa materiais sem crédito de criação

O presidente-executivo da Tesla, fundador da SpaceX e futuro apresentador do programa “Saturday Night Live”, Elon Musk , é um grande admirador de memes.

“Quem controla os memes controla o universo”, tuitou o bilionário no verão passado. Ele chamou as piadas visuais de “arte moderna” e as compartilha regularmente no Twitter , onde tem mais de 52 milhões de seguidores.

Mas Musk não cria a grande maioria de seus memes . Em vez disso, ele os encontra online e faz com que outros lhe enviem seus favoritos. Às vezes, ele os compartilha sem citar suas origens.

Essa prática não é incomum. Muitas pessoas na internet compartilham memes de outras pessoas sem dar crédito aos criadores, em parte porque o crédito pode ser difícil de discernir.

Os memes dependem de reinterpretações de piadas, e nem sempre está claro onde eles começam.

Mas o fato de Elon Musk frequentemente roubar memes tornou-se, essencialmente, um meme em si mesmo. E isso nem sempre é visto como muito engraçado.

Propriedade intelectual

Para comediantes e criadores de conteúdo, os memes são uma propriedade intelectual valiosa.

Nick Noerdlinger, 23, diretor do site Meme Insider, observa que há implicações comerciais em dar ou negar crédito.

“Como a internet é tão vasta e ampla, o crédito é a única coisa que direciona as pessoas de volta para alguém que, em última análise, pode estar ganhando a vida com a plataforma”, diz ele.

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E acrescenta:

“Na economia dos criadores de conteúdo, sem o devido crédito, eles não seriam capazes de monetizar, de construir uma marca em torno de si e atrair um público.”

Reação à prática

Nos últimos anos, as contas de memes virais que se monetizaram e conseguiram muitos seguidores publicando trabalhos de outros criadores sem crédito ou pagamento foram alvo de uma reação.

Quinn Heraty, advogada especializada em direito de propriedade intelectual , lembrou que em 2017 o rapper Ludacris foi processado pelo site LittleThings por postar uma ilustração do site em seu Instagram, sem dar crédito. (As partes depois chegaram a um acordo.)

“Se ele [Musk] está retirando o crédito da imagem e postando-a sem referência ao criador original, isso mostra que é algo intencional”, diz ela.

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Uso em marketing

Atualmente, quando uma marca usa um meme para fins de marketing, geralmente pede permissão para compartilhar a imagem e credita o proprietário. Em muitos casos, a marca também o compensa. Musk, que é um empresário de sucesso e uma marca pessoal independente, parece ser uma exceção.

“Em última análise, isso não é como roubar um roteiro de filme ou uma música inteira, mas espiritualmente é o mesmo tipo de coisa. Não é nada legal”, critica Patrick Monahan, 37, um comediante e apresentador de podcast cujo meme foi compartilhado por Musk sem crédito.

A prática pode ser mais irritante para os criadores pelo simples fato de que Musk este ano foi brevemente o homem mais rico do planeta , de acordo com o Índice Bloomberg Billionaires.

Jamie Trufin, que tem uma conta de meme chamada @DogeCoinDaddy, disse que ficou desapontado quando Musk postou um de seus memes Doge em março sem crédito.

“Eu poderia ter conseguido algumas centenas de seguidores com isso”, lamentou.

Vacinas e sexo

Em 2019, depois de enfrentar críticas por compartilhar obras de arte no Twitter sem crédito, o Sr. Musk inicialmente tuitou: “sempre dê crédito a todos”. Então, ele inverteu o raciocínio: “ninguém deve ser creditado por nada”, escreveu depois, sugerindo que “qualquer tolo pode descobrir quem era o artista em segundos”.

Várias pessoas que tiveram seu conteúdo postado por Musk já pediram pagamento, seja em dólares, Teslas ou Bitcoin.

Miles Klee, jornalista que teve compartilhado por Musk um meme sobre pessoas vacinadas contra Covid aproveitando o verão para fazer sexo, adotou uma abordagem mais inovadora.

“Alguém pode me ajudar a fazer e vender um NFT  [token não fungível, recurso usado para autenticar obras digitais] de uma captura de tela de Elon Musk postando um meme de vacinados com tesão que fiz?”, ele perguntou a seus seguidores no Twitter.

Alguém transformou o tweet em um NFT, que Klee conseguiu vender por mil dólares em Ethereum, uma criptomoeda.

Contatado por e-mail para comentar este artigo, o Sr. Musk respondeu com dois memes não creditados.

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Taxi aéreo para 40 passageiros pode ser o futuro do transporte público

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Startup americana  apresenta projeto de ônibus voador elétrico
Reprodução /Nova York Kelekona

Startup americana apresenta projeto de ônibus voador elétrico

No futuro, o transporte de passageiros e até mesmo de carga poderá ser feito com uso de um ônibus voador elétrico. Ao menos é isso o que promete a startup de Nova York Kelekona, que apresentou um projeto conceitual de um veículo do tipo com capacidade de ser um táxi aéreo para até 40 passageiros sentados.

Com design futurista – uma espécie de mistura de dirigível com disco voador -, o ônibus voador elétrico ainda está em estudos, mas seu criador, Braeden Kelekona, tem planos ousados para o ele. O empreendedor acredita que a aeronave terá papel importante no transporte público do futuro, oferecendo viagens longas e rápidas a preços mais baixos do que os oferecidos atualmente.

Para isso, é preciso que a aeronave aguente bastante tempo no ar, e a Kelekona diz que planeja capacidade similar à bateria do Tesla Model 3 em um modelo que roda a 3,6 megawatt hora – nível de energia suficiente para alimentar centenas de casas.

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A Kelekona não é a única empresa trabalhando em veículos do tipo. A Uber também planeja um serviço de táxi aéreo chamado Uber Elevate , previsto para ser lançado lá fora em 2023. Com capacidade de transportar quatro passageiros e um piloto, o projeto da Uber teria uma grande desvantagem em relação ao da Kelekona, que teria espaço para 10 vezes mais passageiros.

Táxi aéreo rápido como avião, barato como trem

Os planos ousados da Kelekona envolvem criar, no futuro, diversas rotas aéreas para seus veículos. O primeiro trajeto em estudo é entre Manhattan e os Hamptons – entre a cidade de Nova York e os subúrbios. Atualmente, empresas aéreas cobram US$ 85 para um voo de 30 minutos – a Kelekona faria o mesmo trajeto em tempo semelhante, mas com preço equivalente ao de uma passagem de trem.

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Vale ressaltar, no entanto, que tudo isso não passa de promessa, ao menos por enquanto. A Kelekona ainda não conseguiu construir um modelo próprio para testes, realizando estudos com simulação em computadores. Mas, se tudo der certo, a empresa planeja fazer o primeiro voo para carga em 2022 e iniciar em 2024 o transporte de passageiros humanos.

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