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iPhone molhado perde fotos de viagem e Apple terá que indenizar cliente

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iPhone 11
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A Apple terá que indenizar um consumidor que teve seu iPhone danificado por contato com a água e perdeu fotos de viagem em “ilha paradisíaca”. A decisão foi tomada pelo juiz Álvaro Luiz Chan Jorge, do 3º Juizado Especial Cível de Taguatinga (DF), que entendeu que a empresa não pode fazer propaganda dizendo que o smartphone é resistente à água e, na prática, não dar garantia para problemas causados após o produto ser molhado.

A empresa terá que pagar ao consumidor R$ 4,9 mil para restituir o valor do iPhone, além de R$ 2 mil em indenização por danos morais. O smartphone foi vendido como resistente à água em até 4 metros de profundidade por 30 minutos. O modelo, porém, não resistiu ao ser molhado.

“Não há qualquer prova nos autos, ou sequer indícios, de que o defeito decorreu de mau uso do aparelho por parte do autor, que afirma que o telefone teve contado mínimo com a água, através de algumas gotas apenas, quando era utilizado para fotografar perto da piscina”, escreveu o juiz em sua decisão.

Depois que o iPhone parou de funcionar com os respingos de água, o consumidor ficou sem poder usar o celular em sua viagem de férias “em ilha paradisíaca”. Assim, ele não conseguiu tirar fotos, perdeu todas as que tinha feito e não conseguiu se comunicar com a família. Diante do “desgaste, desconforto e frustração que extrapolaram a esfera do mero aborrecimento”, os danos morais também foram incluídos pelo juiz.

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Movimentar 1 bitcoin gera mesmo lixo eletrônico que descarte de 2 iPhones

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Enquanto muito se fala sobre os impactos que a mineração de bitcoin (BTC) tem sobre o clima devido ao seu alto consumo de energia, um novo estudo trouxe outra perspectiva sobre o assunto: o lixo eletrônico gerado pela rede da criptomoeda. Isso porque movimentar um único bitcoin equivale ao descarte eletrônico de dois iPhones.

De acordo com uma nova análise realizada por economistas do banco central da Holanda em conjunto com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), o bitcoin e sua crescente atividade de mineração é um enorme incentivo à compra e descarte de eletrônicos. Segundo o estudo, uma única transação de bitcoin é responsável por gerar a mesma quantidade de lixo eletrônico que descartar dois iPhones 12 minis.

Mineração de bitcoin incentiva rotatividade de hardware

A enorme competitividade pelo processamento dos blocos de dados da rede do bitcoin acarreta em uma grande rotatividade de hardware. Os mineradores não podem ficar para trás de seus concorrentes e as máquinas responsáveis pela atividade devem sempre ser renovadas pelas mais potentes e de melhor custo-benefício do mercado.

Os aparelhos especializados em extrair bitcoin chamados ASICs são vendidos com o único propósito de executar os algoritmos que sustentam a rede da criptomoeda. Porém, além da competitividade do setor, os mineradores precisam colocar na balança a relação de gasto energético com lucro gerado pela máquina.

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Novamente, os mineradores se veem com a necessidade de constantemente substituir seus modelos nem tão antigos de ASICs por mais novos para otimizar o lucro da atividade. O resultado desse constante processo é a geração de muito lixo eletrônico.

ASICs são trocadas a cada 1,29 anos

“A vida útil dos dispositivos de mineração de bitcoin permanece limitada a apenas 1,29 anos”, escrevem os pesquisadores Alex de Vries e Christian Stoll no artigo intitulado “O crescente problema de lixo eletrônico do Bitcoin”, publicado na revista Resources, Conservation and Recycling.

“Como resultado, estimamos que toda a rede bitcoin atualmente descarta 30,7 quilotons métricos de equipamentos por ano. Esse número é comparável à quantidade de pequenos resíduos de aparelhos de TI e telecomunicações produzidos por um país como a Holanda”.

Conforme aponta o levantamento, somente em 2020 a rede bitcoin processou 112,5 milhões de transações, o que significa que cada movimentação individual “equivale a pelo menos 272 gramas de lixo eletrônico”, o mesmo peso de dois iPhone 12 minis.

Equipamento de mineração raramente é reutilizado

O motivo pelo qual o lixo eletrônico é um problema tão grande para a criptomoeda é que, ao contrário da maioria dos hardwares de computação, as ASICs não têm nenhum uso alternativo além da mineração de bitcoins e, se não puderem ser usadas ​​para extrair o ativo de forma lucrativa, não terão nenhum propósito futuro.

Os autores do artigo destacam que, teoricamente, ainda é possível que esses dispositivos recuperem a capacidade de operar lucrativamente caso o preço do bitcoin aumente repentinamente e com isso a renda gerada pela mineração também decole. “No entanto, existem vários fatores que geralmente impedem a extensão substancial da vida útil dos dispositivos de mineração”, acrescentam os pesquisadores.

Acontece que até mesmo armazenar hardware de mineração custa dinheiro, geralmente relacionado a aluguéis de grandes espaços como galpões e andares vazios de prédios. Além disso, quanto mais tempo as ASICs são armazenadas, se torna menos provável que voltem a ser lucrativas.

Como conclusão, o artigo sugere que o único jeito de tentar reduzir esse problema seria uma otimização da rede do bitcoin, que a beneficiaria em todos os aspectos sua sustentabilidade. Porém, a mineração teria que ser substituída em sua totalidade para um modelo baseado em “proof of stake”. A Ethereum, da criptomoeda ether (ETH), já está com sua migração planejada para daqui a alguns meses para esse mesmo mecanismo, uma atualização extremamente aguardada por todo o mercado e que trará inúmeros benefícios.

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