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LGPD: empresas já podem levar multas milionárias se não protegerem seus dados

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Vazamentos de dados poderão gerar multas
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Vazamentos de dados poderão gerar multas



A partir deste domingo (1º)  multas e demais punições referentes a possíveis infrações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) começam a ser aplicadas. A legislação atual prevê multas diárias que podem chegar a 2% do faturamento líquido de empresas com base no balanço do ano anterior, algo que, na prática, pode chegar até R$ 50 milhões – valor máximo previsto pela legislação atual.

Além disso, as empresas que passarem por essa sanção podem sofrer também advertências que culminem no bloqueio de banco de dados pelo período de até seis meses.

Essa última punição, em especial, pode ser ainda mais prejudicial do que a multa em si, visto que basicamente todas as companhias hoje funcionam por meio de dados e ter um banco bloqueado pode causar a interrupção da operação do negócio – e, dessa forma e a depender da extensão do caso, o prejuízo pode ser ainda maior do que apenas o montante referente à multa.

A expectativa, no entanto, é de que no início as multas com altos valores ou penalidades mais graves não sejam implementadas de bate-pronto, explica Luiza Sato, sócia da área de proteção de dados, direito digital e propriedade intelectual do ASBZ Advogados.

Na visão da especialista, primeiramente espera-se que haja “aumento da conscientização de empresas e titulares de dados quanto às regras da LGPD”, o que deve resultar principalmente na aceleração das atividades de conformidade à Lei para o segundo semestre deste ano, ainda segundo Luiza.

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Evolução e punição

A LGPD é responsável por regulamentar a maneira como os dados de pessoas físicas são coletados, utilizados e protegidos no Brasil e entrou em vigor oficialmente em setembro do ano passado .

Às empresas, coube a responsabilidade de se adequarem e garantirem que as diretrizes necessárias fossem postas em prática internamente.

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Na era da transformação digital, a computação em nuvem surgiu como resposta para muitas empresas que precisavam encontrar maneiras de lidar com seus dados. Nesse cenário, adotar um serviço de nuvem, seja ela pública ou privada, se tornou premissa básica para muitas organizações.

Para esses dados, também há de ter o mesmo cuidado aplicado em informações internas. Henrique Vaz, CEO da CleanCloud, especializada em segurança da nuvem, explica que a LGPD engloba tanto o uso de infraestruturas internas quanto de serviços terceiros.

“A LGPD engloba a parte legal, como contratos, NDAs e termos de uso, mapeamento de dados, com processos e treinamentos, e a tecnologia, subdividida entre softwares de terceiros e infraestrutura da empresa”, explica ele, em entrevista ao Olhar Digital.

No caso de um vazamento de dados, por exemplo, a empresa que fez a coleta tem sua parcela de responsabilidade no manejo dessas informações, mesmo que quem tenha sofrido o vazamento tenha sido um serviço externo. “Se houver um vazamento de dados da nuvem pública que contenha informações pessoais ou sensíveis conforme definidas pela lei, a empresa estará sujeita às sanções da LGPD”, aponta.

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Ou seja, para mitigar o risco, empresas que utilizam infraestruturas de nuvem pública ou privada para armazenamento de dados devem ter também o cuidado de garantir que essas informações que não estão ‘dentro de casa’ estejam em consonância com as diretrizes de proteção previstas pela Lei.

“O foco deve ser em assegurar que a configuração da nuvem pública, que estão ligadas com as regras de negócio de cada empresa, estão de acordo com os princípios de proteção de dados estabelecidos pela LGPD”, aponta.

Nesse sentido, é papel das companhias estabelecer uma política de acesso aos dados adequada, bem como a encriptação das informações sensíveis, sugere o executivo.

Eber de Meira Ferreira, advogado especializado em direito civil da Peluso, Stupp e Guaritá Advogados, também com atuação em projetos para a área de Proteção de Dados e Privacidade, destaca que as sanções podem ser aplicadas mesmo nos casos em que não há vazamentos.

“As sanções poderão ser aplicadas pela mera desconformidade ao que disciplina a Lei na forma de tratar os dados pessoais, ainda que não haja a ocorrência de um incidente de vazamento de dados”, comenta, complementando que a chegada das punições decorrentes da LGPD “marca a plena vigência da Lei Geral de Proteção de Dados e deve ser vista como mais um alerta àqueles que ainda não buscaram se adequar às suas exigências”.

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7 RPG de ação estilo Diablo para jogar no PC e consoles

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Confira a lista de jogos RPG
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Confira a lista de jogos RPG

A franquia Diablo tem mais de 20 anos, se contarmos a partir do primeiro jogo, e se tornou muito popular com Diablo II e sua expansão Lord of Destruction. De lá para cá e especialmente depois do hiato de um novo jogo desde Diablo III, vários outros games se inspiraram no DNA da série, ou seja, recursos como visão isométrica, looting, “farmar” XP para melhorar habilidades e hordas de inimigos. Se você gosta de jogos estilo Diablo, então dá uma olhada na lista abaixo.

1. Path of Exile

Path of Exile traz uma verdadeira teia de possibilidades de personalização do seu personagem. Inclusive, ao olhar a rede de skills desbloqueáveis para seu char, realmente parece uma teia de aranha de tanta coisa interligada. O jogo evoluiu de tal forma, ao longo dos anos, que passou de mais um jogo inspirado em Diablo a um concorrente de peso para o jogo da Blizzard.

O game traz uma atmosfera sombria e, com isso, resgata um pouco da sensação de jogar um Diablo II, especialmente para os fãs mais nostálgicos. Além dessa questão visual, os mapas são bem diversos, há modos de jogo variados, um sistema interessante e bem útil (mas um pouco complexo, no início) de runas para despertar poderes extras em armas e armaduras e o jogo é constantemente atualizado.

Path of Exile, apesar de precisar que o jogador esteja conectado a internet para jogar, não chega a ser um MMO em si. É possível ver outros jogadores nas cidades, mas eles apenas poderão fazer parte da sua aventura se você permitir. O game é totalmente gratuito e só se gasta dinheiro real caso queira comprar itens cosméticos para seus personagens.

Dica: se ficar perdido(a) no mar de possibilidades de personalização do seu herói, a própria comunidade do jogo mantém várias wikis e fóruns dando dicas de builds.

2. Grim Dawn

Além da atmosfera gótica e apocalíptica, Grim Dawn traz um sistema híbrido de classes muito interessante. Como todo ARPG, você começa normalmente escolhendo seu personagem e classe, mas no decorrer da campanha, será possível fundir classes e customizar ainda mais seu gameplay. 

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Há várias possibilidades de combinações e, inclusive, a própria comunidade do jogo se ajuda muito, compartilhando builds e dando dicas para outros jogadores, de acordo com o estilo que pretendem montar para o seu char.

Fora isso, os mapas do jogo são quase sempre repletos de elementos e passagens, e ficar perdido é uma possibilidade. Fazer backtracking será necessário também em alguns momentos, especialmente se optar resolver algumas missões secundárias e desafios. Essas sidequests podem ser obtidas durante a exploração, ao passar por algum NPC, ou mesmo nas cidades. Por isso, conversar com as pessoas é importante.

3. Torchlight 2

Torchlight 2 leva o dungeon crawler de uma forma muito divertida ao seu RPG de ação de visual colorido. O jogo condensa alguns dos pontos positivos da série Diablo e ainda acrescenta um sistema de pets que podem vender seus itens na cidade mais próxima, sem que você precise sair do seu local atual. Na época do seu lançamento, este era um dos recursos mais queridos pelos jogadores.

O título talvez possa ser considerado uma boa indicação de “jogo tipo Diablo” para quem nunca jogou nada do tipo, pois ao contrário dos outros exemplos desta lista, ele não é tão complexo de se entender com sistemas de árvores de habilidades, runas e classes híbridas. Vale dar uma chance ao primeiro Torchlight também. Há um terceiro jogo, mas ele não evoluiu tanto em relação ao 2.

4. Titan Quest

Titan Quest veste a mitologia grega no seu gameplay e aposta forte no sistema de looting e trituração de monstros mitológicos, como hidras e ciclopes. Há uma versão de aniversário do jogo, lançada em 2016, que dá uma melhorada nos visuais tanto dos cenários quanto das armas e armaduras. 

Titan Quest é um ARPG relativamente simples, você não precisará consultar extensas wikis para se entender com seu personagem, mas é um jogo interessante de testar dentro deste estilo também.

5. Warhammer 40,000: Inquisitor – Martyr

Warhammer 40,000: Inquisitor – Martyr talvez seja o game da franquia que mais se aproxima da fórmula Diablo por trazer uma visão isométrica (com a câmera na parte superior do cenário), loot e build para os personagens. 

O jogo se passa dentro do universo Warhammer 40k, então o jogador pode esperar um gameplay com armas e outros equipamentos característicos da série e, claro, Space Marines. Você pode escolher entre três diferentes classes e também dar uma olhada na expansão standalone Prophecy, caso curta a campanha principal do game.

6. The Incredible Adventures of Van Helsing

The Incredible Adventures of Van Helsing leva o RPG de ação para um período de tempo diferente da fantasia medieval, bem comum para este gênero. Agora, você está numa espécie era Vitoriana e o jogador, como é possível deduzir, controla o famoso caçador de monstros Van Helsing no início da carreira, digamos assim.

Pelo jogo ser inspirado em Drácula, de Bram Stoker, o grande vilão da história não é um demônio (o Diablo, por exemplo), mas sim um vampirão mesmo. Outro ponto diferente deste título é que como você joga com Van Helsing, não há escolha de classes, mas vale testar o game em diferentes dificuldades para experimentar novos desafios.

7. Book of Demons

Book of Demons é o jogo estilo Diablo mais “fora da curva” desta lista. É também um dos que mais ousou trazer algo diferente para a mesa do ARPG. A começar pelo seu design que foi construído de forma a parecer que se está abrindo um livro de histórias, daqueles que as figuras saltam da página.

Outro ponto interessante a se notar é que o combate é uma mistura do hack and slash conhecido de Diablo só que combinado a um sistema de deck building. Com isso, você terá que jogar cartas para ativar algumas ações, ao invés de recorrer a sua barra de atalhos. E ao contrário de Diablo, no lugar de coletar loot com armas, armaduras e outros itens, você precisará conseguir cartas para deixar seu deck cada vez mais poderoso.

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