Momento Tecnologia

Veja os 5 modelos seminovos mais fáceis e baratos de consertar

Publicados

em

O custo de peças de reposição e a dificuldade que o mecânico terá para realizar a manutenção do seu veículo interferem diretamente no conserto de avarias. Por conta disso, o CESVI (Centro de Experimentação e Segurança Viária) divulga o Car Group, com relatórios mensais que revelam quais são os carros mais fáceis e baratos de consertar.

LEIA MAIS: Veja os 5 melhores carros novos que você pode comprar por até R$ 70 mil

Diferentemente do Latin NCAP, que avalia os índices de segurança para o nosso continente, a participação no índice de manutenção do Car Group é voluntária por parte das fabricantes. Após a avaliação do carro avariado, cada veículo ganha uma nota de 10 a 60. Quanto menor o valor, melhor o índice de manutenção do automóvel.

Tomando o ranking do CESVI como base, a reportagem do iG Carros elege os 5 modelos seminovos mais baratos e fáceis de reparar no Brasil.

1 – VW Polo 1.6 MSI 2018 – entre R$ 45 mil e R$ 50 mil

Polo 1.0 arrow-options
Divulgação

O VW Polo aparece com boa avaliação no índice de reparabilidade Car Group do CESVI

Além de contar com cinco estrelas nos testes do Latin NCAP, o Volkswagen Polo é destaque no ranking Car Group do Cesvi. O compacto nacional recebeu nota 11, figurando entre as melhores posições mesmo considerando todas as outras categorias. A versão com melhor custo-benefício é a 1.6 MSI, que pode ser encontrada por valores entre R$ 45 mil e R$ 50 mil.

O motor MSI desenvolve 117 cv de potência  e 16,5 kgfm de torque a 4.000 rpm, com câmbio manual de apenas cinco velocidades. Seu porta-malas tem capacidade para 300 litros de carga. Na hora de comprar seu Polo 1.6, aposte nos modelos com rodas de liga leve, sensor de estacionamento e central multimídia com espelhamento de celular.

Leia Também:  De uma quebrada para todas: app quer alcançar 1 milhão de jovens da periferia

2 – Citroën C3 1.6 Exclusive AT 2017 – entre R$ 38 mil e R$ 45 mil

Citroën C3 Exclusive arrow-options
Divulgação

Gostou do Citroën C3 Exclusive? Dê preferência pelas versões com banco de couro de 2017

Se você procura um carro automático com bom índice de reparabilidade, o Citroën C3 recebeu 19 pontos nos testes Car Group divulgados pelo CESVI. O compacto da marca francesa com apenas dois anos de uso já aparece por valores entre R$ 38 mil e R$ 45 mil nos classificados online.

O C3 surge com motor 1.6 de 122 cv de potência e 16,4 kgfm de torque a 4.000 rpm, além do câmbio automático de apenas quatro velocidades. O porta-malas tem os mesmos 300 litros de capacidade do Polo. Vale garimpar, pois alguns modelos Exclusive saíram de fábrica com bancos de couro em 2017.

3 – Renault Sandero 1.0 Expression 2018 – entre R$ 31 mil e R$ 35 mil

Renault Sandero arrow-options
Divulgação

Renault Sandero é uma boa opção entre os seminovos, e tem apenas um ano de uso

O Renault Sandero é outro modelo de marca francesa a aparecer no ranking de reparabilidade do Car Group. O CESVI deu 20 pontos para o modelo, que já surge por valores entre R$ 31 mil e R$ 35 mil nos classificados, em sua versão 1.0 Expression.

LEIA MAIS: Veja 5 fatores que atrapalham na venda do seu carro seminovo

O motor 1.0, de três cilindros, entrega 82 cv de potência e 10,5 kgfm de torque a 3.500 rpm, com câmbio manual de cinco marchas. Destaque para o bom porta-malas de 320 litros. Apesar de ser um carro simples, conta com kit Media Nav, com conexão Bluetooth, volante multifuncional e computador de bordo.

Leia Também:  Tamagotchi está de volta; mascote será relançado com novas ferramentas

4 – Toyota Etios 1.3 X 2018 – entre R$ 38 mil e R$ 42 mil

Toyota Etios arrow-options
Divugalção

Apesar dos poucos equipamentos, o Toyota Etios continua sendo um seminovo entre os mais confiáveis

O índice Car Group avaliou a reparabilidade do Toyota Etios em 24 pontos. Boa notícia para quem sempre quis o compacto japonês, que também surge por valores competitivos no mercado de seminovos. A versão 1.3 X já aparece por valores entre R$ 38 mil e R$ 42 mil.

O motor 1.3 desenvolve 98 cv de potência  e 13,1 kgfm de torque a 4.000 rpm. Dessa vez, o câmbio manual tem seis marchas. O porta-malas não é um ponto favorável, com 270 litros de capacidade. A vantagem de adquirir o modelo seminovo é a possibilidade de contar com rádio convencional ou central multimídia, pois o Etios 1.3 X não sai de fábrica com estes equipamentos.

5 – Chevrolet Onix 1.0 Joy 2019 – entre R$ 35 mil e R$ 40 mil

Chevrolet Onix Joy 2019 arrow-options
Divulgação

Finalizamos a lista dos seminovos mais baratos de consertar com o Chevrolet Onix Joy, sucesso de vendas

Finalizamos a lista com o confiável Chevrolet Onix Joy , que recebeu 27 pontos na avaliação do Car Group divulgada pelo CESVI Brasil. O modelo já pode ser encontrado nos principais classificados online por valores que alternam entre R$ 35 mil e R$ 40 mil. O preço é competitivo, considerando que estamos falando de um veículo 2019.

LEIA MAIS: Veja 5 carros que mudaram pouco e ficaram mais caros na linha 2020

O Onix Joy vem equipado com motor 1.0 de 80 cv e 9,8 kgfm de torque a 5.200 rpm, com câmbio manual de seis marchas. Seu porta-malas tem 289 litros de capacidade. Apesar de não ter computador de bordo ou central multimídia, o consumo de combustível é destaque. O modelo pode aferir até 12,9 km/l na cidade e 15,6 km/l na estrada quando abastecido com gasolina entre os seminovos .

Fonte: IG Carros e Motos

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Momento Tecnologia

Quem é Jorginho d’Orkut, o primeiro influenciador digital do Brasil

Publicados

em


source
Jorginho d'Orkut
Arquivo pessoal

Jorginho d’Orkut



No início de 2020, Jorge Batista Bento da Paz estava em um shopping em Belo Horizonte (MG), quando percebeu que um casal o estava encarando. Depois de um tempo, a dupla se aproximou e perguntou: você não é o  Jorginho d’Orkut ? O próprio.

Jorginho, como é chamado pelos amigos e familiares, fez sucesso na rede social em meados de 2006, quando fez sua campanha eleitoral para deputado estadual por Minas Gerais completamente online – uma inovação para a época. O político, hoje sem mandato, garante que é reconhecido nas ruas pela sua fama no Orkut até hoje, principalmente na sua amada Guaxupé.

“Muitos acreditam que a primeira campanha a utilizar fortemente as redes sociais foi a de Obama, em 2008, mas a minha que foi a pioneira”, afirma Jorginho, que também diz ser o primeiro influenciador digital do Brasil. Ele conta que, em 2006, chegou a ter quase 500 mil amigos no Orkut distribuídos em diversos perfis, já que a rede social não permitia mais que mil amigos por conta. Procurado pela reportagem, o Google , então dono do Orkut, não quis confirmar se o número é verdadeiro.

Campanha 100% virtual

A relação de Jorginho com o Orkut começou alguns anos antes da campanha de 2006, quando ele percebeu que a rede social poderia ser uma boa forma de conseguir votos para o sonhado cargo de deputado estadual. Sem dinheiro para realizar uma boa campanha física, a virtual foi o investimento escolhido.

“Ali, eu enxerguei uma ferramenta poderosa e eficiente que poderia ajudar a realizar uma campanha pela internet. Até então, o que os candidatos faziam era criar um site, com a biografia e as principais propostas de campanha. Ali eu vi um leque muito rico para fazer campanha”, lembra.

Com seus 20 e poucos anos, ele decidiu, então, chamar seu irmão e mais alguns amigos para ajudá-lo. “Todo mundo achou que ia ser uma boa ideia”, conta Thiago Bento, irmão mais novo de Jorge.

O aspirante a influenciador, então, comprou computadores e reformou o fundo da casa onde morava com os pais. “Parecia uma lan house”, lembra. Os amigos eram pagos com algo em torno de um salário mínimo para ficarem trabalhando na imagem de Jorginho d’Orkut.

Site da campanha eleitoral de Jorginho d'Orkut em 2006
Arquivo pessoal

Site da campanha eleitoral de Jorginho d’Orkut em 2006

O nome foi escolhido para associar, ao máximo, Jorge à rede social. Pelo mesmo motivo, seu site de campanha tinha o layout da plataforma, como na imagem acima. Cada um dos membros da equipe improvisada ficava responsável por uma certa quantidade de perfis no Orkut , todos com o mesmo nome. O objetivo era entrar em comunidades de cidades de Minas Gerais e adicionar o máximo possível de pessoas.

Leia Também:  Quem é Jorginho d'Orkut, o primeiro influenciador digital do Brasil

O time trabalhava de madrugada, quando a internet, ainda discada, era mais barata e rápida. “Pegamos a relação das 853 cidades de Minas Gerais, por ordem alfabética e criamos uma grande quantidade de perfis. A ideia era adicionar todos os membros da comunidade no Orkut de cada cidade mineira, um por um”, conta Jorginho. “Essa turma folgava só de sábado para domingo”, lembra.

Ele lembra que a estratégia para ‘hitar’ na rede social era baseada em três pilares. Além da imagem atrelada à do Orkut e do grande número de amigos, a interação também era essencial. Todos os amigos de Jorginho recebiam mensagens de aniversário e scraps do amigo virtual, que foi se tornando famoso na região.

Thiago lembra que a fama foi tanta que começaram a surgir comunidades sobre Jorginho. “Tinham várias engraçadas, porque muita gente de Minas Gerais recebia solicitação de amizade dele, aí ninguém entendia muito bem o que que era”.

Você viu?

‘Jorginho d’Orkut é um vírus’, ‘Sou amigo do Jorginho d’Orkut’, ‘Jorginho d’Orkut é carente’ e ‘Jorginho d’Orkut não existe’ eram algumas das comunidades, lembram os irmãos.

Campanha ficou para a história

Jorginho conta que sua fama extrapolou os limites do Orkut e, em passagens por outras cidades, como Belo Horizonte, chegou a ser reconhecido nas ruas e até a dar autógrafos. A campanha, conta ele, ficou famosa em todo o Brasil.

Depois de dois anos se popularizando na rede social , Jorginho partiu, de fato, para a campanha. Ele lembra que muitos políticos o contataram para tentar fazer campanhas parecidas. “Foi bem estruturado o trabalho e com bastante antecedência. Muito candidato procurou, na hora que o trem bombou, nas vésperas das eleições, querendo informações. Eu explicava: não é de agora, é um trabalho feito desde 2004”, afirma.

Até hoje, é possível encontrar referências à campanha de Jorginho em artigos científicos da área do direito e do marketing político. A advogada Ana Amelia Menna Barreto, que acompanha a legislação eleitoral a respeito de campanhas na internet desde 2004, lembra que Jorginho foi um  case de sucesso.

“A coisa foi muito grande. Ele ousou, ele virou um case porque ele ousou utilizar a rede social. Ele foi um precursor, se fala de Orkut e se lembra dele. Teve uma badalação muito grande acerca do candidato, que usou as redes sociais quando nem se usava. Depois que ele abriu esses caminhos, outros utilizaram. Ele definitivamente foi um case que ficou para a história, como o primeiro a ter usado as redes sociais como plataforma de campanha [no Brasil]”, afirma a advogada.

Leia Também:  Disney+: confira os lançamentos da semana na plataforma de streaming

Na ocasião, diz ela, a legislação eleitoral a respeito do uso de redes sociais ainda era muito nebolusa por estar em desenvolvimento. Por isso, alguns candidatos tinham medo por não saberem se era permitido, de fato, utilizar as plataforma digitais para este fim.

Campanha de sucesso? Quase!

O grande  case de sucesso de Jorginho d’Orkut é, também, uma grande frustração para Jorge. E nem foi porque a legislação eleitoral encontrou algum problema em sua campanha, mas sim porque o próprio Orkut derrubou todos os seus perfis. “Foi trágico”, afirma.

Banner da campanha eleitoral de Jorginho d'Orkut em 2006
Arquivo pessoal

Banner da campanha eleitoral de Jorginho d’Orkut em 2006

“Na reta final da campanha, o Orkut simplesmente apagou todos os perfis do Jorginho d’Orkut da plataforma. Todo o trabalho realizado em mais de dois anos havia sido apagado em um piscar de olhos, do dia para a noite. Não pude nem ao menos pedir o voto de confiança de seus amigos virtuais”, conta o político.

Jorginho conta que, na época, chegou a ir à sede do Google em Belo Horizonte e enviou um email a Orkut Büyükkökten , o fundador da rede social, mas não obteve retorno. “Até hoje, eu não sei o que aconteceu, simplesmente apagaram todos os perfis em um momento crucial”. Procurado pela reportagem, o Google optou por não comentar o caso.

“É lógico que não era todo mundo que iria votar. Mas se 5%, 10% retornassem em voto, seria mais do que o suficiente para ser eleito. Mas, infelizmente, aconteceu isso deles apagarem. Então, foi um balde de água fria na nossa campanha na última hora”, lembra. Ao todo, Jorginho conseguiu 16.360 votos, insuficientes para elegê-lo como deputado estadual por Minas Gerais. “Infelizmente, tudo se findou restando apenas uma boa história a ser contada”.

Hoje, Jorge segue na vida política, mas confessa que “ficou com trauma” das campanhas por redes sociais . Em 2020, tentou se eleger prefeito de Guaxupé, mas acabou em terceiro lugar na disputa.

Do Jorginho d’Orkut , restou apenas um fã saudosista da rede social mais amada pelos brasileiros. “Hoje é muito capitalista, aparece propaganda de muita coisa, então isso estraga as redes sociais. Eu ainda sou fã do Orkut, acho que deveria voltar uma versão com o nome Orkut mesmo. Eu sei que o dono criou uma outra rede social lá, mas acho que ele tinha que criar um Orkut versão 5G com o nome Orkut mesmo. Não sendo capitalista igual são as demais redes sociais, acho que ia ter mais graça”, opina.

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA