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Xiaomi lança Redmi Note 10 Pro no Brasil com câmera de 108 MP por R$ 3,3 mil

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Redmi Note 10 Pro
Divulgação/Xiaomi

Redmi Note 10 Pro



A Xiaomi lança dois smartphones no Brasil nesta quarta-feira (5): o  Redmi Note 10 Pro e o  Redmi Note 10S . Os modelos chegam com atrativos topo de linha e preços que começam na casa dos R$ 2,7 mil.

Redmi Note 10 Pro

O principal lançamento é o Redmi Note 10 Pro, que vem equipado com câmera principal de 108 MP. O conjunto traseiro é composto por quatro câmeras, e as demais são uma telemacro de 5MP, ultra angular de 8MP e um sensor de profundidade de 2MP.

A lente de 108 MP vem com um sensor óptico de 1/1.52″, que permite maior entrada de luz para a realização de boas fotos noturnas. Além disso, alguns efeitos interessantes e bastante conhecidos da Xiaomi , como os foto clones (que colocam a mesma pessoa várias vézes em uma imagem ou vídeo) e a longa exposição, estão presentes.

No que diz respeito ao design, o modelo tem tela de 6,67 polegadas AMOLED – é a primeira vez que a tecnologia chega à família Redmi Note. Um pequeno e discreto notch abre espaço para a câmera frontal de 16 MP. Um recurso exclusivo do Redmi Note 10 Pro é a presença de taxa de atualização de 120 Hz. A tela é equipada, ainda, com Gorila Glass 5 , que garante a proteção, e a traseira também é de vidro.

O smartphone vem com 5.020 mAh de bateria , e a Xiaomi promete que ela dura em torno de 50 horas para uso geral. O carregador rápido de 33W (incluso na caixa) promete preencher a bateria em menos de uma hora, alcançando 59% em 30 minutos.

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Apesar de tantas configurações premium, o celular tem um processador utilizado em modelos intermediários, o Qualcomm Snapdragon 732G , que vem acompanhado de 6 GB de memória RAM. O sistema operacional é o Android 11 , equipado com a MIUI 12Confira nosso review sobre o Redmi Note 10 Pro.

Redmi Note 10S

Redmi Note 10S
Divulgação/Xiaomi

Redmi Note 10S

O Redmi Note 10S é um smartphone um pouco mais modesto, embora bastante parecido com seu irmão maior. Dentre as diferenças, estão:

  • Câmera principal de 64 MP acompanhada de ultra grande angular com 8MP, sensor de profundidade de 2MP e câmera macro de 2MP;
  • Tela de 6,43 polegadas com Gorila Glass 3;
  • 5.000 mAh de bateria;
  • Processador MediaTek Helio G95.

No restante das configurações, os smartphones são idênticos, com excessão das cores. Enquanto o Redmi Note 10 Pro tem as opções bronze gradiente, cinza ônix e azul glacial, o Redmi Note 10S tem as versões pedra branca, oceano azul e cinza ônix.

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Preços do Redmi Note 10 Pro e Redmi Note 10S

Os modelos, que foram lançados na Índia no início de março , chegam ao Brasil por cerca de R$ 2 mil a mais. Luciano Barbosa, head do projeto Xiaomi Brasil, explica que isso acontece, sobretudo, devido à alta carga tributária brasileira, somada ao dólar e à crise global de chips .

“Essa falta de matéria-prima também está pegando, eu vou ser honesto porque é óbvio que se tem menos, aí o preço naturalmente sobe. Mas o principal ponto é a carga tributária”, afirma.

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Como os produtos da Xiaomi no Brasil são importados, a empresa arca com muitos impostos . “Outras empresas também sofrem, mas nós sofremos diretamente 100% disso. Então outra marca que fabrica no Brasil, querendo ou não tem alguns incentivos por fabricar aqui. Claro, ela também sofre porque a matéria-prima dela vem de fora, mas ela sofre em um percentual, e nós sofremos 100%”, diz Luciano, que preferiu não falar em datas para uma produção nacional da Xiaomi. “Nossa operação ainda é jovem”, justificou, dizendo que a marca está no Brasil há menos de dois anos.

Apesar do alto preço, os celulares trazem especificações interessantes e já têm feito bastante sucesso no Brasil. Antes mesmo de ter o lançamento oficial, o  Redmi Note 10 Pro foi vendido durante a promoção Mi Fan Festival , no início de abril. Mesmo sem grande divulgação na ocasião, Luciano conta que as vendas chegaram a cerca de 70% das registradas no lançamento do Redmi Note 9S , no ano passado. “A gente estava com as lojas fechadas, e minha equipe de loja estava despachando bastante via Rappi. Teve uma excelente aceitação”, conta.

Confira os preços dos novos smartphones da Xiaomi no Brasil:

Redmi Note 10 Pro

  • 64 GB de armazenamento – R$ 3.299,99
  • 128 GB de armazenamento – R$ 3.399,99

Redmi Note 10S

  • 64 GB de armazenamento – R$ 2.799,99
  • 128 GB de armazenamento – R$ 2.999,99

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Quem é Jorginho d’Orkut, o primeiro influenciador digital do Brasil

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Jorginho d'Orkut
Arquivo pessoal

Jorginho d’Orkut



No início de 2020, Jorge Batista Bento da Paz estava em um shopping em Belo Horizonte (MG), quando percebeu que um casal o estava encarando. Depois de um tempo, a dupla se aproximou e perguntou: você não é o  Jorginho d’Orkut ? O próprio.

Jorginho, como é chamado pelos amigos e familiares, fez sucesso na rede social em meados de 2006, quando fez sua campanha eleitoral para deputado estadual por Minas Gerais completamente online – uma inovação para a época. O político, hoje sem mandato, garante que é reconhecido nas ruas pela sua fama no Orkut até hoje, principalmente na sua amada Guaxupé.

“Muitos acreditam que a primeira campanha a utilizar fortemente as redes sociais foi a de Obama, em 2008, mas a minha que foi a pioneira”, afirma Jorginho, que também diz ser o primeiro influenciador digital do Brasil. Ele conta que, em 2006, chegou a ter quase 500 mil amigos no Orkut distribuídos em diversos perfis, já que a rede social não permitia mais que mil amigos por conta. Procurado pela reportagem, o Google , então dono do Orkut, não quis confirmar se o número é verdadeiro.

Campanha 100% virtual

A relação de Jorginho com o Orkut começou alguns anos antes da campanha de 2006, quando ele percebeu que a rede social poderia ser uma boa forma de conseguir votos para o sonhado cargo de deputado estadual. Sem dinheiro para realizar uma boa campanha física, a virtual foi o investimento escolhido.

“Ali, eu enxerguei uma ferramenta poderosa e eficiente que poderia ajudar a realizar uma campanha pela internet. Até então, o que os candidatos faziam era criar um site, com a biografia e as principais propostas de campanha. Ali eu vi um leque muito rico para fazer campanha”, lembra.

Com seus 20 e poucos anos, ele decidiu, então, chamar seu irmão e mais alguns amigos para ajudá-lo. “Todo mundo achou que ia ser uma boa ideia”, conta Thiago Bento, irmão mais novo de Jorge.

O aspirante a influenciador, então, comprou computadores e reformou o fundo da casa onde morava com os pais. “Parecia uma lan house”, lembra. Os amigos eram pagos com algo em torno de um salário mínimo para ficarem trabalhando na imagem de Jorginho d’Orkut.

Site da campanha eleitoral de Jorginho d'Orkut em 2006
Arquivo pessoal

Site da campanha eleitoral de Jorginho d’Orkut em 2006

O nome foi escolhido para associar, ao máximo, Jorge à rede social. Pelo mesmo motivo, seu site de campanha tinha o layout da plataforma, como na imagem acima. Cada um dos membros da equipe improvisada ficava responsável por uma certa quantidade de perfis no Orkut , todos com o mesmo nome. O objetivo era entrar em comunidades de cidades de Minas Gerais e adicionar o máximo possível de pessoas.

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O time trabalhava de madrugada, quando a internet, ainda discada, era mais barata e rápida. “Pegamos a relação das 853 cidades de Minas Gerais, por ordem alfabética e criamos uma grande quantidade de perfis. A ideia era adicionar todos os membros da comunidade no Orkut de cada cidade mineira, um por um”, conta Jorginho. “Essa turma folgava só de sábado para domingo”, lembra.

Ele lembra que a estratégia para ‘hitar’ na rede social era baseada em três pilares. Além da imagem atrelada à do Orkut e do grande número de amigos, a interação também era essencial. Todos os amigos de Jorginho recebiam mensagens de aniversário e scraps do amigo virtual, que foi se tornando famoso na região.

Thiago lembra que a fama foi tanta que começaram a surgir comunidades sobre Jorginho. “Tinham várias engraçadas, porque muita gente de Minas Gerais recebia solicitação de amizade dele, aí ninguém entendia muito bem o que que era”.

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‘Jorginho d’Orkut é um vírus’, ‘Sou amigo do Jorginho d’Orkut’, ‘Jorginho d’Orkut é carente’ e ‘Jorginho d’Orkut não existe’ eram algumas das comunidades, lembram os irmãos.

Campanha ficou para a história

Jorginho conta que sua fama extrapolou os limites do Orkut e, em passagens por outras cidades, como Belo Horizonte, chegou a ser reconhecido nas ruas e até a dar autógrafos. A campanha, conta ele, ficou famosa em todo o Brasil.

Depois de dois anos se popularizando na rede social , Jorginho partiu, de fato, para a campanha. Ele lembra que muitos políticos o contataram para tentar fazer campanhas parecidas. “Foi bem estruturado o trabalho e com bastante antecedência. Muito candidato procurou, na hora que o trem bombou, nas vésperas das eleições, querendo informações. Eu explicava: não é de agora, é um trabalho feito desde 2004”, afirma.

Até hoje, é possível encontrar referências à campanha de Jorginho em artigos científicos da área do direito e do marketing político. A advogada Ana Amelia Menna Barreto, que acompanha a legislação eleitoral a respeito de campanhas na internet desde 2004, lembra que Jorginho foi um  case de sucesso.

“A coisa foi muito grande. Ele ousou, ele virou um case porque ele ousou utilizar a rede social. Ele foi um precursor, se fala de Orkut e se lembra dele. Teve uma badalação muito grande acerca do candidato, que usou as redes sociais quando nem se usava. Depois que ele abriu esses caminhos, outros utilizaram. Ele definitivamente foi um case que ficou para a história, como o primeiro a ter usado as redes sociais como plataforma de campanha [no Brasil]”, afirma a advogada.

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Na ocasião, diz ela, a legislação eleitoral a respeito do uso de redes sociais ainda era muito nebolusa por estar em desenvolvimento. Por isso, alguns candidatos tinham medo por não saberem se era permitido, de fato, utilizar as plataforma digitais para este fim.

Campanha de sucesso? Quase!

O grande  case de sucesso de Jorginho d’Orkut é, também, uma grande frustração para Jorge. E nem foi porque a legislação eleitoral encontrou algum problema em sua campanha, mas sim porque o próprio Orkut derrubou todos os seus perfis. “Foi trágico”, afirma.

Banner da campanha eleitoral de Jorginho d'Orkut em 2006
Arquivo pessoal

Banner da campanha eleitoral de Jorginho d’Orkut em 2006

“Na reta final da campanha, o Orkut simplesmente apagou todos os perfis do Jorginho d’Orkut da plataforma. Todo o trabalho realizado em mais de dois anos havia sido apagado em um piscar de olhos, do dia para a noite. Não pude nem ao menos pedir o voto de confiança de seus amigos virtuais”, conta o político.

Jorginho conta que, na época, chegou a ir à sede do Google em Belo Horizonte e enviou um email a Orkut Büyükkökten , o fundador da rede social, mas não obteve retorno. “Até hoje, eu não sei o que aconteceu, simplesmente apagaram todos os perfis em um momento crucial”. Procurado pela reportagem, o Google optou por não comentar o caso.

“É lógico que não era todo mundo que iria votar. Mas se 5%, 10% retornassem em voto, seria mais do que o suficiente para ser eleito. Mas, infelizmente, aconteceu isso deles apagarem. Então, foi um balde de água fria na nossa campanha na última hora”, lembra. Ao todo, Jorginho conseguiu 16.360 votos, insuficientes para elegê-lo como deputado estadual por Minas Gerais. “Infelizmente, tudo se findou restando apenas uma boa história a ser contada”.

Hoje, Jorge segue na vida política, mas confessa que “ficou com trauma” das campanhas por redes sociais . Em 2020, tentou se eleger prefeito de Guaxupé, mas acabou em terceiro lugar na disputa.

Do Jorginho d’Orkut , restou apenas um fã saudosista da rede social mais amada pelos brasileiros. “Hoje é muito capitalista, aparece propaganda de muita coisa, então isso estraga as redes sociais. Eu ainda sou fã do Orkut, acho que deveria voltar uma versão com o nome Orkut mesmo. Eu sei que o dono criou uma outra rede social lá, mas acho que ele tinha que criar um Orkut versão 5G com o nome Orkut mesmo. Não sendo capitalista igual são as demais redes sociais, acho que ia ter mais graça”, opina.

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