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9 curiosidades que só quem trabalhou na Disney pode te contar

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Magic Kingdom
Divulgação/Walt Disney World

Magic Kingdom

Viajar para o mundo mágico da Disney é o sonho de muitas crianças que são apaixonadas pelas histórias de contos de fadas e parques criados por Walt Disney. Se você faz parte desse grupo, já deve saber que a empresa possui um programa de intercâmbio para jovens que queiram trabalhar no complexo e agora o iG Turismo vai te contar algumas curiosidades que só quem já trabalhou na Disney sabe.

1. É tudo um show

Na Disney, tudo se trata de um show, e, como já diz aquele velho ditado, ele nunca pode parar. Por isso, assim que recebem a aprovação para trabalhar lá, os funcionários, que são chamados de cast member (membro do elenco), já sabem que estão ali para fazer uma espécie de performance e não somente atender os guests (convidados), como são chamados os clientes e visitantes.

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Arquivo pessoal

Letícia na cerimônia de “graduação” para todos os estudantes trabalhando na Disney

“Lá dentro dos parques e dos resorts tudo é voltado para você fazer com que os seus guests se sintam nesse mundo Disney que é onde os sonhos se realizam”, conta a jornalista Letícia Gabriela Garcia, de 22 anos, que trabalhou no Magic Kingdom.

2. Aparência é tudo?

Como tudo faz parte de um show, os funcionários Disney precisam estar impecáveis, literalmente, da cabeça aos pés. “O cabelo não pode ser colorido ou de cortes estranhos. Se você tinge o seu cabelo, ele tem que estar na mesma cor da raiz às pontas e os homens não podem ter cabelos muito compridos”, pontua a jornalista. Os tênis tinham que ser inteiramente pretos para todos os funcionários”, completa.

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Arquivo pessoal

Letícia trabalhava na ala Tomorrowland, do Magic Kingdom

Se você tem tatuagem, pode ficar tranquilo, isso não significa que você não será contratado para fazer parte do quadro de funcionários. Mas saiba que você precisará escondê-la de alguma forma, seja com roupa ou com maquiagem, pois eles tentam manter todos os cast members com a mesma aparência.

3. Onde jogar o lixo?

De acordo com a cineasta Ana Carolina Póvoas, de 23 anos, que fez parte do time de cast members do Epcot, quando o Walt Disney abriu o seu primeiro parque ele usou uma técnica um tanto inusitada para saber quantas latas de lixo ele precisaria colocar nos parques.

Lixo Disney
Divugação

A cada 10 passos uma lixeira

Assim que o parque abria, os visitantes recebiam uma bala e os funcionários iam vendo quantos passos as pessoas demoravam para jogar o papel da bala no chão. Por isso que a cada dez passos há uma lata de lixo na Disney.

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4. Sem spoiler do backstage

Os funcionários não podem, de jeito nenhum, tirar qualquer foto ou filmar o que pertencer atrás das cortinas, ou seja, nada daquilo que não for visível do público.

5. Passagens secretas

A agente de viagens que já trabalhou na Disney por três vezes, Beatriz Blandy, de 24 anos, conta que uma curiosidade que as pessoas descobrem quando começam a trabalhar nos parques é que o Magic Kingdom, na realidade, fica no segundo andar. “O térreo são os famosos túneis onde os cast members circulam sem perder a ilusão das terras temáticas. No nosso primeiro treinamento nós somos introduzidos aos bastidores do parque por esses túneis”, revela.

Beatriz Disney
Arquivo pessoal

Beatriz participou três vezes do programa de intercâmbio da Disney

Ana Carolina acrescenta que poucos sabem, mas essas “passagens misteriosas” também existem no Epcot.

6. Paredes pintadas diariamente

Ela conta ainda que os parques possuem um  tipo de “cor invisível” para camuflar os brinquedos que precisam de reparos ou estejam quebrados. “Todas as vezes em que eles vão fazer alguma obra ou alguma manutenção, eles tampam os brinquedos com um tapume verde porque, segundo eles, essa é a cor menos chamativa, e você acaba passando bem despercebido”, diz Ana.

disney
Arquivo pessoal

Ana Carolina em um dia de trabalho no Epcot

Além disso, ela conta que todos os dias eles fazem alguma reforma no parque para poder recepcionar os convidados. “Todos os dias quando o parque fecha eles fazem todos os tipos de manutenção possíveis, desde a pintura de uma parede até a troca de uma lâmpada. Inclusive, existem paredes que são pintadas diariamente”, afirma.

Letícia completa que, depois que o parque fecha, todos os funcionários ficam pelo menos mais duas horas no parque para fechamento de caixa e organização das lojas para o dia seguinte.

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7. Momento mágico

Como tudo na Disney se trata de um sonho, ele precisa ser especial. Por isso, os funcionários precisam fazer de tudo para deixar aquela experiência a mais incrível de todas através de um “magical moment”, que pode ser feito com um simples gesto.

Beatriz Disney
Arquivo pessoal

Beatriz em um momento especial na Disney

Letícia conta que um “magical momemt” que a marcou muito foi quando entregou um botton de comemoração para uma senhora que estava sozinha no parque. Segundo ela, a mulher ia todos os anos para o parque naquela mesma data porque era o aniversário do Walt Disney e do seu pai, que por acaso também se chamava Walt. Ela aproveitou para escrever o nome do pai no botton, o que foi o suficiente para a mulher chorar.

“Foi um gesto muito pequeno perto do que eu poderia ter feito, mas ela começou a chorar, agradeceu muito e comentou que era por isso eu estava ali, porque eu fazia bem o meu trabalho”, lembra.

Ana passou por uma situação parecida. Como trabalhava servindo lanchinhos rápidos, em um dia em que já tinha fechado o caixa da área de sorvetes, ela decidiu dar um sorvete de graça para uma criança que queria muito o famoso sorvete do Mickey. “Ela ficou muito feliz e foi um momento fofo para mim também. Depois ela até conseguiu o meu número e me agradeceu muito pelo que fiz”, conta.

Ana Carolina do dia que fez o seu Magical Moment
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Ana Carolina do dia que fez o seu Magical Moment

8. Quem é Chris de Orlando?

Quem nunca perdeu o crachá do trabalho que atire a primeira pedra. Beatriz conta que é muito comum ver pelos parques alguns funcionários usando um crachá com o nome “Chris de Orlando”. Isso porque, quando um funcionário esquece a “name tag” dele, ele precisa pegar um crachá reserva e geralmente o nome é Chris.

9. Vocabulário próprio

Os funcionários da Disney ainda possuem um vocabulário próprio para tudo o que eles precisam falar sem alarmar os visitantes ou gerar qualquer mal entendido.

Beatriz Disney
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Beatriz conta que na Disney eles têm códigos para tudo

“Eles têm códigos para tudo dentro do parque, então você nunca vai ouvir alguém chamando uma ambulância ou falar que está acontecendo um incêndio em algum lugar. Os códigos servem para a gente se comunicar, ser mais rápido na conversa e para que os visitantes não entrem em pânico ou entendam realmente o que está acontecendo”, afirma.

“Temos códigos para tudo, criança perdida, quando a atração está com problemas técnicos e até quando alguém passa mal dentro do parque”, conta Beatriz.

Fonte: IG Turismo

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Meu perrengue de viagem: Perdi meu RG e fiquei preso no destino sem meus amigos

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Perder um documento durante uma viagem pode causar diversos problemas para o viajante e o estudante universitário Gustavo Motax sentiu isso na pele. Ele foi viajar com um grupo de amigos de carro, mas o automóvel quebrou e a única opção era voltar de ônibus. O problema é que ele não conseguia embarcar porque não encontrava seu RG. Gustavo conta que foi deixado no destino pelos amigos, que precisavam voltar para trabalhar, e precisou resolver o problema sozinho.

Gustavo com os amigos
Arquivo pessoal

Gustavo com os amigos


A história de Gustavo faz parte da série especial do iG Turismo “Me Perregue de Viagem”, que já contou a história de Camila, que  planejou uma viagem para o Caribe e acabou hospedada em uma oca com os índios, e de Thaís, que acabou  casando com um “cafetão” holandês que conheceu durante uma viagem para a Europa. Agora, confira os perrengues do estudante que perdeu seu documento:

“Um belo dia fui viajar de São Paulo para São José do Rio Preto de carro com meus amigos. No caminho, o carro quebrou e passamos algumas horas torrando no sol, sem água e nem comida, até que conseguimos chegar na tal chácara. Ficaríamos três dias por lá, mas no segundo dia o carro quebrou de vez. Chegou o dia de virmos embora, tivemos que acionar o seguro, ou seja, teríamos que voltar de ônibus para casa, mas cadê meu RG?

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Lascou tudo mesmo! Fiz um Boletim de Ocorrência, porém não era permitido embarcar só com a versão digital do BO. Meus amigos tinham que ir embora, pois iriam trabalhar no dia seguinte e eu tive que ficar lá sozinho para resolver isso.

Anoiteceu e, depois de muita, mais muita insistência, consegui embarcar em um ônibus. Estava vestindo uma bermuda e uma regata e esfriou muito. Voltei passando frio a viagem toda, meu joelho virou pedra, juro que me senti o Jack congelando no ‘Titanic’, saía até fumacinha da minha boca. Tinha uma mulher sentada do meu lado com dois cobertores e, claro, ela não ofereceu um.

Chegando em São Paulo, eu fui tentar levantar da poltrona do ônibus e cai de bunda no chão, estava sem forças nas pernas por causa do frio. Fui até o metrô mancando, cheio de dores e roxos pelo corpo. O detalhe que eu descobri depois é que o RG sempre esteve dentro de uma jaqueta. Eu não o perdi, só que coloquei o documento dentro da roupa e dentro da minha mala e ele acabou voltando com o carro quebrado no guincho”.

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Fonte: IG Turismo

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