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Bailarina e fotógrafo transformam pontos turísticos do litoral paulista em arte

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Bailarinas na ponte pênsil, entre São Vicente e Praia Grande, em São Paulo
Reprodução/Clica e Respira

Bailarinas na ponte pênsil, entre São Vicente e Praia Grande, em São Paulo

Visitar um ponto turístico deixou de ser apenas um passeio e virou arte nas mãos do fotógrafo Rony Alves e da bailarina Marcelle Lemos. Os dois se uniram para criar o projeto “Clica e Respira”, que faz um diálogo entre pontos turísticos de Santos e São Vicente, no litoral sul de São Paulo, com o balé e a dança contemporênea.

O trabalho foi realizado com recursos da lei Aldir Blanc e do Prêmio Alcides Mesquita, de fomento à cultura de Santos, as fotos foram feitas em pontos turísticos tanto da cidade santista quanto do município vizinho e mostram um olhar diferente de cada um dos cenários. A Ponte Pênsil, entre São Vicente e Praia Grande, foi inaugurada há mais de 100 anos como forma de levar o esgoto de Santos e ganhou agora um toque mais delicado com o salto perfeito de Andréa Dantas sobre sua colega, Patrícia Cordova.  

Marcelle celebra o Dia Internacional da Dança, nesta quinta-feira (29), e diz que o “Clica e Respira” é um diálogo entre fotografia e dança, que visa lembrar juntos da pulsão de uma cidade pela vida, pela abertura e pela leveza que ainda existem nestes pontos turísticos.

“A gente procura fazer uma composição da bailarina, da forma dela, com o ambiente. Então queremos compor algo arquitetônico com as linhas da cidade. Além disso, nos preocupamos com que as poses não sejam estáticas, que você veja movimento mesmo com ela estática”, afirma a criadora do projeto.

As bailarinas também fotografaram junto da Biquinha, em São Vicente, um local importante onde foi relatado um dos primeiros milagres atribuídos ao Padre Anchieta, ainda no século 16. Em 1533, os jesuítas Manuel da Nóbrega e Leonardo Nunes fundaram o Colégio dos Meninos de Jesus naquelas redondezas e, perto dali, a 80 m, havia uma bica que rapidamente se tornou de serventia pública com a captação da água vinda do Morro dos Barbosas.

Morador de Santos, Rony é apaixonado pelas curvas da cidade e fotografou duas bailarinas diante das muretas do calçadão da Avenida Saldanha da Gama, um dos símbolos do município há cerca de 80 anos. Durante a 2ª Guerra Mundial, a cidade passava por uma recuperação econômica e a ponta da praia começou a ser reformada por conta do porto. O guarda-corpo surgiu como uma forma de proteção e bela decoração e foi criado pelo engenheiro Carlos Lang, responsável pela obra.

O fotógrafo afirma que a ideia do projeto era inserir o balé — com suas linhas, contornos e poses — na cidade e a escolha dos pontos turísticos foi relativamente fácil porque Santos, especificamente, tem muitos locais que são bem característicos e facilmente identificáveis. O desafio para ele, então, foi escolher a composição que fizesse sentido com cada um dos locais escolhidos.

“Marcelle e eu fomos escolhendo figurinos e encaixando poses em locais como muretas, fontes, praias, ruas e portas. Uma vez escolhida a pose e o figurino, o desafio era fazer com que o balé, de fato, parecesse fazer parte da cena e não algo colocado ali à força. Escolher o ângulo certo para que tanto as formas como a iluminação ficasse da forma que queríamos foi muito interessante. Cada pose foi exaustivamente explorada até encontrarmos a fotografia que queriamos”, explica.

Ele salienta que, para quem olha de fora, isso pode parecer muito fácil, mas a dupla fez cerca de 1,5 mil fotos para chegar em menos de 70 imagens “ideais”. Rony diz que o projeto foi extremamente trabalhoso, mas garante que valeu muito a pena.

“A resposta do público foi sensacional e os nossos olhos brilham quando olhamos paras as fotos que fizemos. Estamos todos orgulhosos demais desse nosso trabalho e esperamos poder fazer mais desses em breve”, pontua. “É preciso lembrar que a Andrea é uma bailarina excepcional. Faz poses dificílimas sem demonstrar o menor sinal de dor ou incômodo na expressão. Foi incrível trabalhar com ela e a Marcelle fez uma direção com um nível de detalhes que eu nunca tinha visto”, elogia.


Fonte: IG Turismo

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Casal viaja com as duas filhas de Kombi e descobre as paisagens do Brasil

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Casal com duas filhas viaja o Brasil de Kombi
Reprodução/Instagram

Casal com duas filhas viaja o Brasil de Kombi


Ter um motor home, trailer e até reformar uma kombi para sair viajando por aí é o sonho de muitas pessoas . Desde o começo da pandemia, a procura por este tipo de veículo aumentou, pois muitas pessoas pensaram em passar o isolamento viajando com segurança . Este foi o pontapé inicial para finalmente se mudar para a kombi reformada há algum tempo para a psicóloga Ana Laura Taveura, de 31 anos, e do criador de conteúdo digital Emmanuel Kuboyama Bomfim, de 32, que juntos têm duas filhas (Manuela de oito e Carolina de dois anos).

Desde dezembro de 2020, a família viaja pelo Brasil em sua kombi reformada com as próprias mãos, com exceção da pintura, feita pela artista e tatuadora Lara . O veículo comprado em 2019 passou pelas mais diversas reformas para chegar na sua forma atual.


Franca: onde tudo começou

O casal morava com as filhas em Franca, a 400 km de São Paulo, e eles estão juntos desde adolescência, completando 15 anos de união entre namoro e casamento. A primeira filha (Manu) veio logo depois da celebração, quando estavam com 21 anos, e há dois anos Carolina chegou para completar o time junto com a Kombi.

Ana conta que a  Expedição Varekai – nome que eles batizaram o projeto de reformar, viajar e viver no veículo – começou como uma brincadeira, enquanto Emmanuel ainda trabalhava com artefatos de couro e ela atendia como psicóloga clínica. A ideia era usar o veículo apenas em acampamentos até que eles começaram a pesquisar e descobriram a possibilidade de viver viajando. “A gente viu que isso poderia dar certo para nós, virar um trabalho ou tirar um ano de trabalho, conhecer algumas opções. Então começamos a montar esse sonho de viver um tempo como nômades”, conta a psicóloga.

Investimento

Entretanto, o casal chegou em um ponto das pesquisas em que perceberam que não seria financeiramente possível manter uma casa fixa. Assim, eles venderam a residência em Franca e foram morar de aluguel enquanto reformavam a Kombi. “A gente pegou uma parte da grana, investimos nessa viagem agora, no nosso trabalho de construção de conteúdo e agora a gente tava pensando em investir essa outra parte”, explica Ana.

Só para a reforma da Kombi, eles gastaram cerca de R$ 25 mil. Talvez o gasto fosse maior se eles não tivessem feito tudo.

“Nós estávamos nos nossos antigos empregos, então a gente trabalhava e, no fim de semana, montava ela com as nossas próprias mãos. Fizemos tudo: marcenaria, hidráulica, elétrica, tudo. Investimos em torno de R$ 25 mil, com móveis, elétrica, placa solar, caixa d’água… A kombi é realmente nossa casa, então a gente tem cama, cozinha, sala, armários, guarda-roupa. Nós temos tudo lá dentro, mas de uma forma muito reduzida. Então, a gente tem uma cama de casal, que dorme, eu, Emmanuel e Carolina e a gente tem uma cama de solteiro, que montamos em cima do nosso sofá e geladeira, para Manu dormir”, detalha Ana.

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Mudando a rota

A família começou fazendo pequenas viagens e observando que era possível, sim, viver dentro da kombi. Então eles começaram a planejar o percurso que iam fazer pela América do Sul, começando por Ushuaia, na Argentina, e subir até à Colômbia, onde voltariam para o Brasil para viajar por dentro do país. Porém a pandemia fez eles pausarem não só os planos de viagem e mudança para a Kombi, como os fez ficarem em Franca por mais meio ano morando de aluguel.

Assim, eles pensaram em fazer o caminho inverso, começando pelo Brasil, percorrendo todo o litoral, mas a família acabou indo para o Tocantins e, desde então, eles não traçam mais rotas, apenas observam o que está próximo e se estão com vontade de conhecer.

“A gente tem consciência que o turismo está prejudicado agora e que tem coisas que realmente não podemos fazer e não fazemos, pois temos consciência dos riscos. Então evitamos ao máximo as aglomeração e de depender de outras estruturas, como ficar em uma pousada que é algo que não precisamos. Nós dormimos em postos de gasolina, ficamos só nós, a gente pega ponto de apoio que não precisa ter contato com outras pessoas”, conta a matriarca.

E as crianças?

“A maior dificuldade até agora foi lidar com a falta da rede de apoio. Esse é o maior perrengue da nossa viagem. Nós viemos de famílias que sempre estiveram muito perto da gente e, de repente, a gente se viu lidando com elas 24 horas por dia, sete dias por semana, em um espaço de 3 m², no máximo. Então, foi algo que foi difícil para nós. Hoje, essa é a nossa maior dificuldade, com certeza, maior perrengue”, relata ela.


Ela também comenta que para a filha mais nova, alguns dias são mais difíceis, porque desde seu nascimento a família já se mudou de casa três vezes. De forma geral, a pequena reconhece a Kombi como sua casa. Já Manu, a primogênita, sente saudades da família e algumas vezes pede para voltar para casa, outras apenas vive o momento e aproveita a viagem intensamente.

 Atualmente o casal investe em produzir conteúdo digital no Instagram da Expedição Varekai , onde o maior responsável pelo trabalho é Emmanuel, enquanto Ana ainda faz alguns atendimentos on-line como psicóloga.

Fonte: IG Turismo

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