Momento Turismo

Psiquiatra explica sobre a Síndrome da cabana, o medo de viajar após a pandemia

Publicados

em


source
Síndrome da cabana
Unsplash

Síndrome da cabana



A pandemia gerada pelo coronavírus trouxe diversos medos e incertezas à população e, com ela, a tensão e o estresse causados pela pandemia trouxeram à tona um novo problema: a síndrome da cabana nos viajantes. Ela é uma expressão que caracteriza pessoas que saíram do isolamento social e voltaram para a vida em sociedade. Pessoas nesta condição podem apresentar quadros de irritabilidade, estresse e medo.

O termo não é novidade e surgiu por conta de habitantes de locais de frio intenso que são obrigados a ficar em casa por longos períodos de tempo. A volta à rotina normal, porém, pode ser difícil e desconfortável. “Trata-se de uma condição de negatividade, aversão e desconfiança originada pelo longo período de isolamento social”, explica a psiquiatra Gabriela Albertini.

Como está relacionada aos turistas

A especialista ainda comenta que existe a possibilidade de aumentarem os casos desta síndrome depois a pandemia, pois o cenário atual acometeu as pessoas de forma abrupta e inesperada. “Em poucas semanas, toda aquela normalidade com a qual estávamos habituados mudou por completo. O retorno ao convívio social, com trânsito, transportes públicos, prédios comerciais e grandes eventos, exigirá uma nova adaptação”, opina. 

O medo excessivo de viajar que pode vir a surgir nas pessoas, mesmo quando a pandemia acabar, vem do medo da contaminação do vírus. “Acredito que esse medo será superado de forma gradual. Por exemplo, iniciando com viagens a locais mais próximos ou com o apoio e transparência das agências de viagens, companhias aéreas e redes de hotéis, que certamente apresentarão suas políticas de cuidado com a saúde dos clientes. Com o passar do tempo, e cessando o cenário pandêmico, haverá maior segurança para viajar”. 

Quais são os sintomas?

Este distúrbio tem alguns sintomas bem parecidos com os da síndrome do pânico, mas a grande diferença é que, na primeira, a pessoa fica angustiada e deprimida por estar dentro de um isolamento, enquanto que no segundo caso, a pessoa se sente mais segura quando está sozinha.

  • tristeza persistente;
  • taquicardia;
  • sudorese;
  • tontura;
  • falta de ar
  • sentimento de angústia;
  • falta de motivação;
  • irritabilidade;
  • dificuldade de concentração;
  • dificuldade para dormir ou excesso de sono;
  • perda ou ganho de apetite;
  • inquietação;
  • desconfiança das pessoas.
Leia Também:  Hotel Renaissance oferece spa relaxante no Dia dos Namorados sem sair de SP

Ter parte dos sintomas ou a maioria deles não significa que a pessoa esteja com a síndrome, então o ideal é procurar por um terapeuta para que ele possa avaliar se há um distúrbio ou se é algo normal.

Como voltar ao “normal”?

Gabriela explica que o primeiro passo é evitar uma autocobrança para “estar bem”. Como cada indivíduo possui o seu ritmo e particularidade, é importante respeitar o processo de cada um. A retomada deve ser realizada cumprindo sempre as medidas protetivas recomendadas pelos órgãos competentes.

Se surgir insegurança ou ansiedade, estar com pessoas de confiança pode ser uma boa estratégia. “É importante dar um passo de cada vez. Contudo, ao perceber sintomas como insônia, aperto no peito, taquicardia, dentre outros, que trazem um desconforto capaz de trazer prejuízos para a vida, recomenda-se buscar ajuda profissional especializada”.

Você viu?


Fonte: IG Turismo

Propaganda

Momento Turismo

Casal viaja com as duas filhas de Kombi e descobre as paisagens do Brasil

Publicados

em


source
Casal com duas filhas viaja o Brasil de Kombi
Reprodução/Instagram

Casal com duas filhas viaja o Brasil de Kombi


Ter um motor home, trailer e até reformar uma kombi para sair viajando por aí é o sonho de muitas pessoas . Desde o começo da pandemia, a procura por este tipo de veículo aumentou, pois muitas pessoas pensaram em passar o isolamento viajando com segurança . Este foi o pontapé inicial para finalmente se mudar para a kombi reformada há algum tempo para a psicóloga Ana Laura Taveura, de 31 anos, e do criador de conteúdo digital Emmanuel Kuboyama Bomfim, de 32, que juntos têm duas filhas (Manuela de oito e Carolina de dois anos).

Desde dezembro de 2020, a família viaja pelo Brasil em sua kombi reformada com as próprias mãos, com exceção da pintura, feita pela artista e tatuadora Lara . O veículo comprado em 2019 passou pelas mais diversas reformas para chegar na sua forma atual.


Franca: onde tudo começou

O casal morava com as filhas em Franca, a 400 km de São Paulo, e eles estão juntos desde adolescência, completando 15 anos de união entre namoro e casamento. A primeira filha (Manu) veio logo depois da celebração, quando estavam com 21 anos, e há dois anos Carolina chegou para completar o time junto com a Kombi.

Ana conta que a  Expedição Varekai – nome que eles batizaram o projeto de reformar, viajar e viver no veículo – começou como uma brincadeira, enquanto Emmanuel ainda trabalhava com artefatos de couro e ela atendia como psicóloga clínica. A ideia era usar o veículo apenas em acampamentos até que eles começaram a pesquisar e descobriram a possibilidade de viver viajando. “A gente viu que isso poderia dar certo para nós, virar um trabalho ou tirar um ano de trabalho, conhecer algumas opções. Então começamos a montar esse sonho de viver um tempo como nômades”, conta a psicóloga.

Investimento

Entretanto, o casal chegou em um ponto das pesquisas em que perceberam que não seria financeiramente possível manter uma casa fixa. Assim, eles venderam a residência em Franca e foram morar de aluguel enquanto reformavam a Kombi. “A gente pegou uma parte da grana, investimos nessa viagem agora, no nosso trabalho de construção de conteúdo e agora a gente tava pensando em investir essa outra parte”, explica Ana.

Só para a reforma da Kombi, eles gastaram cerca de R$ 25 mil. Talvez o gasto fosse maior se eles não tivessem feito tudo.

“Nós estávamos nos nossos antigos empregos, então a gente trabalhava e, no fim de semana, montava ela com as nossas próprias mãos. Fizemos tudo: marcenaria, hidráulica, elétrica, tudo. Investimos em torno de R$ 25 mil, com móveis, elétrica, placa solar, caixa d’água… A kombi é realmente nossa casa, então a gente tem cama, cozinha, sala, armários, guarda-roupa. Nós temos tudo lá dentro, mas de uma forma muito reduzida. Então, a gente tem uma cama de casal, que dorme, eu, Emmanuel e Carolina e a gente tem uma cama de solteiro, que montamos em cima do nosso sofá e geladeira, para Manu dormir”, detalha Ana.

Você viu?

Mudando a rota

A família começou fazendo pequenas viagens e observando que era possível, sim, viver dentro da kombi. Então eles começaram a planejar o percurso que iam fazer pela América do Sul, começando por Ushuaia, na Argentina, e subir até à Colômbia, onde voltariam para o Brasil para viajar por dentro do país. Porém a pandemia fez eles pausarem não só os planos de viagem e mudança para a Kombi, como os fez ficarem em Franca por mais meio ano morando de aluguel.

Assim, eles pensaram em fazer o caminho inverso, começando pelo Brasil, percorrendo todo o litoral, mas a família acabou indo para o Tocantins e, desde então, eles não traçam mais rotas, apenas observam o que está próximo e se estão com vontade de conhecer.

“A gente tem consciência que o turismo está prejudicado agora e que tem coisas que realmente não podemos fazer e não fazemos, pois temos consciência dos riscos. Então evitamos ao máximo as aglomeração e de depender de outras estruturas, como ficar em uma pousada que é algo que não precisamos. Nós dormimos em postos de gasolina, ficamos só nós, a gente pega ponto de apoio que não precisa ter contato com outras pessoas”, conta a matriarca.

E as crianças?

“A maior dificuldade até agora foi lidar com a falta da rede de apoio. Esse é o maior perrengue da nossa viagem. Nós viemos de famílias que sempre estiveram muito perto da gente e, de repente, a gente se viu lidando com elas 24 horas por dia, sete dias por semana, em um espaço de 3 m², no máximo. Então, foi algo que foi difícil para nós. Hoje, essa é a nossa maior dificuldade, com certeza, maior perrengue”, relata ela.


Ela também comenta que para a filha mais nova, alguns dias são mais difíceis, porque desde seu nascimento a família já se mudou de casa três vezes. De forma geral, a pequena reconhece a Kombi como sua casa. Já Manu, a primogênita, sente saudades da família e algumas vezes pede para voltar para casa, outras apenas vive o momento e aproveita a viagem intensamente.

 Atualmente o casal investe em produzir conteúdo digital no Instagram da Expedição Varekai , onde o maior responsável pelo trabalho é Emmanuel, enquanto Ana ainda faz alguns atendimentos on-line como psicóloga.

Fonte: IG Turismo

Leia Também:  Casal viaja com as duas filhas de Kombi e descobre as paisagens do Brasil
Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA