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Rotas Sanmartinianas: um passeio histórico pelos Andes

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Rutas Sanmartinianas
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Rutas Sanmartinianas



As Rutas Sanmartinianas Del Cruce de los Andes são trilhas que saem da cidade de Mendoza, Argentina, e que vão até o Chile. Elas possuem este nome porque foram criadas pelo general José San Martín, que ao lado de Simon Bolívar, lutou pela independência dos países sul-americanos do domínio espanhol. O nome da taça Libertadores da América é uma homenagem a esses líderes. 

San Martín era argertino e além da luta em seu país, participou dos movimentos pela independência do Chile. Praças, ruas e cassinos foram batizados com seu nome, em sua homenagem.

Ao todo há seis Rotas Sanmartinianas. O turista pode optar por realizar todo o trajeto do Parque de Aconcágua, que é conhecido por Passeio da Alta Montanha ou Circuito da Alta Montanha. Neste caminho é possível realizar trilhas, conhecer represas, estações de esqui, teleféricos, além de histórias e lendas riquíssimas dos povos que já habitaram o local.

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A Cordilheira dos Andes é a maior cadeia montanhosa do mundo. Para conhecê-la o turista pode escolher qualquer um desses trajetos ou, quem sabe, todos eles. 

Rotas Sanmartinianas

A primeira rota é a reserva de Come-Caballos, seguindo por Guana Los Patos e chegando no pequeno vilarejo de Uspallata, em que os viajantes aproveitam para tomar um café e descansar. No período pré-hispânico, o povoado abrigava povos indígenas e é possível visitar algumas ruínas arqueológicas ainda presentes no local. Logo depois, o turista chega em El Portilho e encerra o trajeto pela trilha El Planchón.

Ao todo, são 400 quilômetros de ida e volta. Os trajetos são oferecidos por diversas agências de turismo, que costumam sair às 7h30 e voltam apenas à noite, por volta das 19h. 

Também é possível realizar a rota por conta própria, basta alugar um carro em Mendoza. Como todo o trajeto é feito ao longo da Ruta Nacional 07, é bem simples, fácil de seguir e as ótimas condições da estrada auxiliam o turista a aproveitar melhor a viagem. 

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O passeio é oferecido em qualquer época do ano. Antes de iniciar o trajeto, é preciso providenciar itens como bonés, protetores solares, óculos escuros, jaquetas corta-vento e roupas térmicas. Por conta da altitude, é comum algumas pessoas sentirem mal-estar, então as paradas durante a estrada são imprescindíveis. Também é recomendado ter à mão algum medicamento para enjôo. 

Fonte: IG Turismo

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Casal viaja com as duas filhas de Kombi e descobre as paisagens do Brasil

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Casal com duas filhas viaja o Brasil de Kombi
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Casal com duas filhas viaja o Brasil de Kombi


Ter um motor home, trailer e até reformar uma kombi para sair viajando por aí é o sonho de muitas pessoas . Desde o começo da pandemia, a procura por este tipo de veículo aumentou, pois muitas pessoas pensaram em passar o isolamento viajando com segurança . Este foi o pontapé inicial para finalmente se mudar para a kombi reformada há algum tempo para a psicóloga Ana Laura Taveura, de 31 anos, e do criador de conteúdo digital Emmanuel Kuboyama Bomfim, de 32, que juntos têm duas filhas (Manuela de oito e Carolina de dois anos).

Desde dezembro de 2020, a família viaja pelo Brasil em sua kombi reformada com as próprias mãos, com exceção da pintura, feita pela artista e tatuadora Lara . O veículo comprado em 2019 passou pelas mais diversas reformas para chegar na sua forma atual.


Franca: onde tudo começou

O casal morava com as filhas em Franca, a 400 km de São Paulo, e eles estão juntos desde adolescência, completando 15 anos de união entre namoro e casamento. A primeira filha (Manu) veio logo depois da celebração, quando estavam com 21 anos, e há dois anos Carolina chegou para completar o time junto com a Kombi.

Ana conta que a  Expedição Varekai – nome que eles batizaram o projeto de reformar, viajar e viver no veículo – começou como uma brincadeira, enquanto Emmanuel ainda trabalhava com artefatos de couro e ela atendia como psicóloga clínica. A ideia era usar o veículo apenas em acampamentos até que eles começaram a pesquisar e descobriram a possibilidade de viver viajando. “A gente viu que isso poderia dar certo para nós, virar um trabalho ou tirar um ano de trabalho, conhecer algumas opções. Então começamos a montar esse sonho de viver um tempo como nômades”, conta a psicóloga.

Investimento

Entretanto, o casal chegou em um ponto das pesquisas em que perceberam que não seria financeiramente possível manter uma casa fixa. Assim, eles venderam a residência em Franca e foram morar de aluguel enquanto reformavam a Kombi. “A gente pegou uma parte da grana, investimos nessa viagem agora, no nosso trabalho de construção de conteúdo e agora a gente tava pensando em investir essa outra parte”, explica Ana.

Só para a reforma da Kombi, eles gastaram cerca de R$ 25 mil. Talvez o gasto fosse maior se eles não tivessem feito tudo.

“Nós estávamos nos nossos antigos empregos, então a gente trabalhava e, no fim de semana, montava ela com as nossas próprias mãos. Fizemos tudo: marcenaria, hidráulica, elétrica, tudo. Investimos em torno de R$ 25 mil, com móveis, elétrica, placa solar, caixa d’água… A kombi é realmente nossa casa, então a gente tem cama, cozinha, sala, armários, guarda-roupa. Nós temos tudo lá dentro, mas de uma forma muito reduzida. Então, a gente tem uma cama de casal, que dorme, eu, Emmanuel e Carolina e a gente tem uma cama de solteiro, que montamos em cima do nosso sofá e geladeira, para Manu dormir”, detalha Ana.

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Mudando a rota

A família começou fazendo pequenas viagens e observando que era possível, sim, viver dentro da kombi. Então eles começaram a planejar o percurso que iam fazer pela América do Sul, começando por Ushuaia, na Argentina, e subir até à Colômbia, onde voltariam para o Brasil para viajar por dentro do país. Porém a pandemia fez eles pausarem não só os planos de viagem e mudança para a Kombi, como os fez ficarem em Franca por mais meio ano morando de aluguel.

Assim, eles pensaram em fazer o caminho inverso, começando pelo Brasil, percorrendo todo o litoral, mas a família acabou indo para o Tocantins e, desde então, eles não traçam mais rotas, apenas observam o que está próximo e se estão com vontade de conhecer.

“A gente tem consciência que o turismo está prejudicado agora e que tem coisas que realmente não podemos fazer e não fazemos, pois temos consciência dos riscos. Então evitamos ao máximo as aglomeração e de depender de outras estruturas, como ficar em uma pousada que é algo que não precisamos. Nós dormimos em postos de gasolina, ficamos só nós, a gente pega ponto de apoio que não precisa ter contato com outras pessoas”, conta a matriarca.

E as crianças?

“A maior dificuldade até agora foi lidar com a falta da rede de apoio. Esse é o maior perrengue da nossa viagem. Nós viemos de famílias que sempre estiveram muito perto da gente e, de repente, a gente se viu lidando com elas 24 horas por dia, sete dias por semana, em um espaço de 3 m², no máximo. Então, foi algo que foi difícil para nós. Hoje, essa é a nossa maior dificuldade, com certeza, maior perrengue”, relata ela.


Ela também comenta que para a filha mais nova, alguns dias são mais difíceis, porque desde seu nascimento a família já se mudou de casa três vezes. De forma geral, a pequena reconhece a Kombi como sua casa. Já Manu, a primogênita, sente saudades da família e algumas vezes pede para voltar para casa, outras apenas vive o momento e aproveita a viagem intensamente.

 Atualmente o casal investe em produzir conteúdo digital no Instagram da Expedição Varekai , onde o maior responsável pelo trabalho é Emmanuel, enquanto Ana ainda faz alguns atendimentos on-line como psicóloga.

Fonte: IG Turismo

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