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Turismo negro: lugares para conhecer e entender a cultura negra no Brasil

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Pelourinho é um dos locais mais visitados da capital baiana
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Pelourinho é um dos locais mais visitados da capital baiana




O Brasil é um dos países que possui a maior população negra do mundo fora da África e a prova disso são os diversos lugares simbólicos e importantes para a preservação da cultura negra. Para viajar e aproveitar este pedaço esquecido da história do Brasil, o iG Turismo preparou lugares históricos incríveis para conhecer e entender a cultura negra no país.

O Brasil é marcado pelo colonialismo e período escravocrata e estes lugares turísticos, que contam a história da população negra, também são espaços de resistência contra o racismo e a intolerância religiosa que ainda predominam em todos os estados. 

Segundo dados do IBGE, mais de 50% da população se autodeclaram negras, por conta disso, estes lugares têm sido destinos favoritos quando o assunto é cultura e história brasileira. Abaixo estão relacionados alguns dos principais lugares importantes para a população negra para conhecer e se apropriar da história brasileira.

Pelourinho – Salvador/Bahia

A beleza histórica do Pelourinho chama a atenção de turistas nacionais e estrangeiros
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A beleza histórica do Pelourinho chama a atenção de turistas nacionais e estrangeiros


Um dos lugares mais visitados por turistas em Salvador, poucos sabem a importância histórica deste lugar para a população negra. O nome Pelourinho, no século 16, significava tronco de madeira, um instrumento de violência, no meio da praça pública em que vários escravos eram amarrados e chicoteados como castigo.

Atualmente, como uma forma de resistência negra, este lugar deu origem a um bairro, que hoje é sinônimo de muita música, cultura e arte baiana, reconhecido pelas suas belas arquiteturas coloridas. 

Além de visitar este lugar histórico, atrações e lugares para conhecer no Pelourinho é o que não falta. Por lá, é possível visitar igrejas com uma arquitetura única, como a Catedral Basílica e a Igreja do Rosário dos Homens Pretos, a Fundação Jorge Amado; que conta a história da Bahia e de um dos seus principais romancistas. 

Lá é possível conferir diversas lojas de obras de arte e artesanatos vinculados à cultura negra, restaurantes com culinária típica, bares, centros culturais, atrações artísticas, museus e eventos. É importante programar cerca de 8 horas do dia para conhecer este lugar histórico e importante para a população negra. 

Como chegar: Um serviço de ônibus executivo conecta o Aeroporto de Salvador até a cidade, passando pela Barra e terminando a viagem na Praça da Sé, no Pelourinho. A linha S043 circula todos os dias das 5h20 até às 20h de segunda a sábado. Aos domingos o último veículo parte às 18h45.

Museu Casa dos Contos – Ouro Preto/Minas Gerais

Museu Casa dos contos
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Museu Casa dos contos



A Casa dos Contos, atualmente, é um museu brasileiro localizado em Ouro Preto, Minas Gerais. Este monumento é uma construção feita em estilo barroco mineiro, construída entre 1782 e 1787 por um contador dos impostos, e que preserva um pouco da história dos escravos no século 18, bem como da questão econômica da época. Há também a preservação da parte na qual era a senzala.

O museu Casa dos Contos fica localizado na rua São José, 12 – Centro Ouro Preto (SEDE),  com horário de funcionamento de terça a sábado, das 10h às 16h45, domingo e feriados, 10h às 14h.

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Como chegar: Ouro Preto não possui aeroporto, mas o turista pode desembarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, o mais próximo de Ouro Preto, e receber voos de todas as regiões do Brasil. Na capital, pode optar por alugar um carro no próprio aeroporto ou comprar uma passagem de ônibus para finalizar o trajeto. O valor aproximado é R$ 40.

Praça dos Orixás – Distrito Federal/Brasília

Praça dos orixás
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Praça dos orixás



Uma visita à Praça dos Orixás, antes de tudo, é histórica. Conhecida como ponto da cultura negra, a Praça dos Orixás é mais um dos locais importantes de resistência negra. Ela está localizada em Brasília, às margens do Lago Paranoá, ao lado da Ponte Honestino Guimarães, na margem do lado da Asa Sul. 

A composição da praça é composta por 16 estátuas de divindades afro-brasileiras, que representam as forças da natureza e os corações dos negros arrancados e escravizados que vieram para o Brasil. Elas foram Criadas pelo artista baiano Tatti Moreno, sendo réplicas das esculturas instaladas no Dique do Tororó, em Salvador. Neste espaço de práticas políticas negras, acontecem celebrações de rituais, atividades culturais, comemorações como a Festa de Iemanjá (realizada à meia-noite do Ano Novo) pela população negra.

Como chegar:  As linhas de ônibus 108.3, 147.3, 147.4, 147.6 passam na Praça dos Orixás. Para quem prefere metrô, a linha verde segue em direção para lá. 

Cafuá das Mercês – São Luís/Maranhão

Cafuá das Mercês
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Cafuá das Mercês


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Cafuá das Mercês, Museu do Negro para preservar a cultura neste estado, é um antigo mercado de escravos, situado em São Luís, na rua Jacinto Maia, 43, no Centro Histórico, para desfrutar de muita história da população negra no Brasil. Cafuá é em dialeto banto e significa cova, caverna, lugar escuro ou isolado.

Com um estilo colonial, o prédio tem um aspecto sombrio, com uma fachada uniforme, com apenas uma porta principal, cercada por seteiras, que são emolduradas por argamassas ao seu redor, sendo as únicas aberturas de luz e ventilação do prédio, indicando a perversidade da escravatura.

Para ressignificar o presente sem esquecer o passado, as principais atividades neste local incluem a exibição de vestimentas de grupos africanos, obras de arte e objetos da época da escravidão, como instrumentos de tortura. O custo da entrada é R$ 2.

Como chegar: Diversas linhas de ônibus vão até o local, tais como T033 Santo Antonio/Morada do Sol/Terminal Praia Grande.

Cais do Valongo e da Imperatriz/Instituto Pesquisa e Memória Pretos Novos – Rio de Janeiro

Cais do Valongo e da Imperatriz
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Cais do Valongo e da Imperatriz


O Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos (IPN) é sediado na cidade do Rio de Janeiro, localizado na Rua Pedro Ernesto. O seu principal objetivo é estimular e promover a construção de memórias a fim de valorizar o patrimônio cultural referente à cultura africana e afro-brasileira e promover a reflexão sobre a escravidão e a igualdade racial no Brasil.

Ainda no centro do Rio, existe o chamado Cais do Valongo, hoje um museu a céu aberto, mas antes era um antigo cais localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, entre as atuais ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral. Recebeu o título de Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco, em 9 de julho de 2017, por ser o único vestígio material da chegada dos africanos escravizados nas Américas.

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Em ambos locais, são realizados um conjunto de eventos e comemorações em prol da população negra. 

Como chegar: Como o metrô não deixa exatamente na zona portuária do Rio, será preciso caminhar um pouco, caso opte por chegar no local de metrô. O turista pode descer na Estação Uruguaiana ou na Estação Carioca: desça na estação Uruguaiana e caminhe até a Avenida Presidente Vargas. Siga pela via sentido igreja da Candelária e vire à esquerda na Avenida Rio Branco. Continue caminhando pela Avenida Rio Branco e logo chegará na Praça Mauá, o coração da zona portuária. Vale lembrar que o percurso a pé passa por locais que podem ser perigosos se estiver sozinho.

União dos Palmares/Parque Memorial Quilombo dos Palmares – União dos Palmares/Alagoas

Parque Memorial Quilombo dos Palmares- AL
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Parque Memorial Quilombo dos Palmares- AL


União dos Palmares é um município de Alagoas, conhecido por ser um lugar simbólico que abrigou o maior quilombo brasileiro e que foi liderado por Zumbi dos Palmares, uma das grandes referências negras no Brasil. O Quilombo dos Palmares foi uma comunidade livre, formada por escravos fugitivos dos engenhos, índios e brancos pobres expulsos das fazendas, que chegou a ter uma população local de 30 mil pessoas, agrupadas em 11 povoados. 

Chegando na União dos Palmares, é possível conhecer o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, instalado na Serra da Barriga, a partir de 2007. O local funciona numa espécie de maquete viva, em tamanho natural, reconstituindo o Quilombo dos Palmares, tais como paredes de pau-a-pique, cobertura vegetal e inscrições em banto e yorubá.

Segundo o site do parque, o antigo quilombo tem a essência da cultura negra, além das construções que referenciam o modo de vida daquela comunidade quilombola. O Memorial dispõe de pontos de áudio com música e textos em quatro idiomas (português, inglês, espanhol e italiano), narrando aspectos do cotidiano do Quilombo e da cultura negra, para que o visitante se sinta exatamente naquela época. 

Dentro do parque existem ainda os mirantes, de onde se avistam paisagens exuberantes da Serra da Barriga. 

Como chegar:  Para quem sai de Maceió, capital do estado de Alagoas, a melhor estratégia para chegar ao município de União dos Palmares é seguir pela BR 316 até o município de Satuba e, de lá, prosseguir pela BR 104. Ao todo, são 76,4 km de estrada, o que faz com que a viagem dure cerca de 1h20. Para quem chega de outros estados, o melhor trajeto é pela BR 104.

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos – São Paulo

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos
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Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos



A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, localizada no Largo do Paiçandu, na região central da Cidade de São Paulo, também é um ótimo destino para conhecer e entender a cultura negra.

Ela foi construída gratuitamente por trabalhadores negros no início do século 20 e, até hoje, os trabalhos são conduzidos pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. A entidade, há mais de 300 anos, luta pela preservação e resgate da cultura negra e seus direitos e construiu igrejas em diferentes cidades brasileiras. 

As igrejas eram palco de reunião de negros livres e escravizados que mesclavam rituais de crenças católicas e dos bantos. Além de poder conhecer a igreja, a cada dois meses é realizada uma missa afro na qual são feitas oferendas.  

Como chegar: As linhas de ônibus que vão até a igreja são 107T-10, 4113-10, 508L-10, 509M-10, além das estações de metrô Anhangabaú (Linha 1) e República (Linha 1 e 3).

Fonte: IG Turismo

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Brasileiros embarcam para segunda volta ao mundo

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Anderson Dias em trajeto na Bolívia
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Anderson Dias em trajeto na Bolívia

Seria possível dar a volta ao mundo duas vezes em uma mesma vida? Isso é o que pretendem realizar os amigos Anderson Dias e Lucas Costa. Conhecido como o primeiro brasileiro da história a conhecer todos os países do mundo , Anderson se prepara para a segunda aventura de um jeito diferente: mostrando todos os detalhes, em duas línguas, no canal Bold Souls, ao lado de Lucas, que também já deu uma volta completa em torno do planeta Terra.

Se na primeira volta de ambos o intuito do percurso foi conhecer diferentes lugares pela jornada, o atual objetivo é humanizar: contar novas histórias de novas pessoas. Para bater o recorde do Guiness Book, Anderson precisou de um planejamento objetivo. Na primeira experiência, passou poucos dias em cada país até concluir a jornada. Para o novo projeto, a proposta é diferente: “A gente vai fazer todos os países sem pressa. Só vamos sair dos lugares quando quisermos – um planejamento que pode durar até 10 anos”, conta.

O companheiro de viagem, Lucas, é formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e completou a primeira volta ao mundo ainda em 2018, quando conheceu Anderson. Juntos, criaram o projeto que se inicia sem patrocínios.

“Todos os vídeos serão em inglês, com tradução para o português e veiculados no Youtube. Temos a pretensão de produzir documentários para plataformas de streaming, mas é um projeto futuro”, conta.

O encontro dos dois brasileiros aconteceu em Israel. “Tivemos experiências muito intensas, como ir à Palestina, onde participamos de jantares e festas em um região ocupada pelo exército de Israel e percebemos que, no meio de todo caos, ainda existia alegria e felicidade. Na cidade antiga de Jerusalém, vimos um passado conflituoso e quatro religiões que convivem super bem”, lembra Lucas.

Segundo o viajante, experiências como essa servem para tirar as pessoas da zona de conforto. “Esse tipo de experiência mostra que o mundo é um lugar muito diferente, com perspectivas totalmente distintas e que precisamos ir nos locais, conhecer as pessoas para ver isso. A gente planeja onde vai, mas nunca quem a gente vai conhecer, e são essas pessoas que fazem a diferença na nossa trajetória”, finaliza.

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Cientes do cenário de pandemia do novo coronavírus, Anderson e Lucas concordam em relação ao que vão encontrar pela frente: “Ninguém ou nenhum lugar é mais o mesmo depois do que passamos”.

Fonte: IG Turismo

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