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Como é o dia a dia com um carro elétrico? Proprietário conta detalhes

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JAC E-JS1 é o primeiro veículo elétrico de Cleber Soares, que já rodou mais de 28 mil km com o carro
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JAC E-JS1 é o primeiro veículo elétrico de Cleber Soares, que já rodou mais de 28 mil km com o carro

Carros elétricos já são realidade em grandes cidades do Brasil, com o mercado crescendo, mais pessoas se interessam por esses carros, mais duvidas surgem a respeito da nova tecnologia e as comparações com o carro a combustão se tornam inevitáveis.

Segundo a ABVE, o mercado de eletrificados (elétricos e híbridos) cresceu 115% no primeiro trimestre desse ano quando comparado ao mesmo período de 2021.

Os dados a NeoCharge informam que São Paulo é o estado com maior número de carros 100% elétricos com 2005 modelos emplacados, sendo que na capital esse número passa para 944 unidades, sendo o modelo XC40 Recharge, da Volvo, o mais popular na cidade com 178 emplacamentos.

Entretanto, recortando o país inteiro, o modelo 100% elétrico líder de vendas é o Nissan Leaf , com 764 unidades vendidas, mas sendo acompanhado de perto pelo Volvo XC40 .

É interessante observar também que o acompanhamento da NeoCharge mostra que o JAC E-JS1 é o 10º modelo 100% elétrico vendido no Brasil e é justamente o veículo do nosso entrevistado para essa matéria.

Conversamos com Cleber Soares, empresário de 46 anos, morador de São Paulo, para entender um pouco mais sobre a utilização prática e diária de um carro elétrico na maior cidade do país. Ele nos conta que seu JAC E-JS1 é seu primeiro carro elétrico e foi comprado em novembro no ano passado, e com seis meses rodando com o veículo, percorre cerca de 1.000 km por dia. Mas há outras questões que fizemos, como pode ser conferido a seguir. 

1Quando comprou o JAC E-JS1 levou um carregador, certo? Qual foi o critério da escolha do local para instalação?

Recebi um quando comprei o carro, da própria Jac Motors . Instalei na minha empresa em Poá, SP, onde existem poucas opções de carregamento. Meu carregador é compartilhado no aplicativo Plug & Share para atender alguma emergência de algum usuário de carro elétrico.

Minha escolha no local de carregamento levou em conta o seguinte: como posso carregar meu carro a noite em uma tomada 220V comum e consigo 150 km de autonomia em 8 horas, complemento a carga na empresa, se necessário. Às vezes passo a semana toda sem carregar na minha empresa.

2Qual foi o impacto na conta de luz que esse carregamento causou? Mesmo com isso, valeu mais a pena do que arcar com o custo de um carro a combustão?

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Ligo em uma tomada 220v e carrega 50% da bateria em 8 horas. Minha conta de luz aumentou R$ 300 por mês. Antes eu gastava mais de R$ 3 mil  mensais em combustível, troca de óleo, filtros e outras manutenções dos carros a combustão. ”  

A infraestrutura de carregadores está avançando no Brasil, mas ainda é  preciso se planejar antes de sair de casa
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A infraestrutura de carregadores está avançando no Brasil, mas ainda é preciso se planejar antes de sair de casa

3- Alguma vez já ficou sem energia na rua, ou nunca passou por isso?

“N ão. Nunca. No carro elétrico, eu preciso encontrar uma tomada. Normalmente é mais fácil encontrar uma tomada do que um posto de gasolina em locais mais afastados. Com um carregador portátil , posso ajustar a potência de carga e carregar sem dificuldade. Fiz isso na viagem a Gramado (RS). Toda noite meu carro carregava em uma tomada 220 V na pousada que fiquei. Paguei 15 reais a mais por carga realizada no local.

O maior cuidado está durante longas viagens, onde é necessário ter planejamento e saber onde carregar o carro. Ao ter um carro elétrico passei a me preocupar em verificar antes quais seriam minhas paradas, em que postos de conveniência eu poderia parar. Tenho uma extensão dentro do porta malas caso seja necessário, não foi necessário em 6 viagens que já fiz com mais de 500 km até agora.

4Como você tem lidado com o tempo que o carro necessita para carregar durante viagens?Para viajar preciso me programar para gastar algumas horas a mais. Faço isso programando paradas para dormir em hotéis que tenham carga para carro elétrico , locais onde possa almoçar e passar mais tempo, como em shoppings ou postos de combustível com boa estrutura de conveniência.

Fiz isso ao viajar para Gramado (RS) em março de 2022. Parei na ida em Curitiba (PR), Bombinhas (SC) e Tubarão (SC), e fiz turismo nessas cidades. O dinheiro que gastaria com combustível usei para melhorar meu passeio. Foram 1.800,00 reais economizados em combustível na viagem.

5 Pode nos contar quais são os pontos positivos sentiu com os veículos elétricos após comprar o seu?

Positivamente foi o torque instantâneo, permite agilidade em qualquer situação de trânsito ou estrada. Conforto, pois não ouço motor e o carro não vibra, não troco marchas e conduzo o carro de forma muito mais tranquila. Freio regenerativo, o carro mantém consumo na cidade melhor do que na estrada, e senti que a condução no trânsito é muito mais prazerosa. Mas uma surpresa negativa é que não tenho muitas opções para carga do carro em estradas.

Veículos elétricos têm suas peculiaridades, mas quase não dão problemas, com baixa manutenção
Thiago Garcia/Arquivo Pessoal

Veículos elétricos têm suas peculiaridades, mas quase não dão problemas, com baixa manutenção

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6Quais são os fatores que motivaram a comprar um carro elétrico no lugar de um a combustão?

A certeza que o carro elétrico é melhor do que o carro a combustão. Ele não polui o ar por onde eu trânsito, não faz barulho. Por ser uma máquina mais simples, ele é muito mais confiável . Ele não quebra, não para, não dá manutenção como um carro a combustão. É mais seguro para dirigir, pois não carrega um combustível inflamável e é mais estável nas curvas. Ele responde mais rápido em retomadas, tornando mais seguro para dirigir.

7Já chegou à conclusão que ter um carro elétrico sai mais barato do que ter um a combustão?

Sim, mais barato, pois o que eu invisto hoje no carro, recupero na economia de combustível, óleo, filtros, velas e tempo de manutenção que é incrivelmente menor do que em um carro a combustão. As baterias podem ser atualizadas em módulos.

Não há necessidade de troca de todo conjunto. Eu economizarei em 15 anos R$ 540 mil em combustível . Isso é 3 a 4 vezes o valor do próprio carro. Não faz sentido utilizar um carro a combustão.

8 Quais são os principais desafios para quem tem um carro elétrico hoje em dia no Brasil?

Pequena rede de carregamento fora de casa, dificuldade para carregar em condomínios de apartamentos, quase nenhuma estrutura para carga em estradas, falta de mão de obra especializada para manutenção de carros elétricos e falta de incentivos fiscais para uso do carro elétrico. ” 

Meu carro tem hj 28 mil km rodados e não apresentou nenhum problema de desgaste . Apenas reparei 1 vez um pneu furado, mas sei que em algum momento não terei 300 km de autonomia. 

Já conheço uma oficina especializada em manutenção de baterias em Brusque (SC). Fiz questão de conhecer o dono, que já recebe os primeiros carros híbridos que já necessitam de manutenção, como o Ford Fusion e o Toyota Prius . O carro sai como se estivesse com a bateria zero km.

O desenvolvimento de mão de obra especializada vai ocorrer conforme existir demanda. Foi assim quando a chegada do sistema de injeção eletrônica. Já existem cursos e gente séria divulgando e treinando oficinas interessadas. Espero que a mudança ocorra em breve, para o bem do nosso planeta e para os nossos bolsos.

A mão de obra especializada em carros elétricos no Brasil tende a aumentar, tranquilizando os proprietários
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A mão de obra especializada em carros elétricos no Brasil tende a aumentar, tranquilizando os proprietários

O depoimento de Cleber é muito interessante para desmistificar muitos preconceitos que o consumidor geral de automóveis tem com os carros elétricos .

Não são muito complexos, pelo contrário, mas é necessária uma condução diferente do habitual, o motorista precisa ficar atento a outros fatores como autonomia e onde terão carregadores, ainda mais nesse momento de escassez de pontos de carga no Brasil.

A tendência é sempre de melhora na rede, mas Cleber nos mostra que sim, é possível viver com um carro elétrico e até fazer grandes viagens, mas tem que estar disposto a mudar o estilo de viajar.

Fonte: IG CARROS

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Testamos a gama de eletrificados da Toyota. E até carro a hidrogênio

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Gama completa de eletrificados da Toyota e Lexus mostra as possibilidades de se reduzir as emissões
Guilherme Menezes/ iG Carros

Gama completa de eletrificados da Toyota e Lexus mostra as possibilidades de se reduzir as emissões

A Toyota reuniu modelos para representar todos os níveis de eletrificação que a marca oferece em diferentes países. O único que encontramos no Brasil são os Corolla e Corolla Cross, que são híbridos flex.

Entretanto, pudemos testar também o Prius (que é híbrido plug-in, mas apenas gasolina), o Lexus UX 300e (elétrico, da marca de luxo do grupo Toyota) e o Toyota Mirai , que é um carro elétrico com células de hidrogênio .

A intenção da Toyota é abordar a eletrificação em seus mais diversos níveis, com o entendimento de que cada uma delas tem o seu propósito, dentro das metas globais de sustentabilidade.

Além disso, ressaltam a necessidade de que as emissões de poluentes sejam analisadas não apenas no âmbito do veículo, mas também do restante de toda a cadeia.

Para a fabricante, o etanol — que o Brasil dispõe de forma abundante — é uma fonte energética que oferece muita vantagem competitiva.

Isso porque, além de emitir muito menos partículas de carbono do que a gasolina, um montante considerável de gás carbônico é absorvido pela cana-de-açúcar, enquanto é cultivada. O resultado dessa tese são as versões híbridas do  Corolla  (SUV e sedã).

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O Prius híbrido plug-in não pode rodar com etanol, mas oferece uma vantagem em cima dos Corolla, que é a possibilidade de recarga na tomada de energia. Assim, consegue otimizar ainda mais a autonomia máxima, tanto em modo híbrido, quanto em modo apenas elétrico.

Quanto a este, em nossos testes — no circuito fechado dentro da fábrica da Toyota em Sorocaba (SP) — passamos dos 130 km/h com o Prius, com o motor a combustão desligado.

O próximo passo foi conhecer o SUV compacto elétrico da Lexus . O carro faria muito sentido no Brasil, quando levamos em conta a quantidade de lançamentos que já não trazem mais o motor convencional. Ainda mais quando nos limitamos a analisar o segmento premium.

Tentamos apurar com a Toyota sobre a possibilidade de vinda ao Brasil, só que preferiram não abrir os planos futuros.

O Lexus UX 300e é o mesmo UX 250h , tanto em plataforma, quanto em equipamentos, acabamento e, enfim, todos os outros aspectos. A diferença está no maior tamanho das baterias e do seu motor elétrico, para que entregue até mais desempenho do que a variante híbrida.

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Outro aspecto interessante, ausente em muitos veículos elétricos , é a possibilidade de ligar ou desligar o som artificial que acompanha as acelerações e desacelerações.

Preferimos desligar para, assim, observar os verdadeiros sons dos carros elétricos . Além de um zunido bem baixo (do motor elétrico), o som do vento e da rolagem dos pneus são o que dominam.

Toyota Mirai é tão ecologicamente eficiente, quanto inviável para o Brasil por questões de custos e infraestrutura
Guilherme Menezes/ iG Carros

Toyota Mirai é tão ecologicamente eficiente, quanto inviável para o Brasil por questões de custos e infraestrutura

Por fim, testamos um dos únicos dois carros movidos a hidrogênio que são vendidos no mundo: o Toyota Mirai .

O carro é um sedã de porte grande, abastecido com moléculas de hidrogênio, e as quebra para extrair energia elétrica . Na prática, depois de ocorrer todo esse processo, o Mirai funciona como um carro elétrico convencional. E ele se comporta como tal.

O produto da chamada “eletrólise do hidrogênio” é nada além de vapor d’água. Ele é armazenado em um compartimento que pode ser esgotado manualmente ou automaticamente. O “esgoto”, por sua vez, não é nada nocivo, pois é apenas água pura.

Por que não temos carros a hidrogênio no Brasil? Pois, enquanto não for homologado um método definitivo de fazer a eletrólise do etanol (algo que, há tempos, a Nissan vem desenvolvendo com a USP), abastecer um carro com hidrogênio é completamente inviável.

Segundo a Toyota , o abastecimento completo demora dias e requer uma bomba 700 bar de pressão, que custa US$ 1 milhão, no exterior.

Fonte: IG CARROS

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