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É possível deixar a vagina mais jovem?

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Exercícios vaginais focados apenas na questão sexual são coisa do passado.
Cliff Booth

Exercícios vaginais focados apenas na questão sexual são coisa do passado.

Nesta semana, a atriz Maitê Proença, de 64 anos, amplamente elogiada por sua beleza, compartilhou um pouquinho dos seus truques com os seguidores. A artista afirmou, em um video divulgado nas redes sociais, que faz exercícios vaginais para manter a vagina jovem, fortalecendo o assoalho pélvico.

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Segundo a ginecologista Viviane Monteiro, o olhar da ciência mudou bastante nos últimos anos em relação à saúde e juventude das vaginas. Exercícios que antes eram feitos apenas com o proposito sexual, agora são realizados para manter o bem-estar e funcionamento de corpos de pessoas com vagina. 

“Os exercícios vaginais antes eram divididos de uma forma leiga entre o pompoarismo dedicado à prática sexual e a fisioterapia pélvica para aquelas mulheres que tinham algum tipo de recomendação, como prolapso vaginal, incontinência urinária pós menopausa e descida do assoalho pélvico para mulheres após partos vaginais. Hoje existe todo um olhar de prevenção de fortalecimento do assoalho pélvico, que vai dar uma qualidade nesta questão íntima, fortalecendo a musculatura perineal, da questão urinária a longo prazo e de forma preventiva. Por exemplo, é recomendado para mulheres assim que descobrem a gravidez começar a fisioterapia pélvica com exercícios para prevenir incontinência, laceração e ajudar no fortalecimento da musculatura. Ainda existe, sim, o olhar voltado para o sexual, mas também há a questão de prevenção”, diz a especialista. 

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A médica também explica que essa nova perspectiva trouxe uma nova gama de técnicas e tecnologias que visam a juventude das vaginas, como ondas de eletroestímulo e exercícios de Kegel, usados para o fortalecimento do assoalho pélvico, que podem ser feitos pela própria pessoa. 

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“Existem os exercícios técnicos, que podem variar desde exercícios feitos por um profissional, como uma fisioterapeuta pélvica, que podem incluir ondas de eletroestímulo, exercícios com os cones com diversos tipos de pesos vaginais, que também podem ser utilizados em casa, de acordo com a recomendação. Também há opções de massagens feitas pela fisioterapeuta. Além os exercícios de Kegel, que são exercícios técnicos de fortalecimento do assoalho pélvico, também há outras técnicas. Os de Kegel podem ser feitos pela própria paciente, mas hoje existe uma gama de tecnologias voltadas para esse fim. Há casos em que a paciente sente dor pélvica e pode ser uma questão perineal que pode ser aliviada com esse tipo de fisioterapia. Pacientes que tem uma contratura, com dificuldades em relação sexual, como vaginismo, podem se beneficiar dos exercícios, o que ajuda muito no autoconhecimento corporal da mulher”, conclui a profissional.  

Fonte: IG Mulher

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Agosto lilás: Violência patrimonial restringe independência feminina

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No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias
Foto: Unsplash

No Brasil, milhões de mulheres sofrem com a violência patrimonial todos os dias

Em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha, o mês de agosto é conhecido como o mês da luta contra a violência doméstica. A lei, que foi criada em 7 de agosto de 2006, estabelece 46 artigos que buscam proteger a integridade física e psicológica da mulher. 

Entre as formas de violência doméstica descritas na legislação federal, uma das menos conhecidas e debatidas pelos brasileiros é a violência patrimonial.

O artigo 7 da Lei Maria da Penha define a violência patrimonial como “qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades”.

Na maioria dos casos, as vítimas são mulheres que não têm fonte fixa de renda e dependem de parceiros para sobreviver. “Diversos motivos podem prender uma mulher nessa armadilha, como a dependência financeira e o medo de prejudicar os filhos. Porém, a questão emocional tende a pesar mais’’, afirma Lana Castelões, advogada de família da Albuquerque Advogados.

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De acordo com a especialista, esse tipo de violência ainda é pouco denunciada no país. “A violência patrimonial é comum, porém subnotificada, tendo em vista que, na maioria dos casos, as vítimas desconhecem a possibilidade de registrar a ocorrência’’.

Brasil não tem dados formados sobre violência patrimonial
Foto: Freepik

Brasil não tem dados formados sobre violência patrimonial

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Para a advogada, as vítimas não têm conhecimento das medidas legais que podem guiar a situação. Desde 2015, a falta de pagamento de pensão também se enquadra na lei. “Muitas pessoas não sabem que esse crime se encaixa quando um responsável legal, que tem recursos financeiros, deixar de pagar pensão alimentícia para a mulher’’.

Desigualdade

A desigualdade de gênero é um fator predominante nesse crime. As demandas de casa e o cuidado com os filhos geralmente restringem as mulheres na posição de ‘dona de casa’. Sem a chance de trabalharem ou conquistarem a independência financeira, essas vítimas passam a depender financeiramente e emocionalmente dos parceiros.

A pesquisadora Clara Fagundes reflete que, nos últimos anos, as mulheres ganharam mais espaço no mercado, mas ainda não existe liberdade para o gênero. ‘’Mulheres ainda são impedidas de buscar a independência financeira, seja por regras religiosas ou políticas que prejudicam a ascensão materna no mercado, seja por relações familiares abusivas ou crenças machistas’’.

A profissional afirma que a falta de representatividade, a dissociação do feminino à ideia de liderança, a priorização do amor romântico, a sobrecarga feminina com os trabalhos domésticos e a ideia sexista de que existem trabalhos de homem e de mulher são os principais fatores que afastam as mulheres dessa liberdade.

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores
Foto: Fundação CEPERJ

Mulheres não conseguem se libertar da violência patriarcal por diversos fatores

“A cultura patriarcal também impacta as mulheres de forma individual. A falta de confiança é um obstáculo para muitas na busca pela sua independência. Esse fenômeno pode ser chamado de “síndrome da impostora” e leva mulheres a questionarem sua capacidade todos os dias, em casa ou no trabalho’’.

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Para Fagundes, a falta de oportunidades no mercado pressiona mulheres a continuarem em relações abusivas e degradantes. “Mulheres com poder de decisão sobre a própria vida costumam ser também independentes financeiramente’’, declara.


Por mais que não existam dados nacionais sobre a violência patrimonial, o Dossiê da Mulher, produzido no Rio de Janeiro, conseguiu datificar as problemáticas em torno desse crime. De acordo com a análise, que é realizada anualmente no estado carioca, 79,3% dos casos dessa violência foram praticados dentro de casa.

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres
Foto: André Leonardo

Furto de documentos é uma forma de violência patrimonial que tenta apagar a liberdade e identidade de mulheres

Entre os tipos de crime, 50,4% foram de dano, 41,8% foram violação de domicílio e 8,8% foram de roubo de documentos.

Uma das mulheres que tiveram de lidar com a violência patrimonial foi a vendedora C.I*. O crime aconteceu sem que ela percebesse: ‘’Eu tinha um relacionamento há 6 anos e era casada há 3 anos. Um dia, eu saí para trabalhar e, quando retornei, ele tinha vendido todas as minhas coisas’’, diz. “Ele sumiu com tudo, só estavam minhas roupas por lá’’.

O parceiro, na época, chegou a deixar os filhos de C.I* passarem fome. Depois dessa situação, ela percebeu que precisava terminar a relação. ‘’Foi aí que eu dei um basta em tudo’’.

Para a matriarca, é necessário muita força e coragem para conseguir ser independente. ‘’Seja forte e corajosa para dar um basta. Pode parecer o fim, pode parecer que nada mais tem faz sentido e que a dor nunca vai passar. Com o tempo, eu juro que a dor vai embora’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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