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8 dicas importantes e simples para praticar o turismo sustentável

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Aprenda a praticar o turismo sustentável
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Aprenda a praticar o turismo sustentável

O turismo sustentável é um conceito que abrange uma experiência turística completa que se preocupa com as questões econômicas, sociais e ambientais. A modalidade se atenta à melhoria das experiências dos turistas e ao atendimento das necessidades das comunidades locais, preservando a cultura local e impulsionando a cultura regional. Com o aumento do número de viagens e turistas, é necessário que o turismo se transforme em um setor mais sustentável e gere menos impactos negativos para as pessoas e para os planeta.

Pensando nisso, é possível ter comportamentos mais sustentáveis quando for viajar para ajudar a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento de econômico regional. O tema ambiental é um dos assuntos que estão sendo mais debatidos atualmente , justamente porque há um alerta que mostra índices de crise climática, desmatamento , extinção de espécies entre outras coisas que precisam de atenção. 

Em 2019 houve um recorde de 1,4 bilhão de viagens internacionais (isso sem contar o turismo doméstico em cada país). A estimativa é que esse número alcance 1,8 bilhão em 2030. O setor do turismo é responsável por mais de 10% do PIB mundial e um em cada 10 empregos no planeta. Os dados são da Organização Mundial do Turismo (OMT).

Vale lembrar que o turismo sustentável, embora seja muito atrelado ao ecoturismo , é mais amplo. Apesar de terem a preservação ambiental como base, há diferenças. Para contribuir com a preservação da cultura, espécies e impulsionamento da economia local, separamos dicas. Algumas delas merecem ser adotadas também no cotidiano, não só em viagens.

Escolha do destino

Quando for viajar procure por locais onde a ação do mercado turístico não impacte de maneira negativa o ambiente natural e o desenvolvimento das comunidades locais. Prefira ir para locais onde os Diretos Humanos são respeitados, a economia e a produção local seja valorizada e as espécies respeitadas.

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Locomoção

Escolha o veículo que será feito a viagem. Se for viajar de avião, saiba que é o meio de transporte que mais produz CO2 (o gás carbônico é um dos principais responsáveis pelo agravamento da crise climática, pois interfere diretamente na camada de ozônio). Caso não seja possível ir de outra forma, tente usar veículos mais sustentáveis no destino final, como bicicletas, transporte público (trem, metrô, ônibus) ou alugue um carro que seja elétrico, híbrido ou a etanol.

Entretanto, cabe ainda fazer uma pesquisa para descobrir ações sustentáveis que algumas companhias aéreas adotam para diminuir o impacto dos voos. Há companhias que utilizam o biocombustível e investem nas calculadoras de carbono para diminuir os impactos ambientais.

Acomodação

Para as acomodações, prefira ficar em lugares que prezem pela sustentabilidade , seja um hotel, hostel ou pousada. Para isso, descubra se o local adota medidas como: sistema de gestão de resíduos eficiente, como a compostagem; reutilização de água da chuva; uso de energia solar; valorização dos alimentos produzidos por produtores locais; iluminação de LED; sensores de presença; descarga de duplo acionamento; jardins no entorno e na cobertura; cardápio vegano e orgânico e aparelhos eletrônicos de baixo consumo de energia.

Economize recursos

Além disso, economize a água e a energia elétrica, seja no banho ou ao pedir para lavar toalhas e trocar as roupas de cama. Não opte pela troca diária, mas semanal. Caso a estadia tenha ar-condicionar, não deixe ele ligado por muito tempo ou sem motivo, assim como os aparelhos eletrônicos ligados na tomada.

Produção local

No dia a dia, para aproveitar a viajar, sempre busque valorizar os produtores locais. Contribuir com a cultura e a gastronomia local é uma forma de movimentar a economia da região, fazendo com que ela se desenvolva. Ao comprar lembrancinhas, prefira gastar com os artistas locais; mas também observe o material usado em sua produção. Escolha sempre um objeto que não cause ou causou dano ao meio ambiente para ser feito.

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Alimentação

Vá em restaurantes locais e orgânicos. Sempre que for comer, vise ajudar as famílias com comércios locais. Além de ajudar a economia da região, essa ação também contribui para o sustento das pessoas que moram ali. Na hora de se alimentar, sirva-se apenas do necessário para evitar o desperdício.

Cultura e vida selvagem

Respeite sempre a cultura regional e a vida selvagem do ambiente. Alguns turistas sonham em ter uma experiência turística nadando com golfinhos, montando em elefantes, tirando fotos com tigres ou camelos. Porém, essas ações podem ser feitas de forma danosa ao animal. Por isso, é recomendado que se visite lugares que protegem esses animais, não que os use como atrativo turístico apenas. Fique atento e sempre faça perguntas sobre a administração do lugar.

Reduza o uso de plástico

Escolha sempre utilizar menos plásticos. Saia sempre com copo ou garrafas reutilizáveis. Canudos de papel ou de metal também são boas opções. Além disso, não exagere nas compras, pois o consumo impacta diretamente no meio ambiente. Caso queria comprar roupas, escolha ir em brechós locais. Sempre recolha seu lixo.

Não leve conchas, pedras, animais, plantas ou coisas da natureza local. Isso desequilibra o ecossistema.

Ao adotar esses conselhos, o viajante aprenderá com a cultura e o destino escolhido sem causar danos ao meio ambiente e à cultura local. Além disso, o turista ajuda com desenvolvimento sustentável e econômico da região visitada.

Algumas opções de destinos sustentáveis internacionais  são: Seychelles (África), República de Palau (Oceania), Costa Rica (América Central), Holanda (Países Baixos), Butão (Ásia), Aruba (Caribe) e Nova Zelândia (Oceania). Entre os nacionais estão: Bonito (Mato Grosso do Sul), Gramado e Canela (Rio Grande do Sul), Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca (Minas Gerais), Miranda (Mato Grosso do Sul) e Vale do Ribeira (São Paulo). 

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Fonte: IG Turismo

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Descubra como aproveitar a temporada de pesca esportiva no Amazonas

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Turismo de pesca na Amazônia
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Turismo de pesca na Amazônia

As mortes do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, em junho, revelaram um retrato perverso da pesca ilegal na Amazônia. Mas a atividade na região não é necessariamente criminosa e predatória. A pesca esportiva ajuda a garantir a preservação das principais espécies de lá, como o tucunaré, o pirarucu, a pirarara e a piraíba.

Esse tipo de turismo é a principal atividade econômica para Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro, municípios do Amazonas que são os principais destinos da prática no Brasil, com uma temporada que vai de setembro a março.

“A pesca esportiva, hoje, é fundamental para a sobrevivência dos municípios da calha do Rio Negro. As operações de pesca, em barcos hotéis, pousadas ou acampamentos, geram cerca de cinco mil empregos diretos e indiretos”, explica Alexandre Arruda, o Mega, presidente da Abot (Associação Barcelense dos Operadores de Turismo), que reúne 90% das operações naquela região.

Expectativa em alta

O otimismo é grande para a temporada de pesca esportiva que está prestes a começar, na primeira semana de setembro. Após dois anos seguidos de pandemia, o número de turistas já está perto dos melhores períodos anteriores à Covid-19, quando a taxa de ocupação das operações do ramo beirou os 100%.

Os pacotes para uma semana inteira de pesca nas operadoras legalmente registradas começam a partir de R$ 5 mil (em acampamentos), passando pela média de R$ 9 mil (em barcos hotéis), e chegando a pouco mais de R$ 20 mil (pousadas). Normalmente, os preços incluem hospedagem nos dias de pesca com pensão completa, bebidas, gasolina, guia e barcos (voadeiras). A ideia do sistema all-inclusive é deixar o turista se preocupar apenas em fisgar um peixe, fotografar e soltar seus troféus; como um sonhado tucunaré-açu acima de 80 centímetros ou uma gigante piraíba de dois metros.

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Dias cheios

Um dia da atividade na região do Rio Negro começa bem cedo. Às 5h30, o café está na mesa com pães, bolos, tapioca e sucos típicos, como graviola, taperebá e cupuaçu. Os pescadores saem em duplas nas voadeiras, abastecidas com bebidas e tira-gostos, e vão buscar os pontos de pesca. Por volta do meio-dia, há uma parada para almoço. Há a possibilidade de comer em praias ou voltar para a pousada, acampamento ou barco hotel. A pescaria continua até as 18h, com retorno das voadeiras para a base. Antes do jantar, é hora da resenha e de muitas histórias (verdadeiras ou não). Essa rotina se repete por cinco ou seis dias, de acordo com o pacote contratado. Um dos dias mais esperados pelos turistas é o do luau, quando a operação organiza um churrasco à noite numa praia, com visual inesquecível ao entardecer.

A prática e a conservação

A expansão da pesca esportiva no Brasil vem sendo o caminho para garantir a preservação das espécies na região e em outros ecossistemas, como Pantanal, Araguaia e represas do Sudeste e do Sul. O sistema de pesque e solte é obrigatório nas operações ligadas à Abot e nas operações legais de Santa Isabel.

“Desde sua criação, em 2012, a Abot sempre procurou formar parcerias com a prefeitura, órgãos de fiscalização, associações e com as comunidades ribeirinhas para combater a pesca predatória”, diz Mega. “Hoje, há na região a consciência de que o peixe vivo vale mais. O peixe morto é vendido uma vez, a preço pequeno. O peixe vivo atrai os turistas todos os anos”, completa. 

Além da pescaria, os turistas ainda têm a oportunidade de conhecer partes remotas e praticamente intactas da Amazônia. Os barcos hotéis ainda têm a vantagem de percorrer longos trechos do Rio Negro e afluentes diante de mata preservada e muitos animais, com direito a jacarés, revoadas de araras, tucanos, papagaios e, com sorte, onças.

Turismo de pesca na Amazônia
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Turismo de pesca na Amazônia

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Operações

Kalua Barco Hotel. Opera com dois barcos hotéis a partir de Barcelos e Santa Isabel. Tem exclusividade no Rio Jurubaxi, afluente do Rio Negro. Os barcos oferecem camarotes duplos com ar-condicionado e banheiro. Contato: (92) 98199-0641. Instagram: @kaluabarcohotel.

Zaltana. Opera a partir de Santa Isabel em barco hotel com cabines duplas, ar-condicionado e banheiro. Contato: (11) 99327-8894. Instagram: @barcozaltana

Amazon Lord. Opera a partir de Barcelos e Nova Olinda em três barcos com cabines duplas, ar-condicionado e banheiro. Contato: (11) 98991-8990. Instagram: @amazonlord.oficial.

Santana Rio Negro Lodge. A pousada possui 20 apartamentos com ar-condicionado e banheiro. Fica numa região entre Barcelos e Santa Isabel. Contato: (92) 99221-7219. Instagram: @rionegrolodge.

Amazon Xplor. Opera num hotel recém-construído na área do Rio Arirarrá, afluente do Negro. Contato: (92) 98530-4867. Instagram: @amazonxplor.

Angatu. Opera a partir de Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro em três barcos com cabines duplas, ar-condicionado e banheiro. Contato: (16) 99773-6639. Instagram: @barcosangatu.

Tayaçu. Opera a partir de Santa Isabel em dois barcos com cabines duplas, ar-condicionado e banheiro. Contato: (11) 98294-2464. Instagram: @tayacu2.

Princesa Amazônia. Opera em dois barcos hotéis a partir de Barcelos e Santa Isabel com cabines duplas, ar-condicionado e banheiro. Contato: (97) 99163-7522. Instagram: @princesaamazonia.

Julyana tur. Opera em barco hotel a partir de Barcelos com cabines duplas, ar-condicionado e banheiro. Contato: (92) 99193-5135. Instagram: @julyana_tur.

Sauadaua Pesca Esportiva e Ecoturismo. Opera em acampamento. Contato: +55 97 99143-6649. Instagram: @allengadelha. 

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Fonte: IG Turismo

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