O empresário e ativista Regis Cardoso, da família Calvi Cardoso, divulgou um vídeo nas redes sociais em que faz duras críticas à política de segurança pública do país e alerta para o que classifica como uma epidemia de violência contra a mulher no Brasil.
Logo no início da gravação, Cardoso convoca o público para o tema.
“Se você é mulher, ou se importa com uma, fica nesse vídeo”, diz. Em seguida, afirma que o país vive um dos piores momentos da última década no enfrentamento à violência de gênero, apesar de discursos oficiais que prometiam prioridade e proteção às mulheres.
Segundo ele, os números são alarmantes. Cardoso cita que em 2024 o Brasil teria registrado cerca de 1.464 feminicídios e que em 2025 esse número teria subido para 1.470, o que representaria, em suas palavras, uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. Para o ativista, trata-se do maior índice em dez anos. Ele também menciona o aumento de crimes sexuais, afirmando que o país registra um estupro a cada dois minutos.
“O Estado falha em prevenir e falha em proteger”, afirma. Regis Cardoso aponta como exemplo a lei que leva o nome de sua família, Calvi Cardoso, que prevê a criação de um cadastro de predadores sexuais. De acordo com ele, a legislação já foi aprovada, mas ainda não teria sido aplicada, mesmo após mais de um ano.
No vídeo, Cardoso critica o que chama de distância entre discurso e realidade.
“Não adianta criar ministério e fazer propaganda se as mulheres continuam morrendo no maior nível da década”, declara. Para ele, o combate à violência exige ações concretas, como orçamento adequado, policiamento ostensivo e leis que funcionem de fato.
Ao final, Regis Cardoso faz um apelo direto às autoridades. “A mulher brasileira não aguenta mais ser estatística de um governo que fala muito e protege pouco. Exigimos segurança de verdade, não apenas promessa de ano eleitoral”, conclui.






























