Investigações da Polícia Federal apontam possíveis crimes em 14 processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo que 10 estão ligados a Mato Grosso. As suspeitas incluem corrupção ativa, passiva, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional. A apuração começou após análise de dados extraídos do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em Cuiabá em 2023.
Até o momento, um empresário foi preso, identificado como Anderson Gonçalves, e cinco servidores públicos foram afastados. As suspeitas recaem sobre assessores de gabinetes dos ministros Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Og Fernandes, mas não há indícios de que os ministros estejam diretamente envolvidos.
Os processos sob investigação incluem disputas de terras, contratos empresariais e ações envolvendo grandes corporações, como a DuPont e bancos como Santander e Bradesco. Segundo a PF, ainda há muitos dados a serem analisados, e novas informações podem revelar mais envolvidos.
De acordo com o delegado Marco Bontempo, a investigação está em fase inicial. Ele destacou que ainda não se pode descartar o possível envolvimento de magistrados de diferentes instâncias. “É prematuro descartar conexões com outros atores no Judiciário”, afirmou.
Os crimes apontados refletem o uso indevido de informações sigilosas e influência em processos judiciais para favorecer partes específicas. A investigação segue em sigilo, mas promete desdobramentos importantes, especialmente considerando o impacto dos casos em Mato Grosso.

































