Depois de um processo que se arrastou por década e meia, terminou na noite desta sexta-feira o julgamento de Antônio Escobar, acusado pelos crimes que vitimaram a menina Sara, de apenas 5 anos, em 2010. O caso, que mobilizou Sorriso, o estado de Mato Grosso e repercutiu em todo o país, chegou ao fim com a condenação do réu a 45 anos de prisão pelos crimes de estupro, homicídio e ocultação de cadáver.
Mãe de Sara diz que pena não repara a dor, mas representa alívio
A mãe da criança acompanhou todo o julgamento e, muito emocionada, falou sobre a sensação de ver o caso finalmente concluído após tantos anos. Para ela, nenhuma punição é capaz de dimensionar o sofrimento vivido desde o desaparecimento da filha.
“Pelo que passei durante 15 anos, acho pouco. Mas acredito que agora ele não vai mais fazer mal à filha de ninguém. A justiça da minha filha foi feita.”
Ela relatou ainda que sempre teve a certeza de que não descansaria enquanto não visse o julgamento acontecer:
“Hoje, graças a Deus, a justiça aconteceu.”
Promotor destaca persistência das autoridades durante todo o processo
O promotor Fernando Pipino, que atuou no caso, afirmou que o encerramento do julgamento representa o resultado de anos de trabalho contínuo de várias instituições.
“Foram 15 anos até essa resposta. Demorou, mas nem a Polícia Judiciária Civil, nem o Ministério Público desistiram em momento algum. O esforço sempre foi no sentido de encontrar a verdade.”
Pipino explicou que foi somente em 2020 que todas as provas reunidas permitiram esclarecer definitvamente a autoria dos crimes, impulsionando o processo para as etapas seguintes.
Após sua chegada a Sorriso, em 2025, o promotor assumiu a responsabilidade direta sobre o caso:
“Foi um dos primeiros processos que recebi. Eu mesmo apresentei a denúncia e seguimos por anos entre fases processuais, recursos e análises até chegar ao Tribunal do Júri. A decisão de hoje confirma o que sempre esteve claro.”
Ele também reafirmou que nunca houve dúvida sobre quem praticou os crimes contra a criança:
“Desde o início da persecução penal não houve qualquer incerteza sobre a autoria. Ele foi responsável pelo estupro, pelo homicídio e pela ocultação do corpo.”
Sentença
A pena de 45 anos foi definida de acordo com os critérios legais, após análise das circunstâncias de cada crime por parte do juiz-presidente do Tribunal do Júri.






























