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Áreas indígenas na Amazônia que vinham se mantendo sem destruição há dez anos entram no mapa do desmatamento criminoso deste ano

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Quatro terras indígenas, localizadas no Amazonas e que vinham se mantendo intactas há uma década, entraram no mapa do desmatamento deste ano.

Os dados foram registrados pelo sistema SAD, do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e divulgados pelo Observatório da BR-319(foto), um conjunto de organizações não-governamentais que monitora unidades de conservação e terras indígenas no entorno da rodovia que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM).

A devastação na região, que é uma das mais bem preservadas da Amazônia, acontece em meio ao aumento das taxas de desmatamento na floresta neste ano, e, segundo as entidades, pode estar relacionada à melhora da trafegabilidade da rodovia, uma das promessas de campanha do Presidente, Jair Bolsonaro.

As quatro terras indígenas que foram alvo de desmatamento após 10 anos, segundo o levantamento, foram: TI Alto Sepatini (em Lábrea), Paumari do Cuniuá (Tapauá), Paumari do Lago Manissuã (Tapauá) e Setema (Borba e Novo Aripuanã). Nelas, vivem aproximadamente 400 indígenas de diferentes etnias, como o povo Apurinã e Paumari.

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De acordo com os dados, o desmatamento nas quatro terras indígenas foi relativamente pequeno (9 hectares), mas, considerando a ausência de destruição da floresta nos 10 anos anteriores, o registro é visto com cautela.

— Esse registro é inédito desde o início do monitoramento dessas áreas, em janeiro de 2010, então é correto dizer que essas terras estavam preservadas há pelo menos 10 anos e agora apareceram no mapa de desmatamento, devendo ser um foco de atenção nos monitoramentos dos próximos meses — disse a pesquisadora Paula Guarido, do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), uma das entidades que faz parte do observatório.

O desmatamento em terras indígenas se transformou em padrão nos últimos anos e, em 2020, atingiu níveis que vêm preocupando entidades que atuam na defesa do meio ambiente. Segundo um relatório divulgado pela organização não-governamental Greenpeace em maio deste ano, o desmatamento em terras indígenas aumento 64% nos primeiros quatro meses,  de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Otavio Ventureli(da redação)

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Dois homens sofrem acidente durante a escavação de uma fossa um consegue sair a tempo e o outro morre apesar dos esforços do Corpo de Bombeiros

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Um homem de 45 anos morreu após ter sido soterrado durante a construção de uma fossa no município de Nova Olímpia,  distante 34 quilômetros de Tangará da Serra, próximo a Serra Tapirapuã. A Polícia investiga o acidente ocorrido na terça(22)

A vítima identificada apenas como R.M estava auxiliando em uma escavação no local com outro amigo. Em seguida, os dois caíram no buraco, no entanto o colega conseguiu sair da fossa antes da terra desabar em cima da vítima.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para ir até o local e com o apoio de um caminhão de limpeza, tentaram aspirar líquido que continha no local para liberar as vias aéreas da vítima, no entanto ele não resistiu e faleceu.

Após horas de trabalho, contando com auxílio da pá-carregadeira, o corpo foi retirado e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia.

 

Otavio Ventureli(da redação com hntnoticias)

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