A cidade de Rondonópolis, no sul de Mato Grosso, acaba de ganhar um novo símbolo. A iguana foi escolhida pela atual gestão, comandada pelo prefeito Cláudio Ferreira, para representar oficialmente o município como seu mascote. A iniciativa busca valorizar a identidade local, associando a cidade à fauna típica da região e à sua paisagem histórica.
Inspirado pela proposta, o artista plástico rondonopolitano Wander Melo produziu a tela “Iguana no Casario”, que sintetiza elementos marcantes do município. A obra destaca, em primeiro plano, a iguana, símbolo da nova representação municipal. Ao fundo, aparece o Casario, local histórico que marca a chegada das primeiras embarcações à cidade pelo Rio Vermelho — outro ícone de Rondonópolis. A ponte sobre o rio também está representada na pintura, reforçando o caráter simbólico e afetivo da paisagem.
“Quando soube da escolha da iguana como mascote, senti que era o momento certo de produzir essa tela, destacando não só o animal, mas também o Casario, esse marco histórico que faz parte da memória de Rondonópolis”, explica Wander Melo. Para o artista, a obra é uma homenagem à cidade e um registro visual de sua identidade.
Wander Melo é desenhista, pintor e objetista com uma trajetória consolidada no cenário artístico mato-grossense e nacional. Natural de Rondonópolis, participou pela primeira vez do Salão Jovem Arte Mato-grossense em 1978 e, ao longo dos anos, marcou presença em várias edições do evento. Em 1998, foi agraciado com o “Prêmio Destaque” na 18ª edição do salão. Com mais de quatro décadas dedicadas à pintura, Melo realizou exposições individuais e coletivas em diversos estados brasileiros. Sua produção artística transita entre questões sociais e ecológicas — com foco nos biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia — e o registro de cenas do cotidiano e de fatos históricos.
A adoção da iguana como mascote reforça a relação de Rondonópolis com a natureza e sua história, ao mesmo tempo em que inspira produções artísticas que ampliam o repertório cultural da cidade. A tela “Iguana no Casario” é, assim, um exemplo dessa convergência entre arte, identidade e preservação da memória.





























