O caso do cachorro Ted, que sofreu queimaduras graves durante um atendimento em um pet shop de Cuiabá, acendeu um alerta sobre a segurança e os protocolos adotados em estabelecimentos de banho e tosa. O animal teria sofrido queimaduras de segundo grau após, supostamente, ser esquecido dentro de uma máquina de secagem.
O episódio ocorreu em um estabelecimento localizado no bairro Jardim das Palmeiras e está sendo investigado pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) por maus-tratos e omissão de cautela na guarda de animais.
Diante da repercussão do caso, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso, Aruaque Lotufo, reforçou a necessidade de fiscalização e da presença de um médico veterinário responsável técnico nos pet shops.
“A presença do médico veterinário é fundamental para orientar as equipes, prevenir intercorrências e garantir que os animais sejam manejados com segurança, responsabilidade e respeito ao bem-estar. Casos como o do Ted reforçam a importância de protocolos claros e da atuação técnica nos estabelecimentos que lidam diretamente com animais”, afirmou.
Segundo o CRMV-MT, o responsável técnico é o profissional encarregado de criar e fiscalizar protocolos de segurança dentro dos estabelecimentos, incluindo manejo adequado dos animais, prevenção de acidentes e identificação de sinais de estresse ou doenças.
Entre as orientações técnicas estão os cuidados com o uso correto de sopradores e secadoras, além de medidas para evitar fugas, lesões e situações de maus-tratos.
O conselho também alerta os tutores para que observem alguns critérios antes de contratar serviços de banho e tosa. Uma das recomendações é verificar se o estabelecimento possui placa visível informando o nome e o registro do médico veterinário responsável.
Além disso, é importante avaliar as condições de higiene, a estrutura do local e se o pet shop possui protocolos de emergência em caso de acidentes ou problemas de saúde durante o atendimento.
Embora pet shops voltados exclusivamente para estética animal não sejam obrigados a possuir registro empresarial junto ao Conselho Federal de Medicina Veterinária, a legislação determina que eles devem contar com um médico veterinário responsável técnico registrado no CRMV.
O CRMV-MT também reforçou que casos de suspeita de maus-tratos, negligência ou irregularidades devem ser denunciados às autoridades competentes, como a Delegacia Especializada do Meio Ambiente, Polícia Militar ou Disque-Denúncia.
O caso de Ted gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a fiscalização dos serviços prestados aos animais de estimação, além da necessidade de maior rigor nos protocolos de segurança dentro dos pet shops.
































