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Condenado pela Chacina de Sinop tem pena reduzida após participar de atividades educacionais na PCE

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O detento Edgar Ricardo de Oliveira, condenado a mais de 100 anos de prisão pela chacina que matou sete pessoas em Sinop, conseguiu reduzir 15 dias de sua pena após comprovar participação em atividades educacionais dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. A decisão é do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, da 2ª Vara Criminal da Capital, e foi assinada no último dia 11.

Segundo a determinação judicial, Edgar completou 180 horas/aula enquanto cumpre pena em isolamento na unidade prisional, o que lhe garantiu o direito à remição – mecanismo legal que permite diminuir parte da pena por estudo ou trabalho.

Condenação por crime de grande repercussão

Em outubro de 2024, Edgar foi sentenciado a 136 anos de prisão, em regime fechado, pelos homicídios ocorridos em fevereiro de 2023, episódio que ficou conhecido como Chacina de Sinop. Na ocasião, sete pessoas foram assassinadas a tiros dentro de um bar após o réu perder apostas em partidas de sinuca.

As vítimas foram identificadas como Maciel Bruno de Andrade Costa, Orisberto Pereira Sousa, Elizeu Santos da Silva, Getúlio Rodrigues Frazão Júnior, Josue Ramos Tenorio, Adriano Balbinote e Larissa, uma menina de 12 anos que foi atingida pelas costas enquanto tentava fugir.

Como ocorreu o crime

Conforme a denúncia do Ministério Público, na manhã de 21 de fevereiro de 2023, Edgar e seu comparsa Ezequias Ribeiro apostaram dinheiro em jogos de sinuca no Bruno Snooker Bar e perderam aproximadamente R$ 4 mil para Getúlio Frazão.

Horas depois, a dupla retornou ao local e convidou Getúlio para novas partidas, novamente apostando dinheiro. Após nova derrota, Edgar teria se exaltado, arremessado o taco sobre a mesa e dado o sinal para que Ezequias sacasse uma arma, rendendo quem estava no bar.

Enquanto os clientes eram encurralados, Edgar foi até a caminhonete, pegou uma espingarda e voltou para o interior do estabelecimento, onde iniciou os disparos. Maciel e Orisberto foram os primeiros alvejados. Em seguida, Elizeu, Getúlio e Josue também foram atingidos. Adriano e a adolescente Larissa tentaram correr, mas acabaram baleados.

De acordo com a investigação, algumas das vítimas chegaram a ser atingidas novamente quando já estavam caídas no chão.

A decisão que concede a remição de pena não altera o regime prisional do condenado, mas será registrada no processo de execução penal.

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