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Deputado apresenta moção de repúdio contra atuação do GEFRON que resultou na morte de um grupo de índios da etnia chuiquitanos

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O deputado Valdir Barranco, apresentou nesta quarta-feira (02) uma moção de repúdio pela morte de quatro indígenas chiquitanos, em Cáceres MT.

Na data, o grupo foi morto durante uma ação do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).

De acordo com o parlamentar, o ato de ‘violência irresponsável’ executado pelo Gefron contra os indígenas apresenta, inclusive, indícios de tortura. Informações apresentadas pelo deputado na moção de repúdio apontam que dois homens do grupo estavam com orelhas cortadas e dentes quebrados.

Identificados como Arcindo Sumbre García, Paulo Pedraza Chore, Yonas Pedraza Tosube e Ezequiel Pedraza Tosube Lopez, os indígenas estariam retomando de uma caçada realizada próxima à cidade de San Matías, portando em suas mochilas peças de carne secas de animais.

“Busco, além de justiça, uma reparação do Estado brasileiro que retirou da comunidade quatro adultos que eram fundamentais no sustento das famílias e de toda a aldeia localizada no município boliviano de San José de la Frontera”, apontou o deputado.

Conforme boletim de ocorrência registrado na época do fato, haveria nove suspeitos na ocorrência que avançaram com os policiais. Os homens, todos em uma região de mata, estariam transportando drogas para a Bolívia. Na ação, quatro pessoas foram mortas e o restante fugiu.

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Junto aos indígenas os policiais localizaram quatro armas de fogo e diversas munições. Contudo, nenhuma droga foi localizada, fato destacado também pela moção de repúdio, uma vez que os entorpecentes seriam o motivo da ação policial.

O  Gefron apontou que uma investigação sobre o caso está em curso e que não foi realizada qualquer tipo de ação em desfavor dos policiais que atuaram na ocorrência.  O  grupo de fronteira também disse que os suspeitos que teriam fugido já foram identificados.

 

Otavio Ventureli(da redação com GD)

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Tão comuns nos tempos atuais comentários de ódio postados em redes sociais afetam psicologicamente as pessoas afirmam espacialistas

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Viver conectado é quase uma necessidade nos dias atuais. Quase não há mais separação do mundo virtual para o real. Estamos conectados 24 horas por dia.

A internet tornou-se uma ferramenta essencial para a maior parte da população. É um espaço democrático, onde podemos expressar opiniões.

Mas, também se tornou um local de ataques e disseminação de ódio. Quem faz comentários maldosos na internet são chamados de ‘haters’.

O ‘hate’ é um termo em inglês que na linguagem tecnológica significa “pessoa que posta mensagem de ódio na internet”. Podendo ser para uma pessoa específica ou um grupo.

O ódio sempre foi um sentimento existente. Porém, ele foi potencializado com a chegada e popularização da internet, principalmente, no Brasil.

Os ataques virtuais têm se tornado cada vez mais frequentes. Qualquer pessoa está passiva a esse tipo de ato. Entre os principais alvos dos haters, estão às pessoas públicas.

A Dra. Crhisttiane. psicóloga explicou o por que às pessoas estão com um comportamento cada vez mais agressivo na internet.

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Para a especialista Christiane Bianchi, a conduta “pode ser pelo fato delas se sentirem impotente e com uma necessidade de se imporem sobre as outras pessoas”.

Conforme a psicóloga, as pessoas entendem que devemos ter um bom comportamento apenas no offline, ou seja, fora da internet, na vida real.

“Já estamos acostumados com a ideia de que nosso comportamento deve obedecer às regras sociais no presencial. Mas, ainda tem muitas pessoas que não perceberam que as regras também valem para as redes sociais”, afirmou a psicóloga.

Para Cristiane Bianchi, as redes sociais acabam encorajando as pessoas em posições extremas, a se sentirem mais confiantes para expressarem o que pensam, o que pode afetar gravemente o psicológico para quem é dirigido os comentários de ódio.

“Quando o indivíduo tem interação com o cyberbullying, os danos à saúde mental são muito graves”.

Há leis que punem o Cyberbullying no Brasil. Termo que define a prática do bullying nas redes sociais. O artigo 147-A da Lei 14,132 de 2021  diz que “perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade” é crime de assédio on-line, com pena de reclusão de seis (06)  meses a dois (02) anos.

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Todos nós podemos ser um hater. Discordar de uma publicação ou comentário com outro comentário maldoso é estar disseminando ódio na internet.

 

Otavio Ventureli(da redação com GD)

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