Em uma entrevista nesta quarta-feira (25.07), o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) detalhou a decisão de manter o ex-genro, Romero Xavier, próximo à família como parte da estratégia para esclarecer o assassinato de sua filha, Raquel Maziero Cattani Xavier. Raquel, produtora rural, foi brutalmente assassinada com mais de 30 facadas em sua propriedade na zona rural de Pontal do Marape, em Nova Mutum, a 240 km de Cuiabá.
Cattani revelou que sempre teve dúvidas sobre Xavier, que é acusado de ser o mandante do crime. Embora inicialmente o deputado tenha defendido o ex-genro nas redes sociais, essa postura visava ajudar na resolução do caso, uma vez que Xavier apresentava álibis aparentemente sólidos.
“Sempre tivemos dúvidas, porque a polícia fez o que devia. Precisávamos permitir que as investigações prosseguissem para obter sucesso. O álibi dele parecia forte, tanto que ele não estava aqui. Ele foi tão covarde que nem mesmo a execução direta do crime ele teve coragem de fazer”, comentou Cattani ao Jornal da Cultura.
A decisão de manter Xavier próximo foi crucial para a resolução do caso. “Ele não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo, então por isso a polícia o liberou temporariamente. Mas nossa necessidade era de mantê-lo próximo”, explicou o deputado. A prisão de Xavier e dos envolvidos foi vista como uma resposta justa à violência contra sua filha.
“Não vou dizer que isso traz conforto, pois nada pode realmente confortar a gente nesse momento, mas oferece um pouco mais de confiança nas nossas forças de segurança. Temos a resposta sobre quem cometeu o crime, mas isso não muda o que aconteceu. Infelizmente”, concluiu Cattani.
































