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Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é celebrado nesta sexta-feira

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Instituído no ano de 2007 pela Lei 11.635, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é celebrado anualmente em 21 de janeiro. A data tem o objetivo de reforçar o princípio constitucional do respeito à diversidade religiosa e engajar a população na luta conta todo tipo de discriminação e preconceito religioso.

Além de a Constituição Federal assegurar a liberdade de crença, no Brasil a intolerância religiosa é considerada crime, previsto no artigo 20 da Lei 7.716/89. Mesmo assim, a questão requer atenção e é tema de diversas proposições apresentadas em nível nacional, estadual e municipal.

Em Mato Grosso, está em tramitação o Projeto de Lei 1213/2021, apresentado pelo deputado estadual Allan Kardec (PDT), que cria subtítulo denominado “Intolerância Religiosa” nos registros de ocorrência da polícia civil do estado e dispõe sobre a produção e a divulgação de dados estatísticos pela Secretaria de Segurança Pública.

Conforme texto da proposta, as ocorrências policiais relacionadas a atos contra instituições religiosas ou seus praticantes, individualmente, quando em razão da religião professada, deverão ser classificadas como “Intolerância Religiosa”, independentemente do tipo penal tratado, estando ou não em concurso de crimes.

As estatísticas deverão ser utilizadas pela Secretaria de Segurança Pública, que realizará estudos específicos sobre os crimes que envolvam intolerância religiosa, objetivando analisar o fenômeno e propor alternativas para o combate à impunidade a estes crimes.

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“Conhecer os detalhes destes crimes contribuirá para um enfrentamento mais eficaz pelo Poder Público deste triste fenômeno”, diz trecho da justificativa apresentada pelo parlamentar junto ao projeto.

Também está em tramitação na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 1222/2019, de autoria do deputado Wilson Santos (PSDB), que determina a criação da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, no âmbito do estado de Mato Grosso.

Caso a proposta seja aprovada, a unidade ficará responsável por registrar, investigar, abrir inquérito e outros procedimentos necessários nos casos que envolvam violência ou discriminação contra as pessoas. Além disso, deverá disponibilizar uma linha telefônica 0800, com o objetivo de receber denúncias e informações sobre discriminação ou desrespeito à cidadania ou qualquer outro tipo de agressão.

“O preconceito deve ser combatido, seja ele de gênero, racial ou religioso. É preciso dar a devida atenção aos casos, pelo aumento constante de ocorrências do tipo. Sem uma delegacia especializada para atender estes tipos de ocorrência, muitos casos não são nem sequer registrados e outros mais graves não são investigados”, afirmou o deputado, ao apresentar a proposta.

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Maycow de Alvarenga, adepto ao Xamanismo, já foi vítima de preconceito religioso. “Já teve muitas vezes em que, por falta de informação ou por preconceito, pessoas com pouca instrução religiosa demonstraram atitudes de intolerância para com a minha fé. Mas, acredito que ao conversarem comigo e entenderem os fundamentos do que eu creio, o preconceito desaparece ou pelo menos diminui muito”, conta.

A falta de compreensão por parte de outras acerca da sua fé também já fez com que Giani Pinheiro sofresse certo tipo de discriminação em algumas ocasiões. Católica praticante, ela diz que muitas pessoas não compreendem muitas de suas escolhas.

“Quem não vivencia a minha fé, a minha religião, não entende as minhas opções, então por isso, muitas vezes, as pessoas me recriminam. Precisamos respeitar qualquer religião. Você faz as suas escolhas. Se você acha que isso vai te salvar, é uma decisão sua. Eu tenho a minha opinião e ela tem que ser respeitada, assim como eu respeito a sua”, ressalta.

Fonte: ALMT

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Tão comuns nos tempos atuais comentários de ódio postados em redes sociais afetam psicologicamente as pessoas afirmam espacialistas

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Viver conectado é quase uma necessidade nos dias atuais. Quase não há mais separação do mundo virtual para o real. Estamos conectados 24 horas por dia.

A internet tornou-se uma ferramenta essencial para a maior parte da população. É um espaço democrático, onde podemos expressar opiniões.

Mas, também se tornou um local de ataques e disseminação de ódio. Quem faz comentários maldosos na internet são chamados de ‘haters’.

O ‘hate’ é um termo em inglês que na linguagem tecnológica significa “pessoa que posta mensagem de ódio na internet”. Podendo ser para uma pessoa específica ou um grupo.

O ódio sempre foi um sentimento existente. Porém, ele foi potencializado com a chegada e popularização da internet, principalmente, no Brasil.

Os ataques virtuais têm se tornado cada vez mais frequentes. Qualquer pessoa está passiva a esse tipo de ato. Entre os principais alvos dos haters, estão às pessoas públicas.

A Dra. Crhisttiane. psicóloga explicou o por que às pessoas estão com um comportamento cada vez mais agressivo na internet.

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Para a especialista Christiane Bianchi, a conduta “pode ser pelo fato delas se sentirem impotente e com uma necessidade de se imporem sobre as outras pessoas”.

Conforme a psicóloga, as pessoas entendem que devemos ter um bom comportamento apenas no offline, ou seja, fora da internet, na vida real.

“Já estamos acostumados com a ideia de que nosso comportamento deve obedecer às regras sociais no presencial. Mas, ainda tem muitas pessoas que não perceberam que as regras também valem para as redes sociais”, afirmou a psicóloga.

Para Cristiane Bianchi, as redes sociais acabam encorajando as pessoas em posições extremas, a se sentirem mais confiantes para expressarem o que pensam, o que pode afetar gravemente o psicológico para quem é dirigido os comentários de ódio.

“Quando o indivíduo tem interação com o cyberbullying, os danos à saúde mental são muito graves”.

Há leis que punem o Cyberbullying no Brasil. Termo que define a prática do bullying nas redes sociais. O artigo 147-A da Lei 14,132 de 2021  diz que “perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade” é crime de assédio on-line, com pena de reclusão de seis (06)  meses a dois (02) anos.

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Todos nós podemos ser um hater. Discordar de uma publicação ou comentário com outro comentário maldoso é estar disseminando ódio na internet.

 

Otavio Ventureli(da redação com GD)

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