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Domingo (01): Mato Grosso registra 490.574 casos e 12.795 óbitos por Covid-19

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde deste domingo (01.08), 490.574 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 12.795 óbitos em decorrência do coronavírus no Estado.

Foram notificadas 261 novas confirmações de casos de coronavírus no Estado. Dos 490.574 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 10.416 estão em isolamento domiciliar e 465.859 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 406 internações em UTIs públicas e 269 em enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 68,12% para UTIs adulto e em 31% para enfermarias adultos.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (99.732), Rondonópolis (34.868), Várzea Grande (32.809), Sinop (23.554), Sorriso (17.156), Tangará da Serra (16.840), Lucas do Rio Verde (14.624), Primavera do Leste (13.033), Cáceres (10.685) e Barra do Garças (9.978).

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

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O documento ainda aponta que um total de 376.852 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 516 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

No sábado (31.07), o Governo Federal confirmou o total de 19.917.855 casos da Covid-19 no Brasil e 556.370 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país tinha 19.880.273 casos da Covid-19 no Brasil e 555.460 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados deste domingo (01.08).

Recomendações

Já existem vacinas para prevenir a infecção pelo novo coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

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– Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;
– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
– Evitar contato próximo com pessoas doentes;
– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;
– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Fonte: GOV MT

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Projeto registra e ensina cantos tradicionais da etnia wauja às novas gerações

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“Wauja Onapã – Canto Wauja” é idealizado e realizado pela aldeia Piyulaga-MT 

A música é uma expressão sagrada na cultura Wauja, o que motivou a aldeia Piyulaga, localizada no Território Indígena do Xingu, a criar o projeto Wauja Onapã, que tem por objetivo o registro e o ensino das tradicionais canções da etnia para as atuais e futuras gerações. A proposta foi contemplada no edital MT Nascentes, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) com recursos da Lei Aldir Blanc.

“Para o povo Wauja, a música está em todo lugar. Sem música não tem dança, não tem ritual, não tem cultura. A música traz a festa e a alegria inebriantes para todo o mundo e alegra também os apapaatai, os espíritos protetores de nossos recursos”, explica Piratá Waurá, um dos responsáveis pelo projeto realizado pela Associação Indígena Tulukai (AIT) com apoio do Instituto Homem Brasileiro (IHB).

A comunidade identificou que este conhecimento vem se tornando, apesar de sua imensurável relevância cultural, restrito aos anciões, o que coloca em risco a continuidade desta tradição. “É importante repassar esse conhecimento ancestral para as novas gerações. Estamos fazendo aulas de música com os professores e praticando a aprendizagem em pequenas cerimônias na comunidade”, relata Piratá.

Os Apaiyekene (professores/músicos/cantores) têm dado aulas para jovens aprendizes, e estes são avaliados durante festividades tradicionais nas quais as músicas possuem um sentido ritualístico. E além de aprender as canções, eles também vivenciaram a experiência de construir flautas, tambores (tõka) e chocalhos (wãu) com elementos tradicionais, como a cabaça e o bambu.

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Aliás, neste processo de coleta da matéria-prima até a confecção do produto final, tiveram que viajar de barco até a aldeia Kuikuro para recolher um bambu específico, pois este estava em falta na região, e aproveitaram para trazer mudas que irão garantir instrumentos para as futuras gerações.

E como a música tradicional é um conhecimento pautado pela oralidade, optou-se, também, em fazer registros audiovisuais para compor um material didático de apoio ao ensino wauja.“Com estes registros, os alunos podem assistir as aulas sempre que quiserem”, destaca Piratá.

Akari, Talakumai, Atakaho, Tarukaré, Yapatiama e Kalueuku são os únicos Apaiekene cantores da aldeia. E como algumas músicas já desapareceram e outras estão em vias de desaparecer, o projeto contribui para o reconhecimento da sua importância por parte da comunidade, reativando a memória coletiva e repassando um conhecimento em risco de extinção.

Kagapa e Yamurikumã

A diversidade musical da cultura wauja é muito rica, não por acaso os rituais são marcados pela forte presença dessa expressão artística. Recentemente, os jovens tiveram a oportunidade de aplicar o aprendizado das aulas em duas cerimônias tradicionais do povo Wauja. A festa Kagapa serviu para avaliar o desempenho dos rapazes, enquanto Yamurikumã é uma celebração destinada às mulheres.

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A Kagapa é constituída por mais de 80 músicas, cada uma com significado e história específicos. O cantor principal fica de pé cantando e tocando o chocalho, enquanto outro cantor fica sentado com o tambor acompanhando o ritmo. Os dançarinos acompanham as batidas do chocalho e do tambor.

Kagapa significa lambari, pois a cerimônia se realiza para o espírito deste peixe ficar alegre. “Quando o espírito do lambari não está contente, ele causa doença. O pajé vai reconhecer qual o espírito que está causando a doença e vai contar para o pessoal. O pajé vai fazer pajelança e a comunidade vai fazer a festa Kagapa para que o lambari não volte a prejudicar a saúde da pessoa”, revela Piratá.

Esta celebração, de acordo com a cosmologia wauja, alegra o espírito do lambari (apapaatai). Não por acaso todos participam dançando: homens, mulheres e crianças. E em algumas ocasiões, durante a celebração, também podem acontecer casamentos. Já o Yamurikumã é um ritual feminino no qual só mulheres cantam e dançam. Os cantos do Yamurikumã são os únicos que se destinam a jovens mulheres que tenham interesse em aprendê-los e tornarem-se cantoras. “O povo Wauja vem preservando suas tradições e conhecimentos, aprendendo através da prática e oralidade, escutando as histórias dos anciões, as músicas, memorizando e praticando, e assim levando nosso conhecimento milenar para as novas gerações”, conclui Piratá. —

Túlio Paniago

 

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