O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a decisão do governo federal de suspender a cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. Para ele, a medida tem motivação política e caráter eleitoral.
Segundo o prefeito, a retirada da cobrança ocorre após um período de arrecadação e em um momento estratégico, próximo às eleições de 2026. Ele afirmou que esse tipo de decisão seria usada para reduzir impactos econômicos e influenciar o cenário político.
“Ele arrecadou por um determinado tempo e agora, no período eleitoral, tira para não pesar tanto na eleição. Aí depois ele volta”, declarou Abilio.
O prefeito também relacionou a discussão tributária a medidas recentes envolvendo combustíveis, mencionando políticas de subsídio adotadas pelo governo federal para conter possíveis aumentos de preços em meio ao cenário internacional.
Na avaliação dele, essas ações fazem parte de um movimento comum em períodos eleitorais. “Cria-se a desculpa de que está dando uma isenção, uma redução tributária, alguma coisa assim. Passa a eleição e vai acontecer igual àquela época da Dilma, que fizeram isso e depois a Petrobras quase caiu”, afirmou.
Abilio ainda classificou o cenário como previsível em períodos de disputa eleitoral. “Acho que esse golpe em período eleitoral é natural e isso acontece”, completou.
Entenda a medida
A mudança anunciada pelo governo federal extingue a cobrança do imposto de importação de 20% para compras internacionais de até US$ 50 feitas por consumidores brasileiros. A alteração pode reduzir o preço final de produtos adquiridos em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, que operam dentro do programa Remessa Conforme.
Apesar da isenção federal, o ICMS de 17% segue sendo aplicado pelos estados. Já compras acima do limite de US$ 50 continuam sujeitas à tributação de 60%, mantendo diferenças no custo final conforme o valor do produto importado.































