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Várzea Grande: Famílias carentes da região do grande Cristo Rei recebem doações de roupas

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Para muitas famílias carentes a alimentação é mais que uma necessidade básica, o salário muitas vezes não dá para comprar o essencial, e o vestuário acaba se tornando um item de luxo. Pensando nisso, a direção do Centro de Referência em Assistência Social – CRAS – do bairro Cristo Rei, resolveu instalar na sede do órgão o ‘Guarda Roupa Solidário’, dando àqueles que precisam a oportunidade de levar para casa, peças de roupas (usadas, porém em boas condições).

Como explica a gerente do CRAS – Luciene da Silva Amaral, o ‘Guarda Roupa Solidário’ é um projeto que visa auxiliar famílias em extrema vulnerabilidade, que precisam de roupas e não tem condições de comprar se quer uma peça de vestuário. “Cada pessoa tem direito a cinco peças, e havendo a necessidade, podem levar um número maior. As roupas são doadas pela comunidade em geral, e a partir da entrega são colocadas em araras e varais e já podem ser retiradas sem que haja necessidade de cadastro ou inscrição”.

Luciene Amaral disse ainda que todos os dias o CRAS recebe essas doações, mas que os vestuários não ficam lá por muito tempo porque todos os dias tem uma família de um bairro do Cristo Rei, e de outras regiões à procura das peças de roupas. “As roupas infantis são as que mais têm saída, uma vez que as crianças crescem rápido e acabam perdendo as roupas com mais facilidade. Bermudas também saem bastante, aliás, tem aumentado muito a procura por roupas masculinas e eles próprios têm vindo ao CRAS para fazer a seleção da peça. Antes, a presença no local era de mulheres e crianças. Agora o público masculino tem sido percebido por vários dias da semana”.

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A Secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, destaca a importância do projeto, que além de alcance social, pois beneficia aqueles que realmente necessitam, é um ato de solidariedade, que foi ampliada, principalmente, neste período de pandemia, onde muitas famílias que já eram consideradas carentes foram afetadas ainda mais, tendo as suas necessidades aumentadas, ao ponto de não terem o que comer e vestir.

“Temos oferecido cestas básicas e agora estamos também com esse projeto de distribuições de roupas, que à princípio está sendo realizado na CRAS do bairro Cristo Rei, mas a nossa intenção é levar para outras unidades, por isso é essencial que a população que tenha condições de doar, que faça a sua doação na unidade ou quem não puder levar que ligue informando a sua localização, que a nossa equipe irá buscar”, explicou a secretária destacando que ajudar quem precisa nunca sai de moda.

Moradora do bairro da Manga, a aposentada Valdeci Pereira Matias, é usuária do CRAS – do Cristo Rei – e recebe mensalmente uma cesta básica que atende as necessidades de sua família. Sem condições de comprar roupas novas, ainda que a preços acessíveis, ela é uma que se dispõe desse benefício, e sempre vai à unidade à procura de peças para ela e seus netos. “Já levei para casa diversas roupas para mim e meus netos. São peças semi novas e que nos ajudam uma vez que não temos dinheiro para comprar. É importante que programas como esse existam, porque o que não serve mais para uns, serem para outros”.

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A dona de casa, Georgina Maria Damaceno também já levou para casa várias peças e sempre volta para ver o que pode ser usado por ela, e pela família. “Para o pobre a prioridade é ter comida no prato, mas também não podemos sair sem roupas por aí, daí a importância desse projeto que beneficia aqueles que mais precisam. É necessário que quem tem mais possa ajudar a quem nada tem, por isso eu peço que se você tem roupas sem uso em seu guarda roupa, que faça a sua doação a este posto de atendimento que com certeza fará a felicidade de quem mais precisa”, pontuou.

Prefeitura de Várzea Grande 

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Projetos do Case Cuiabá contribuem na ressocialização de adolescentes em conflito com a lei

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“A nossa intenção é tirar os adolescentes do mundo de delitos e apresentar a eles um mundo melhor. Um mundo com perspectiva de vida e uma profissão”, esta é a missão de todas as unidades de internação de menores, que cumprem medidas socioeducativas de Mato Grosso, conforme destaca o diretor de internação masculina do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Cuiabá, Urias Avelino Dantas.

Em busca de fazer valer esta missão, a unidade abre os portões para diferentes parcerias, que possam propiciar a construção de uma nova perspectiva aos adolescentes em conflito com a lei. Atualmente, além das atividades como ensino, esporte e música, os internos também têm aulas de informática, produção e comércio de hortaliças, entre outros.

Este plano vem rendendo resultados positivos, principalmente quando se trata do comportamento dos menores que participam dos projetos. Segundo o diretor, o envolvimento desses adolescentes em delitos dentro da unidade reduziu em 80%, nos últimos anos. “A mudança vai desde a forma de conversar até as maneiras de tratar os servidores da unidade”, comemorou.

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Além de introduzir diferentes atividades para tornar a rotina dentro da unidade mais humana, também são realizadas rodas de conversas entre os servidores e os adolescentes para que eles possam identificar um estilo de vida diferente do habitual. “Novos aprendizados, conhecimentos e até uma nova profissão para criar melhor perspectiva de vida e permitir sair do mundo em conflito com a lei e conhecer um mundo melhor”, disse.

Ao contrário do Sistema Penitenciário, nos Centros de Atendimentos Socioeducativos, os internos não são beneficiados com redução do período de medidas restritivas para realizar essas atividades e, mesmo assim, os projetos englobam até 50% dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, mesmo em atividades de manutenção e limpeza da unidade.

Na unidade, a maior parte dos internos está cumprindo medidas socioeducativas por delitos de alto potencial, como atos análogos a homicídio, latrocínio e tentativas. Nem por isso, os servidores deixam de desempenhar seu papel. “Nós estamos tentando fazer algo de melhor e dando a oportunidades para eles serem novos cidadãos. Se a gente conseguir recuperar 40 adolescentes por ano é algo extraordinário’, disse.

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Por isso, o diretor do Case Cuiabá acredita que este número é positivo e deve ser comemorado. “Nós apresentamos um mundo melhor aos adolescentes e eles têm absorvido muito bem essas atividades”.

O resultado positivo só foi possível através de programas e projetos que são desenvolvidos em parceria com outras instituições como Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Prefeitura de Cuiabá e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que oferecem oportunidades para os adolescentes despertarem uma perspectiva totalmente diferente da vivida até antes de entrar na unidade.

Fonte: GOV MT

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