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    Mato Grosso já soma 36 feminicídios em 2025 e 56 órfãos da violência

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    Mato Grosso enfrenta um cenário alarmante em relação ao feminicídio. Apenas entre janeiro e agosto deste ano, o estado já registrou 36 mulheres assassinadas por razão de gênero, segundo dados do Observatório Caliandra, ligado ao Ministério Público Estadual. O número representa um aumento de 38% em comparação ao mesmo período de 2024, quando haviam sido confirmados 26 casos.

     

    As mortes de mulheres em 2025 já deixaram 56 órfãos, revelando o impacto direto da violência de gênero sobre famílias inteiras. No ano passado, o estado encerrou com 47 feminicídios, consolidando-se como o estado com mais ocorrências desse tipo no país. Agora, o ritmo acelerado dos crimes coloca Mato Grosso novamente no topo do ranking nacional.

     

    Entre os casos confirmados neste ano, cinco mulheres tinham medidas protetivas de urgência em vigor no momento do crime. Outras sete já haviam registrado boletins de ocorrência contra os suspeitos antes de serem mortas. Os dados revelam a fragilidade da proteção judicial quando não acompanhada de mecanismos mais eficazes de fiscalização e segurança.

     

    Além disso, o levantamento mostra que 72,22% dos crimes ocorreram dentro da própria casa da vítima ou do casal, reforçando a vulnerabilidade das mulheres no ambiente doméstico. Em muitos casos, os autores eram companheiros ou ex-companheiros, o que evidencia o caráter de violência de gênero marcada pela brutalidade e pelo controle.

     

    O recorte por municípios aponta que Cuiabá, Várzea Grande e Sinop lideram os registros de feminicídio em 2025, cada uma com três ocorrências. Logo em seguida aparecem Cáceres e Rondonópolis, com dois casos cada.

     

    O crescimento expressivo dos feminicídios também está associado ao aumento da procura por proteção judicial. Até agosto, o estado contabiliza mais de 11 mil medidas protetivas de urgência deferidas pela Justiça. Apenas em março, por exemplo, houve um recorde de solicitações: foram mais de 1.800 pedidos em um único mês. Apesar do número elevado, os casos de feminicídio mostram que a efetividade das medidas ainda enfrenta desafios.

     

    O impacto social é igualmente grave. Crianças e adolescentes tornaram-se órfãos em dezenas de municípios mato-grossenses, muitas vezes presenciando a morte da mãe em casa. Até agosto, já são 56 órfãos diretos do feminicídio em 2025, número que pode crescer até o fim do ano.

     

    Em meio ao avanço da violência de gênero, Mato Grosso consolida um quadro de urgência social e criminal: a necessidade de ações preventivas mais eficazes, proteção ampliada às mulheres em situação de risco e maior rigor na responsabilização dos autores.

     

     

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