O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) apresentou denúncia contra o corretor de imóveis Bruno Pianesso Silva de Oliveira, de 32 anos, e solicitou o pagamento de indenização de R$ 1 milhão pelos crimes atribuídos a ele contra a ex-companheira, de 31 anos, e o enteado dela, de 7 anos. O caso ocorreu no bairro Taiamã, em Sorriso, e envolve acusação de tentativa de feminicídio e tentativa de homicídio qualificado.

De acordo com a denúncia, a vítima comunicou ao então companheiro, em 27 de março de 2026, o fim do relacionamento. A partir disso, teriam começado discussões e ameaças de morte ao longo do dia.
Na noite da mesma data, a mulher decidiu deixar a residência onde vivia com os filhos, de 7 e 3 anos. No momento em que saía com o veículo, o acusado teria chegado ao local e tentado impedir a partida, armado com uma pistola.
Conforme os autos, o homem teria ordenado que a vítima retornasse para dentro do imóvel. Em seguida, ao perceber que ela tentava fugir com o carro, ele efetuou diversos disparos contra o veículo.
A mulher foi atingida no tórax, mas conseguiu dirigir até uma unidade de pronto atendimento, onde recebeu atendimento médico. O filho de 7 anos, que estava no banco traseiro, não foi ferido.
Após o episódio, o suspeito deixou a cidade e permaneceu foragido por alguns dias, sendo posteriormente localizado e preso de forma preventiva.
Para o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, o caso revela extrema gravidade, especialmente por ter ocorrido na presença de uma criança. Ele destacou que houve risco direto à vida do menor durante a ação.
Além das acusações de tentativa de feminicídio e homicídio qualificado, o Ministério Público também imputou ao réu crimes de ameaça no contexto de violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A Promotoria ainda pediu que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e que seja fixada indenização mínima de R$ 1 milhão às vítimas.
O investigado chegou a se apresentar à polícia após período foragido e teve a prisão mantida durante audiência de custódia. As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.
































