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Mato Grosso tem quase 140 mil famílias vivendo com renda mensal abaixo de R$ 151; de acordo com o IBGE, é considerada situação de extrema pobreza

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Dados da Secretaria Estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc) apontam que, até abril deste ano, 139.207 famílias – 398 mil pessoas – estavam em situação de extrema pobreza em Mato Grosso. Esse foi o último levantamento feito pela secretaria.

A análise foi realizada com base nos registros do Cadastro Único (CadÚnico). Estima-se que cada uma dessas famílias tenha três pessoas.

Há três anos, em abril de 2018, eram 114.734 famílias nesta situação. O aumento foi de 21,3%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é considerada situação de extrema pobreza pessoas que recebem salário inferior a R$ 151 por mês.

Em todo o estado, outras 72,5 mil famílias vivem com uma renda abaixo de R$ 406 e estão incluídas na situação de pobreza.

Em Cuiabá, o salto na extrema pobreza é de 67% em oito anos. Em 2013, a capital tinha 11 mil famílias vivendo nessa situação. Já neste ano são 18.385 mil. Outras 14.241 famílias estão em situação de pobreza no município.

A quantidade de famílias cadastradas no CadÚnico para receber benefícios de programas sociais, habitacionais e auxílios temporários e contínuos concedidos pelo governo, em Cuiabá, também aumentou nesse período. Atualmente, são 92.283 famílias da capital em situação de vulnerabilidade social.

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Ações

Em abril deste ano, o governo fez a entrega de cartões para o saque do auxílio emergencial do estado a pessoas em situação de extrema pobreza. O auxílio de R$ 150 será pago durante três meses.

O benefício é liberado apenas para pessoas que tenham renda familiar de até R$ 70 – per capita – por mês, e que estão incluídas no CadÚnico. O valor é destinado, exclusivamente, para a compra de alimentos, sendo proibida a aquisição de bebidas alcoólicas, produtos a base de tabaco, cosméticos e combustíveis.

Durante a pandemia, a Setasc também lançou o programa ‘Vem Ser Mais Solidário’. A ação tem como foco atender famílias carentes de todos os 141 municípios, que serão afetadas diretamente pela pandemia do coronavírus, especialmente àquelas que vivem do trabalho informal, do comércio de rua, que dependem exclusivamente dos benefícios sociais.

Por meio do programa, o governo recebe doações e também faz compras de alimentos para que sejam montadas cestas básicas, que são distribuídas às famílias carentes do estado.

Já a Prefeitura de Cuiabá informou que moradores de 14 bairros da capital recebem auxílios do poder público. A maioria, representada por 5.344, mora no Bairro Osmar Cabral, e no Pedra 90, com 4.771 famílias beneficiadas.

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Filas em busca de alimentos

A fila formada em frente a um açougue do Bairro CPA2, em Cuiabá, que está doando ossos, chamou a atenção na semana passada. Dezenas de famílias que estão passando por dificuldades financeiras aguardavam por doação.

As doações são feitas pelos funcionários pela porta dos fundos do açougue.

Além disso, as famílias também têm buscado verduras, legumes e frutas que são doadas na Central de Abastecimento e Distribuição de Cuiabá. As pessoas se cadastram e, uma vez na semana, passam pelas bancas em busca dos alimentos que não servem para comercialização nas feiras.

Atualmente, são 420 pessoas e 40 entidades cadastradas para receber os alimentos.

Disputa por materiais em lixão

O número de catadores no Aterro Sanitário de Cuiabá mais que dobrou durante a pandemia. Em um ano, de 100 saltou para 250, segundo o Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis. O fluxo de pessoas no local teve um aumento maior após o fim do pagamento do auxílio emergencial, em dezembro do ano passado.

O líder do movimento em Mato Grosso, Thiago Duarte, contou que os materiais têm sido muito disputados entre as famílias nesses últimos anos.

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Agosto Dourado: “Leite materno é alimento de ouro nos primeiros seis meses de vida”, afirma pediatra

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Agosto é o mês do aleitamento materno, dedicado à proteção, promoção e apoio à amamentação, também chamado de Agosto Dourado, que ganhou este nome, de acordo com a pediatra e patologista Natasha Slhessarenko, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida, por ser o leite materno o alimento de ouro para os bebês nos primeiros 6 meses de vida.

“No leite materno encontram-se todos os elementos necessários para bem nutrir os nossos bebês, não precisando dar nem água nestes primeiros seis meses. Ele também funciona como importante complemento alimentar até os dois anos”, ressalta a médica.

A pediatra explica que a quantidade e a qualidade das proteínas, carboidratos e gorduras presentes no leite materno são adequadas e garantem o crescimento e desenvolvimento saudáveis das crianças.

“Após os 6 meses de vida é importante que se introduzam alimentos complementares, de maneira gradual, sempre orientado pelo pediatra, garantindo a manutenção da boa nutrição”, orienta a especialista.

No leite materno também encontram-se anticorpos contra todas as doenças que a mãe já teve e também das vacinas que tomou. Estes anticorpos protegem as crianças destas doenças.

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Recentemente trabalhos científicos demonstraram a presença de anticorpos contra a Covid-19 no leite de mães que tomaram a vacina Coronavac. A pediatra lembra ainda que amamentar assegura um crescimento saudável e reduz em 33% os riscos de doenças crônicas na idade adulta, incluindo obesidade, diabetes e pressão alta.

“O aleitamento materno é capaz de evitar a morte anual de mais de 1 milhão de crianças menores de cinco anos”, alerta Natasha Slhessarenko, que representa Mato Grosso no Conselho Federal de Medicina (CFM).

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