O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou que houve um “grande mal-entendido” em relação às declarações recentes sobre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e negou que o governo estadual pretenda encerrar o serviço.
A declaração foi dada em meio a críticas de que o Estado estaria planejando acabar com o atendimento. Segundo Pivetta, a interpretação equivocada teria ocorrido após uma fala em que ele reconhece que poderia não ter se expressado de forma clara.
“Isso aí foi um grande mal-entendido. Talvez eu tenha me expressado mal. Eu quero recolocar os fatos, a verdade”, afirmou.
Durante a explicação, o vice-governador destacou que o Samu foi criado em 2007 pelo governo federal com a proposta de adesão por parte dos municípios. No entanto, segundo ele, a Prefeitura de Cuiabá, à época sob gestão de Wilson Santos, não aderiu ao programa.
Diante disso, o então governo estadual decidiu implantar o serviço na capital e na região da Baixada Cuiabana. “O Estado entendeu que deveria fazer isso por Cuiabá e pela Baixada Cuiabana. Criou o Samu. É o único modelo do Brasil administrado pelo Estado e está aí funcionando”, explicou.
Pivetta também ressaltou que o governo reconhece a importância histórica do Samu e afirmou que não há qualquer oposição ao serviço.
“Nós não temos nada contra. Pelo contrário, reconhecemos a história virtuosa e vencedora do Samu”, disse.
Como parte da política de ampliação do atendimento de urgência e emergência, o vice-governador destacou o reforço das ações por meio do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. Segundo ele, a corporação conta com profissionais qualificados, como médicos e enfermeiros, aptos a prestar os primeiros socorros.
De acordo com os dados apresentados, o número de unidades do Samu no estado passou de 12 para 15 nos últimos anos. Somadas às 15 unidades operadas pelo Corpo de Bombeiros, a estrutura atual chega a 27 pontos de atendimento.
“É uma soma. Ambos são o Estado, ambos são servidores públicos. E nós vamos continuar aumentando os pontos de atendimento com o Corpo de Bombeiros”, afirmou.
Ainda conforme Pivetta, atualmente 12 municípios de Mato Grosso já aderiram ao Samu, e o governo estadual pretende seguir apoiando a expansão do serviço.
A fala ocorre em um momento de debate público sobre a organização e a gestão do atendimento de urgência no estado, especialmente diante das críticas e preocupações levantadas por parte da população e de lideranças locais.































