O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), decidiu nesta quinta-feira (30) recontratar os 56 profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que haviam sido demitidos no mês passado em Cuiabá.
A decisão foi tomada durante reunião com a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e representantes da categoria, no Palácio Paiaguás.
As demissões haviam gerado preocupação entre profissionais da saúde e entidades sindicais, já que representavam cerca de 30% do quadro do Samu, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma).
Durante o encontro, Pivetta destacou a importância da medida para a continuidade e organização do atendimento de urgência no estado.
“Nosso compromisso é garantir um serviço eficiente e integrado”, afirmou o governador.
O governo estadual vinha defendendo a integração entre o Samu e o Corpo de Bombeiros como estratégia para otimizar o atendimento de emergência. A proposta, no entanto, foi questionada pelo Ministério da Saúde, que apontou possíveis impactos no modelo de financiamento federal.
“Ampliar o atendimento para o Corpo de Bombeiros é a certeza de que não tem nenhum recurso do governo federal”, afirmou o representante do Ministério da Saúde, Fernando Augusto Marinho.
Após a decisão, o sindicato da categoria avaliou positivamente a retomada das contratações. “Houve abertura ao diálogo e sensibilidade com a situação dos trabalhadores e da população”, disse Carlos Mesquita, do Sisma.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) afirmou anteriormente que a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros não prejudicaria o atendimento e destacou aumento no número de ocorrências atendidas e redução no tempo de resposta após a parceria entre os serviços.































