No quadro Saúde em Foco, desta semana, a enfermeira Elia Mara trouxe orientações importantes sobre o terceiro trimestre de gestação, período que vai da 28ª semana até o nascimento do bebê. A fase, segundo a profissional, é marcada por intensas transformações físicas e emocionais, exigindo ainda mais atenção da gestante e da equipe de saúde.
De acordo com Elia Mara, entre as alterações físicas mais comuns estão o aumento do volume abdominal, inchaço nos pés, azia, refluxo, dores lombares e pélvicas, além do aumento da frequência urinária. Também podem ocorrer as chamadas contrações de treinamento, que são irregulares e, geralmente, não dolorosas.
“Qualquer sintoma mais intenso deve ser comunicado à equipe de saúde”, alertou.
No aspecto emocional, o período costuma ser acompanhado de ansiedade, medo do parto, insegurança e oscilações de humor. Por isso, o apoio familiar, do parceiro e dos profissionais de saúde é considerado fundamental para o bem-estar da gestante.
Consultas e exames mais frequentes
Durante o terceiro trimestre, as consultas do pré-natal se tornam mais regulares. Até as 36 semanas, os atendimentos passam a ser quinzenais e, após esse período, semanais até o parto.
A enfermeira também destacou a necessidade de repetir testes rápidos, mesmo quando o resultado foi negativo no primeiro trimestre. Os exames incluem testagens para HIV, sífilis e hepatites B e C. A identificação precoce permite intervenções que reduzem o risco de transmissão das doenças ao bebê.
Vacinação é essencial
Outro ponto reforçado no quadro foi a importância da vacinação durante a gestação. A vacina contra influenza pode ser aplicada em qualquer fase da gravidez. Já a DTPA que protege contra difteria, tétano e coqueluche é indicada a partir da 20ª semana.
Também é recomendada, a partir das 28 semanas, a vacina contra o vírus sincicial respiratório, responsável por quadros de bronquiolite. A imunização contra hepatite B deve ser realizada nas gestantes que não possuem esquema vacinal completo ou comprovação de vacinação.
Cuidados após o parto
No pós-parto, a mulher deve realizar a consulta puerperal, preferencialmente nos primeiros sete dias, podendo ocorrer até 42 dias após o nascimento. Nessa avaliação são observados aspectos físicos e emocionais, além de orientações sobre amamentação e planejamento reprodutivo.
O recém-nascido também precisa passar por consulta nos primeiros dias de vida para avaliação do crescimento e desenvolvimento. O teste do pezinho é outro procedimento fundamental para a detecção precoce de doenças.
Os episódios do quadro são divulgados semanalmente nas redes sociais da Prefeitura de Ipiranga do Norte, levando informações de saúde à população de Ipiranga do Norte.

































