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Preservação de local de crime e balística são temas de palestra em Seminário

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O diretor-geral em substituição legal da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Emivan Batista de Oliveira, apresentou, nessa quarta-feira (29.07), a palestra ‘Balística e Preservação de Local de Crime’ no 2º Seminário de Patrulhamento Tático, realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

Durante sua apresentação, o diretor pontuou o papel da perícia criminal no processo investigativo, destacando a importância da preservação do local de crime, considerando que, quanto maior o número de vestígios preservados em uma cena de crime, melhor e mais fácil será a resolução do caso. 

De acordo com o parágrafo único do artigo 169 do Código Processo Penal (CPP), quando isso não ocorre, o perito oficial criminal deve registrar no laudo as alterações, bem como as consequências dessas alterações na dinâmica dos fatos. 

O diretor destacou também a necessidade de policiais trabalharem em prol de garantir a preservação do local de ocorrência. “Estamos abertos a dar instruções com mais tempo e mais técnica sobre essa questão, porque, no meu entendimento, os colegas que possuírem esse conhecimento serão muito beneficiados. Com isso nós conseguimos elaborar um laudo pericial muito mais concreto, relatando a veracidade dos fatos e a dinâmica em que ocorreu aquele fato”, disse.

Ainda durante a palestra, Emivan abordou a perícia de balística, que realiza exames em armas de fogo e projéteis. Esses exames são realizados mediante requisição policial ou judicial, buscando responder os quesitos oficiais que compõem o inquérito criminal. 

No âmbito da Politec são realizados Entre esses: exame de identificação de arma de fogo com ou sem elementos identificadores; exame de caracterização de projétil de arma de fogo; exame de caracterização de estojo de munição de arma de fogo; exame de verificação da possibilidade de ocorrência de tiro acidental; entre outros.

No circuito de palestras do 2º Seminário de Patrulhamento Tático, evento que integra a celebração dos 20 anos do Batalhão da Rotam, ainda foram debatidos temas como a Lei de Abuso de Autoridade, sancionada em setembro de 2019; e também sobre o trabalho das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam-MT), precursora e referência no País em patrulhamento tático.

 *Com supervisão de Tita Mara Teixeira

Fonte: GOV MT

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Projeto registra e ensina cantos tradicionais da etnia wauja às novas gerações

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“Wauja Onapã – Canto Wauja” é idealizado e realizado pela aldeia Piyulaga-MT 

A música é uma expressão sagrada na cultura Wauja, o que motivou a aldeia Piyulaga, localizada no Território Indígena do Xingu, a criar o projeto Wauja Onapã, que tem por objetivo o registro e o ensino das tradicionais canções da etnia para as atuais e futuras gerações. A proposta foi contemplada no edital MT Nascentes, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) com recursos da Lei Aldir Blanc.

“Para o povo Wauja, a música está em todo lugar. Sem música não tem dança, não tem ritual, não tem cultura. A música traz a festa e a alegria inebriantes para todo o mundo e alegra também os apapaatai, os espíritos protetores de nossos recursos”, explica Piratá Waurá, um dos responsáveis pelo projeto realizado pela Associação Indígena Tulukai (AIT) com apoio do Instituto Homem Brasileiro (IHB).

A comunidade identificou que este conhecimento vem se tornando, apesar de sua imensurável relevância cultural, restrito aos anciões, o que coloca em risco a continuidade desta tradição. “É importante repassar esse conhecimento ancestral para as novas gerações. Estamos fazendo aulas de música com os professores e praticando a aprendizagem em pequenas cerimônias na comunidade”, relata Piratá.

Os Apaiyekene (professores/músicos/cantores) têm dado aulas para jovens aprendizes, e estes são avaliados durante festividades tradicionais nas quais as músicas possuem um sentido ritualístico. E além de aprender as canções, eles também vivenciaram a experiência de construir flautas, tambores (tõka) e chocalhos (wãu) com elementos tradicionais, como a cabaça e o bambu.

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Aliás, neste processo de coleta da matéria-prima até a confecção do produto final, tiveram que viajar de barco até a aldeia Kuikuro para recolher um bambu específico, pois este estava em falta na região, e aproveitaram para trazer mudas que irão garantir instrumentos para as futuras gerações.

E como a música tradicional é um conhecimento pautado pela oralidade, optou-se, também, em fazer registros audiovisuais para compor um material didático de apoio ao ensino wauja.“Com estes registros, os alunos podem assistir as aulas sempre que quiserem”, destaca Piratá.

Akari, Talakumai, Atakaho, Tarukaré, Yapatiama e Kalueuku são os únicos Apaiekene cantores da aldeia. E como algumas músicas já desapareceram e outras estão em vias de desaparecer, o projeto contribui para o reconhecimento da sua importância por parte da comunidade, reativando a memória coletiva e repassando um conhecimento em risco de extinção.

Kagapa e Yamurikumã

A diversidade musical da cultura wauja é muito rica, não por acaso os rituais são marcados pela forte presença dessa expressão artística. Recentemente, os jovens tiveram a oportunidade de aplicar o aprendizado das aulas em duas cerimônias tradicionais do povo Wauja. A festa Kagapa serviu para avaliar o desempenho dos rapazes, enquanto Yamurikumã é uma celebração destinada às mulheres.

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A Kagapa é constituída por mais de 80 músicas, cada uma com significado e história específicos. O cantor principal fica de pé cantando e tocando o chocalho, enquanto outro cantor fica sentado com o tambor acompanhando o ritmo. Os dançarinos acompanham as batidas do chocalho e do tambor.

Kagapa significa lambari, pois a cerimônia se realiza para o espírito deste peixe ficar alegre. “Quando o espírito do lambari não está contente, ele causa doença. O pajé vai reconhecer qual o espírito que está causando a doença e vai contar para o pessoal. O pajé vai fazer pajelança e a comunidade vai fazer a festa Kagapa para que o lambari não volte a prejudicar a saúde da pessoa”, revela Piratá.

Esta celebração, de acordo com a cosmologia wauja, alegra o espírito do lambari (apapaatai). Não por acaso todos participam dançando: homens, mulheres e crianças. E em algumas ocasiões, durante a celebração, também podem acontecer casamentos. Já o Yamurikumã é um ritual feminino no qual só mulheres cantam e dançam. Os cantos do Yamurikumã são os únicos que se destinam a jovens mulheres que tenham interesse em aprendê-los e tornarem-se cantoras. “O povo Wauja vem preservando suas tradições e conhecimentos, aprendendo através da prática e oralidade, escutando as histórias dos anciões, as músicas, memorizando e praticando, e assim levando nosso conhecimento milenar para as novas gerações”, conclui Piratá. —

Túlio Paniago

 

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