O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do empresário Gabriel Júnior Tacca, preso preventivamente desde setembro de 2025 por suspeita de envolvimento na morte de Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, em Sorriso. A decisão liminar foi proferida pelo ministro Luis Felipe Salomão e mantém a prisão enquanto o mérito do habeas corpus ainda será analisado.
Gabriel foi preso durante a Operação Inimigo Íntimo, deflagrada pela Polícia Civil. Conforme a investigação, ele é apontado como o mandante do homicídio de Ivan, que era seu amigo. O crime teria sido motivado após o empresário descobrir que a vítima mantinha um relacionamento extraconjugal com sua esposa, a médica Sabrina Iara de Mello.
No pedido apresentado ao STJ, a defesa argumentou que a prisão preventiva carece de fundamentação concreta, sustentando que a decisão da Justiça de Mato Grosso apenas repetiu argumentos anteriores, sem enfrentar os questionamentos levantados pelos advogados. Também defendeu que medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e outras restrições, seriam suficientes para substituir a prisão.
Ao analisar o caso, o ministro Luis Felipe Salomão entendeu que, em um exame preliminar, não há elementos que indiquem ilegalidade evidente capaz de justificar a concessão da liminar. Segundo a decisão, a análise aprofundada das alegações deverá ocorrer no julgamento definitivo do recurso.
O magistrado ainda determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e o juízo de primeira instância encaminhem informações sobre o processo. Após essa etapa, os autos serão remetidos ao Ministério Público Federal para emissão de parecer antes do julgamento do mérito.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Gabriel e Ivan mantinham uma relação de amizade até o empresário descobrir o envolvimento amoroso entre a vítima e sua esposa. A investigação aponta que a suposta traição foi descoberta por meio de imagens de câmeras de segurança instaladas na residência do casal.
Ainda conforme as investigações, a partir da descoberta do relacionamento extraconjugal, Gabriel teria planejado a execução de Ivan, contando com o auxílio de outro investigado. O empresário permanece preso em Sorriso à disposição da Justiça enquanto o processo segue em tramitação































