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Suinocultores de Mato Grosso enfrentam uma das maiores crises de sua História e não têm o que comemorar

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Em uma semana de datas comemorativas do agronegócio em julho, como o Dia Do Suinocultor  e Dia do Agricultor, o setor, que é considerado a base da economia do país, passa, mais uma vez, por momentos desafiadores e nem todos que fazem parte deste segmento têm o que comemorar.

É o caso dos suinocultores mato-grossenses, que, há vários meses, enfrentam a pior crise da história na atividade, mas que, agora, começam a vislumbrar horizontes melhores, a partir de ferramentas implantadas pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), como a Bolsa de Suínos e a Central de Negócios.

As iniciativas visam a minimizar os prejuízos que assolaram os suinocultores do Estado no 1° semestre, principalmente para os independentes.

De acordo com levantamento da Acrismat, nos meses de fevereiro, março e abril, os prejuízos por animal vendido ficaram entre R$ 200 e R$ 300, o que causou o fechamento de granjas e o fim da atividade de produtores que estavam há décadas no setor, por não suportarem os prejuízos.

Diretor-executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues explica que o segmento aumentou sua produção em todo o país, por conta da crise enfrentada na China, que, devido à Peste Suína Africana (PSA), diminuiu drasticamente seu plantel e começou a importar grande quantidade da proteína, aumentando a demanda da carne suína no mercado internacional.

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“Além de a nossa produtividade ter aumentado muito, houve o aumento no número de matrizes, que chegou a quase 34% no período, o que levou a um excesso de carne no mercado e, consequentemente, diminuiu o valor pago ao produtor. Mas, a promessa de que a China continuasse a comprar grande quantidade por muito tempo não se concretizou, e o país asiático logo equilibrou sua produção, o que fez com que o produtor independente daqui, principalmente, sofresse com essa situação”, disse Rodrigues.

Para tentar melhorar o cenário, em maio, a Acrismat iniciou a Bolsa de Suínos, ferramenta que melhorou o ambiente de negociação entre os suinocultores e compradores, e diminuiu a especulação do preço da carne suína no mercado.

“Há dois meses começamos a realizar as negociações, que ocorrem uma vez por semana. De lá para cá observamos uma melhora no preço pago ao produtor”, afirmou o diretor.

Além do baixo preço pago ao produtor, o alto custo de produção causado pelo elevado preço do milho e do farelo de soja (que juntos correspondem a mais de 80% do volume da ração fornecida aos animais) completaram o cenário desfavorável à atividade.

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Para dar mais poder de negociação e melhorar a relação do custo de produção, a Acrismat prepara o lançamento de uma Central de Negócios que possibilitará aos produtores realizarem compras coletivas e até mesmo negociar sua produção.

“A Central de Negócios surge para diminuir os custos dos insumos, por exemplo, e possibilitar a realização de compras coletivas, dando maior poder de negociação aos associados, na hora de fechar negócio com os fornecedores. A Central vai unir os produtores, trazer benefícios, através das ações coletivas e soluções conjuntas para melhorar ainda mais o desempenho das granjas”, explicou o presidente da Acrismat, Itamar Canossa.

O presidente conta que a Central de Negócios está na fase final de implantação e em breve será realizado um evento para apresentar a ferramenta aos suinocultores.

Mais uma iniciativa que visa a melhorar o ambiente comercial do segmento, e recuperar as perdas registradas nos últimos meses.

 

Otavio Ventureli(da redação com assessoria)

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ELA NÃO NOS REPRESENTA: Queremos MT representado por inteiro e não uma “chapa da Prefeitura de Cuiabá”, afirma Ane Borges

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A candidata ao cargo de deputada federal Ane Borges (UB), da região norte do estado, afirmou que a chapa de Márcia Pinheiro (PV), que disputa o cargo de governadora de Mato Grosso, não representa o interior do Estado.

“Queremos ser representados por inteiro, porque o interior do Estado também quer ter representantes, e não uma ‘chapa da Prefeitura de Cuiabá’, em que a candidata é a esposa do prefeito e o vice é ex-secretário da capital. Não estamos em uma eleição municipal e sim estadual. Isso é um desrespeito com o que as cidades de Mato Grosso representam ao Estado”, destacou a candidata.

Para Ane, que é uma defensora da cidade de Sorriso e dos municípios vizinhos, a falta de uma representatividade demonstra que essa chapa irá governar para grupos e está fechada apenas com a capital.

“Nossa bandeira é por Mato Grosso, por inteiro, um Mato Grosso em que todos os seus cidadãos sejam valorizados e respeitados. Não podemos regredir os avanços que conquistamos”, ressaltou, ponderando que como candidata a Câmara Federal, espera poder representar o Estado, junto com presidente Bolsonaro, e ter ao lado um governo que mantenha as políticas “olhando para todas as regiões”.

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“Vou ser parceira de quem defendo todos os mato-grossenses e não de quem acha que o Governo de Mato Grosso é um puxadinho da prefeitura. Lá em Brasília estarei junto com Bolsonaro lutando pelo nosso Estado e não podemos voltar ao passado, em que as salas do Palácio Paiaguás eram usadas para fins nada democráticos e que viraram manchete nacional, com pessoas colocando dinheiro no paletó”, afirmou.

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