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Três secretarias apresentam desempenho de metas físicas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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Foto: Marcos Lopes

A Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentaria da Assembleia Legislativa realizou hoje (26) audiência pública para três secretarias estaduais apresentarem o desempenho das metas físicas do 1º quadrimestre de 2021. A medida cumpre o que estabelece a Lei de Diretrizes Orçamentaria (LDO-2021/Lei nº10.241/2020).

Nesta terça-feira foi a vez das secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema), a de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e a de Estado de Saúde (SES) trazerem os dados. Cada uma delas abordou o que foi e o que não foi cumprido durante os meses de janeiro a junho de 2021.

A primeira delas a apresentar as ações foi a Secretaria de Estado de Meio Ambiente. O representante da Sema, Alex Sandro Marega, que é secretário-adjunto executivo do órgão, afirmou que a Sema vem executando ao longo de dois anos três metas.

Entre essas metas está a de implantar a tecnologia de informação. O objetivo disso, segundo ele, é o de eliminar o uso do papel pelo órgão, para que 100% dos atendimentos sejam feitos de forma eletrônica.

Ele citou, por exemplo, que na gestão de regularização ambiental de imóveis rurais os projetos analisados chegam a 15 mil. Já em relação a fiscalização ambiental foram emitidos 3,5 mil documentos. “O licenciamento e o tempo de resposta com a informatização serão otimizados pela Sema”, destacou.

No primeiro semestre, a Sema realizou a regularização ambiental de 7.916 mil imóveis rurais, mas a previsão era de realizar 15 mil.  Para a conservação ambiental e a melhoria da qualidade de vida foram emitidos 8.116 mil documentos. Uma alta de 232%, já que a projeção inicial era de 3,5 mil.

Marega disse que em 2021 o Estado de Mato Grosso reduziu o desmatamento ilegal em cerca de 20,5%. Segundo ele, nessas ações o governo investiu pouco mais de R$ 70 milhões. “Enquanto a redução do desmatamento da região amazônica foi de 3%, período 2019/2020, Mato Grosso foi superior. Com isso, o estado passa a ter grande visibilidade internacional. É um estado que produz muito e, por isso, sua produção precisa ser valorizada”, disse.

Em aparte, o presidente da Comissão de Fiscalização, deputado Carlos Avallone (PSDB), disse que o combate  aos incêndios em Mato Grosso, e especialmente no Pantanal mato-grossense, foi expressivo. Segundo ele, foram feitas mais de dez visitas ao Pantanal, duas audiências públicas e outras ações que resultaram na redução de até 90% dos focos de calor na região.

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Sinfra

O secretário-adjunto de concessões da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Huggo Waterson Lima dos Santos, disse que entre as propostas do governo para o 1º semestre está a de construção de aeroportos e aeródromo estruturado. A meta prevista era de 22 unidades, mas o governo teve zero de desempenho. Já em relação ao transporte hidroviário a meta foi zero, mas o previsto era uma unidade.

“O grande problema enfrentado foi o de projetos. A Sinfra está em fase final de análise dos projetos. A partir de 2021, [a Sinfra] optou por realizar projetos que sirvam para todas as modalidades necessárias a cada aeroporto. A preocupação maior é com a segurança, que é diferente a das rodovias, que é mais complexa por causa do peso das aeronaves nas pistas”, explicou Lima dos Santos.

Em relação a finalização das obras de mobilidade e infraestrutura urbana iniciadas para atender às demandas da Copa do Mundo de 2014, Isaac Nascimento Filho, que é secretário-adjunto de obras especiais, afirmou que 99% delas estão concluídas. No primeiro semestre, as obras da Avenida Arquimedes Pereira Lima entraram em período de licitação, uma vez que o governo rescindiu o contrato com a empreiteira. O custo do projeto é de R$ 13 milhões, e ainda a restauração da Avenida Oito de Abril.

Em relação ao COT Barra do Pari, em Várzea Grande, segundo Isaac Filho, o governo está aguardando a homologação pelo Ministério Público do Estado para reiniciar às obras, e da Trincheira da Avenida dos Trabalhadores Jurumirim, que está em fase final de restauração.

Para o BRT (Bus Rapid Transit), Isaac Filho disse que o projeto está em fase de processo licitatório e que a expectativa do governo é de o lançamento do edital ser feito em dezembro de 2021.

SES

Representando a Secretaria de Estado de Saúde (SES), Claudete de Souza Maria afirmou que, em função da pandemia de covid-19, a implementação de algumas metas da SES foi prejudicada e, por isso, a secretaria ficou impedida de realizar ações presenciais.

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Entre os programas do governo estão Mato Grosso Mais Saúde, desenvolvido pela área de administração sistêmica. A reestruturação prevista era de cinco unidades, mas não houve realização de nenhuma delas. O programa tinha como meta a capacitação de servidores de 100 unidades, mas não foi realizada nenhuma ação.

Por outro lado, houve a ampliação de serviços de análises laboratorial de referência estadual e saúde (Lacem/MT). A meta prevista era de atingir 90.001 unidades, mas foram realizadas 240.142 unidades, gerando um aumento de 266,82%.

No primeiro semestre, a meta prevista para a realização de procedimentos ambulatorial e hospitalar era da ordem de 1.586.781 mi, mas foram realizadas 555.560 mil, apenas 35,01% do proposto, realizado e consumado.

A SES realizou a formação de qualificação dos trabalhadores do SUS por meio da Escola de Saúde Pública. Nesse período foram capacitadas 12.056 mil pessoas. Porém, a meta prevista era de atingir 1.100 mil pessoas. Nesse caso houve uma variação de 1.096%.

As internações autorizadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram de 2.002 mil. Já os procedimentos ambulatoriais e os hospitalares de média e alta complexidade foram de 87.733, enquanto a meta prevista era de 40.395. A alta entre o previsto e o realizado foi da ordem de 217,18%.

Outra ação da SES, nesse período, foi à distribuição de medicamentos e congêneres. A meta inicial era para distribuir 28 milhões de unidades, mas o governo conseguiu executar apenas 18.647.862 milhões.

Na gestão da atenção hospitalar estadual do SUS, Claudete Maria disse que a meta prevista era de 45.370 unidades, mas a realizada foi inferior e chegou a 17.836 mil unidades.

De acordo com Dilmar Dal Bosco (DEM), um dos problemas enfrentados pelo Estado é com relação às cirurgias eletivas. Para ele, parte da população que depende do atendimento do SUS reclama na demora do atendimento. Segundo ele, já conversou com a base do governo, com o governador e com o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo para o restabelecimento delas.

“É preciso achar mecanismos para sanar os gargalos em relação às cirurgias eletivas. Muitas ações não foram concretizadas porque a prioridade era a covid-19. Mas agora as cirurgias eletivas têm que ser restabelecidas e com urgências”, disse Dal Bosco.

Fonte: ALMT

 

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Deputados ouvem explicação de Allan Porto sobre processo seletivo

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O secretário de Estado de Educação (Seduc), Allan Porto, esteve reunido na manhã desta quarta-feira (1º), na presidência da Assembleia Legislativa, com deputados para explicar o edital de processo seletivo para contratos temporários de professores, que será realizado pelo governo para o ano letivo de 2022.

Allan Porto, de acordo com o deputado Wilson Santos (PSDB), afirmou que para o certame foram inscritos 42 mil candidatos. Segundo o parlamentar, as inscrições foram realizadas para os polos regionais e não mais por municípios.

“Estou estupefato com a quantidade de inscritos. Nesse caso há mais chance de o candidato ser chamado para trabalhar. O polo regional é como jogar um jogo triplo na loteria, você tem mais chance de ser chamado”, disse Santos.

Wilson Santos informou que o secretário descartou qualquer possibilidade de o governo realizar a prova de títulos para o processo seletivo. Em relação aos pedagogos aprovados no concurso de 2017, de acordo com Wilson Santos, não serão chamados porque as séries iniciais serão repassadas à responsabilidade dos municípios.

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Contrário à posição tomada pelo governo do estado sobre o processo seletivo, o deputado Lúdio Cabral (PT) apresentou um Projeto de Decreto Legislativo nº 11/2021, que susta o edital para o Processo Seletivo Simplificado de formação de cadastro de reserva. O seletivo é para professor, técnico administrativo educacional (TAE) e apoio administrativo educacional (AEE).

“O edital do governo está carregado de erros e de ilegalidades. A Assembleia Legislativa não pode cair na conversa da Seduc. O Parlamento precisa aprovar o PDL e anular o edital e, com isso, começar tudo do zero, por meio do processo de contagens de pontos tradicionais”, disse Cabral.

Segundo o petista, “isso pode ser aprimorado, sem custo algum para a Seduc. É preciso anular o edital e a Seduc realizar a seleção dos interinos por meio de processo de contagens de votos. Espero que a Assembleia Legislativa não caia na conversa mole da Seduc”, disse Lúdio Cabral.

O Projeto de Decreto Legislativo, de autoria de Lúdio Cabral, está na ordem do dia de hoje (1º) para discussão e votação. Na Comissão de Trabalho e Administração Pública, de acordo com Cabral, o projeto recebeu parecer para tramitação em dispensa de pauta. Mas para que seja aprovado em Plenário, tem que ter pelo menos 13 votos favoráveis dos deputados.

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Fonte: ALMT

 

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