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Monitoramento da Secretaria de Saúde aponta que MT registrou 11 novos casos de coronavírus nesta quinta-feira(26). SES monitora 385 suspeitas

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou que Mato Grosso registrou, nesta quinta-feira (26), 11 pessoas infectadas com o Covid-19, o coronavírus.

O número revela um aumento de duas novas ocorrências em relação ao último balanço da pasta, emitido nesta quarta-feira (25) – dia em que o estado também comprovou outros dois contágios pela doença quando comparado ao levantamento anterior. A SES apontou também que monitora outras 385 ocorrências suspeitas no Estado.

De acordo com o boletim diário emitido pela secretaria, os dois novos casos de coronavírus são de pessoas que residem em Cuiabá. As outras nove ocorrências são de Várzea Grande(02)Nova Monte Verde(01) e Cuiabá(06).

Segundo a pasta, dos 455 casos notificados desde o início das checagens, 59 ocorrências já foram descartadas, número que representa 12,9% do montante. Ainda que não tenha registrado nenhum óbito, Mato Grosso tem dois pacientes infectados que seguem hospitalizados.

Conforme o balanço, dos 11 infectados seis são homens e cinco mulheres. O perfil etário dos homens aponta que os pacientes têm entre 31 e 50 anos. Já no grupo das mulheres, as pacientes têm entre 26 e 45 anos.

A SES informa que os únicos laboratórios que apresentaram documentação ao Laboratório Central do Estado (Lacen) e estão aptos a realizarem exames são o Laboratório Carlos Chagas e o Hospital Santa Rosa de Cuiabá.

Medidas de prevenção

– Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.

– Evitar contato próximo com pessoas doentes. Ficar em casa quando estiver doente.

– Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.

– Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência. Esses são hábitos diários que podem ajudar a impedir a propagação de vários vírus, inclusive o novo coronavírus.

 

Otavio Ventureli(c0m hnt)

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Saiba mais sobre cada tipo de álcool para higienizar as mãos, segundo informações de farmacêutica, especialista em clínica

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A pandemia de coronavírus causou uma corrida pelo álcool gel nos supermercados e farmácias. Tão logo os primeiros casos foram confirmados no Brasil, o produto já estava em falta nas prateleiras de todo o país e em Cuiabá não foi diferente.

Conversamos com  a farmacêutica generalista, especialista em farmácia clínica, Hellida da Costa Alves(foto), para saber quais alternativas são realmente eficientes para higienizar as mãos e também a nossa casa.

Hellida explica que sim, o álcool 70% líquido é tão eficiente quanto o álcool em gel, mas é preciso garantir que o produto tenha contato com todos os cantos das mãos. “O álcool em gel adere mais facilmente, ele tem textura semelhante à de um hidratante. Já o líquido pode escorrer e não atingir algum local da mão. A ação é a mesma, se ambos forem 70%, não tem problema. Não precisa colocar muito, mas sim deixar em contato por tempo suficiente, fazer movimento de concha e espalhar bem sobre as mãos por 20 a 30 segundos. Garanta que não apenas toque as mãos e escorra”, ensina.

Quanto ao álcool 46%, Hellida diz que não é eficiente para eliminar o coronavírus. Ela explica que esse percentual representa o quanto de álcool existe na fórmula e o quanto é água ou outro componente. “Ser 46% significa que em 100 ml 46% vão ser álcool e o restante água ou outros produtos.

O vírus é coberto por uma camada de gordura, que é o envelope viral, e nessa estrutura tem proteínas que auxiliam o vírus a se fixar nas nossas células. Quando a gente passa o álcool de 60% a 80%, ele dissolve essa camada e o vírus perde a capacidade de ligação. Com o álcool 46% isso não acontece”, ressalta.

O que acontece nesses casos é uma falsa ilusão de higienização, alerta a especialista, pois ao utilizar o álcool 46% o vírus ainda tem capacidade de se ligar às células do corpo humano. Já com relação ao álcool 96%, Hellida diz que a evaporação ocorre tão rápido que o produto não tem tempo para eliminar o vírus. “Dá a sensação de gelado e essa evaporação muito rápida não proporciona o tempo ideal de destruição do vírus. O álcool muito concentrado irrita as mãos e não faz a assepsia esperada”, salienta.

Receitas caseiras

Água oxigenada e álcool de posto de combustível também não são efetivos contra o coronavírus. “A água oxigenada não é recomendada. O melhor é substituir por sabão mesmo ou álcool de 60% a 80%. O álcool de posto não funciona porque a estrutura é diferente e ele não é eficaz”, pontua.

Quanto às famosas receitas caseiras que tomaram conta da internet, Hellida Alves também desaconselha a prática. “A orientação é não tentar inventar, não seguir receitas caseiras. Não tem como garantir a segurança e a eficiência do produto final. Os produtos vendidos nas farmácias passaram por testes laboratoriais e em casa não tem quem garanta a eficiência”, reforça.

O mesmo vale para quem compra o álcool 96% e acredita que se misturar água, conseguirá chegar aos 70%. Sem os equipamentos e estudos específicos, não há garantia de que o corpo estará realmente livre do coronavírus.

Sobre os produtos desengordurantes, são indicados apenas para limpezas de superfícies, explica Hellida, pois a maioria desses produtos contém cloro em sua fórmula, o que agride a pele.

Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou comercialização do álcool líquido 70% em embalagens de até 1 litro para facilitar o acesso da população ao produto. A comercialização do produto havia sido proibida por conta do grande número de acidentes.

A liberação só ocorreu neste momento devido à pandemia de coronavírus. Contudo, reitera as orientações para que o álcool líquido 70% seja manipulado e utilizado com cuidado e que fique fora do alcance de crianças, tanto pelo risco de queimaduras quanto pelo risco de ingestão. A dica é fracionar o produto em frascos que contenham saída do tipo spray.

Quanto aos produtos de limpeza de superfícies e desinfecção de ambientes, a Anvisa recomenda dar preferência aos saneantes classificados nas categorias “Água Sanitária” e “Desinfetante para Uso Geral”. Entre eles estão o álcool gel (produzidos à base de etanol, na forma gel e em concentração de 70%), além de hipoclorito de sódio, ácido peracético, quaternários de amônia e fenólicos. É fundamental seguir a orientação de uso nos rótulos.

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Investigadora da Polícia Judiciária Civil MT é a primeira mulher a cursar Inteligência na Escola Superior de Guerra

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A investigadora da Polícia Judiciária Civil (PJC) Patrícia Martins Maggio Máximo do Ó(foto), ingressou para a polícia em 2001 e agora é a primeira representante de Mato Grosso a cursar Inteligência Estratégica na Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro. Patrícia é especialista em Inteligência de Segurança Pública pela UFMT e há 12 anos atua nessa área.

A  investigadora relembra que aos 21 anos, idade em que entrou para a polícia, pensou em desistir. “Deparei-me com um mundo extremamente diferente da realidade a qual eu conhecia, pensei em desistir por várias vezes, salvo engano éramos em uma turma de cento e cinquenta alunos, sendo apenas sete mulheres”, lembrou.

Embora cite as dificuldades às quais está sujeita na área, ela defende que ser mulher não a impediu ou atrapalhou. “Não atrapalha em nada! Afinal sou mulher e conseguimos desempenhar várias missões ao mesmo tempo e com louvor”, explica Patrícia.

Para a investigadora, o que vale para uma mulher que queira seguir seus passos é a perseverança. “A escolha está em nossas mãos e todas somos capazes de sermos e realizarmos o que quisermos”, aconselha.

Patrícia ainda se mostra humilde ao dizer que sua ocupação não é mais importante do que qualquer outra, tanto na polícia quanto fora dela. “Eu sou importante para sociedade assim como todas as mulheres que desempenham suas missões todos os dias. Estejam elas no mercado de trabalho ou em casa cuidando dos seus lares, esposos e filhos”, finaliza.

A investigadora comenta o incentivo que o estado de Mato Grosso proporciona para a área da inteligência da segurança e ressalta a importância da capacitação dos profissionais da área para desvendar os casos. Para ela, é necessário que investigadores estejam em constante aprimoramento e estudando.

 

Otavio Ventureli(com GazetaDigital)

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