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As histórias mais famosas de mulheres acusadas de bruxaria

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João Bidu

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Larissa Silva

As histórias mais famosas de mulheres acusadas de bruxaria

O termo ‘bruxa’ era destinado à mulheres que, de acordo com os costumes e crenças do período em que viveram, tinham um estilo de vida não habitual ou ofícios que não eram considerados para mulheres. Em geral, as bruxas da vida real eram mulheres que conheciam diversos tipos de ervas e especiarias e as utilizavam na preparação de misturas, que tinham a fama de serem “mágicas”.

Seja por causa de suas crenças pessoais, hábitos incomuns e dons para a criação de fórmulas, as mulheres acusadas de bruxaria sofriam preconceitos e, por vezes, eram queimadas vivas, para que seus corpos fossem purificados pelo fogo.

Há muitas histórias de mulheres que foram julgadas injustamente pela sociedade da época, já outras foram temidas e respeitadas pelos seus conhecimentos acerca do sobrenatural. Já que estamos no mês das bruxas , conheça as histórias famosas de mulheres que tinham o título de serem bruxas reais! 

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Histórias famosas de mulheres acusadas de serem “bruxas”

A misteriosa curandeira – Maggie Wall

Há um monumento na Escócia que chama muita atenção pela sua estética e terrível história. O monumento tem seis metros de altura e é feito de pedras; no topo há uma cruz e no centro está escrito “Maggie Wall, queimada aqui, 1657, como uma bruxa”. 

Não há registros precisos sobre a identidade de Maggie Wall. Porém, pelas histórias narradas, acredita-se que no passado ela foi uma mulher que dominava os conhecimentos sobre ervas. Assim, ela tinha facilidade em preparar remédios naturais que, para muitas pessoas, era um dom associado à bruxaria. Por essa razão, Maggie Wall foi queimada por ser especialista em um assunto que na época não era bem aceito.

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Curandeira misteriosa

Rainha dos venenos – Catherine Deshayes

A mãe de Catherine possivelmente já praticava métodos não tradicionais para a época. Isso porque aos nove anos de idade, Catherine Deshayes tinha o conhecimento de astrologia e quiromancia, que é uma técnica de leitura de rosto. Porém, sua fama começou a crescer em Paris por causa das poções do amor e amuletos que ela fazia para as classes mais altas da sociedade. Com o tempo, os clientes passaram a procurá-la com maior frequência para conseguirem venenos e, dessa forma, Catherine passou a focar no preparo de diversos tipos de veneno.

Essa fama nada convencional e o fato de que, entre 1660 e 1680, o número de mortes de amantes e homens idosos ligados à nobreza era muito alto, houve uma investigação conhecida por “Caso dos Venenos”. Assim, em 1679, Catherine Deshayes foi presa e sua casa foi vasculhada pelos investigadores.

A rainha dos venenos não apenas trabalhava no preparo de substâncias tóxicas, mas também realizava abortos e “missas negras”. Culpada, então, de matar diversos bebês e fetos, além de ser responsável pelos venenos que eram usados em assassinatos, Catherine Deshayes foi queimada viva em área pública, em 1680.

Rainha dos venenos

Rainha do voodoo – Marie Laveau

Por volta de 1820, após a morte misteriosa de seu marido Jacques Paris, Marie abriu um salão de cabeleireiro em Nova Orleans, onde além de cuidar dos cabelos dos clientes, fazia atendimentos espirituais, realizava o trabalho de fitoterapeuta e de leitura de cartas. No local também há relatos que Marie elaborava feitiços e poções, principalmente para ajudar doentes que a procuravam.

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Marie Laveau era conhecida por ser uma mulher muito bonita, bem vestida e respeitada pela comunidade. As suas práticas de voodoo eram feitas em uma praça pública, onde as pessoas que participavam das cerimônias entravam em transes. Com o tempo, Marie passou a realizar os trabalhos de voodoo na sua casa, longe dos locais públicos. 

Em 1881, Marie Laveau morreu por causa de complicações na saúde. Houve uma grande homenagem no seu funeral, pois era uma pessoa muita querida e admirada por todos.

Rainha do voodoo

As previsões certeiras – Ursula Southeil

Mais conhecida pelo nome de Mãe Shipton, essa mulher ficou bastante famosa na Inglaterra por causa de suas previsões e, assim, foi acusada no século XVI de ser uma bruxa. Além disso, a sua aparência física também fez com que sua associação à bruxaria e até mesmo ao diabo ganhassem mais intensidade.

Mesmo com todas as acusações, Ursula Southeil foi uma poderosa profetisa e até hoje suas previsões são famosas. Uma das mais populares é sobre a peste que devastou Londres em 1665. As previsões eram feitas em forma de poemas, pois assim ela conseguia se proteger contra as acusações de bruxaria.

Previsões de Ursula

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Fonte: IG Mulher

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Em 2 meses, movimento Me Too Brasil recebe mais de 70 denúncias

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mulher de cabeça baixa
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Movimento Me Too Brasil conta com parceria do Projeto Justiceiras


No mês de setembro deste ano, o movimento Me Too , que ganhou visibilidade nos Estados Unidos, chegou ao Brasil. Dois meses depois da estreia da plataforma Me Too Brasil , os canais virtuais já somam cerca de 70 pedidos de ajuda, sendo que a maioria era queixa de  estupro de vulnerável contra crianças de 9 a 10 anos.


O Me Too foi originalmente criado pela ativista Tarana J. Burke em 2006, mas ficou conhecido em 2017 depois que atrizes hollywoodianas passaram a usar a frase nas redes sociais para denunciar abuso sexual .

No Brasil, as denúncias chegam por canais como WhatsApp, Instagram, Twitter e pelo próprio website do movimento. O Projeto Justiceiras também se envolve com o movimento por sua experiência de atendimento às vítimas em todo Brasil. São mais de 4 mil voluntárias para fazer o encaminhamento para serviços jurídicos, socioassistenciais, ajuda psicológica, rede médica, rede de apoio e de acolhimento.

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O Me Too Brasil foi fundado pela advogada Mariana Ganzarolli e trabalha em parceria com a Promotora de Justiça Gabriela Manssur. Ganzarolli afirma que os serviços de recebimento de queixas deve abranger o máximo de pessoas. “Trabalhamos para que todas as pessoas, inclusive homens, independente da razão do abuso, busquem os canais de denúncias que disponibilizamos. Somente com informação podemos ajudar a diminuir o número de casos. Muitas vezes, um abusador é, na verdade, um predador, ou seja, não pratica esse tipo de crime apenas uma vez, faz uma série de vítimas”, afirma.

A maior parte das denúncias recebidas eram de estupro  de vulnerável contra meninas entre 9 e 10 anos de idade, que foram violentadas por pessoas próximas ou da família. A maior parte deles eram padrasto, primo ou tio da vítima. “Infelizmente, a realidade do abuso sexual no Brasil, em sua maioria, ainda é a da pedofilia. Grande parte das denúncias que recebemos trazem esse retrato, onde o agressor está dentro de casa”, explica Ganzarolli.

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Você precisa de ajuda?

Você pode pedir ajuda pelas redes sociais do Me Too Brasil , pelo website do projeto ( metoobrasil.org.br ), pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (11) 99639-1212. Você não está sozinha!

Fonte: IG Mulher

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