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Conheça os chás que purificam e desintoxicam o corpo

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Conheça os chás que purificam e desintoxicam o corpo
Larissa Silva

Conheça os chás que purificam e desintoxicam o corpo

Utilize todo o poder da natureza por meio de chás que purificam e desintoxicam o corpo de uma forma natural! Essas alternativas de bebidas podem eliminar as impurezas que afetam o corpo físico e o espiritual, por isso são eficazes no combate de doenças, na proteção contra as energias negativas e no fortalecimento do sistema imunológico . Confira quais são esses chás poderosos que purificam e desintoxicam o corpo.

Cinco chás que purificam e desintoxicam o corpo

Chá de hortelã

O chá de hortelã é perfeito para tomar após as refeições, porque ele é capaz de ajudar na digestão dos alimentos. Também pode combater e eliminar parasitas do corpo, uma vez que tem propriedades anti-parasitárias. Além disso, a hortelã pode agir na diminuição dos gases e na melhora da Síndrome do Intestino Irritável.

Os efeitos místicos do chá de hortelã são a atração da sorte, prosperidade e sucesso no campo profissional . Também pode eliminar as energias negativas do corpo e controlar o excesso de atitudes impulsivas.

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Chá de salsinha

É capaz de proporcionar uma desintoxicação no organismo, fortalecer o sistema imunológico e de combater males, como distúrbios gastrointestinais. A salsinha age como um diurético e, assim, pode eliminar as impurezas do corpo.

O chá de salsinha também ajuda a proteger o ser espiritual contra as energias negativas e o olho-gordo. Por essa razão, há pessoas que têm o costume de lavar as roupas com a bebida. 

Chá de erva-doce

Por ter uma ação diurética, o chá de erva-doce pode ser utilizado para purificar e desintoxicar o corpo, eliminando as substâncias que prejudicam o bom funcionamento do organismo. A erva-doce tem o poder de proteção e de fortalecimento físico e espiritual. Ela é ideal para atrair coragem, otimismo e pode aumentar o sentimento do amor-próprio .

hora do chá

Chá de hibisco 

Você viu?

Além de ser um poderoso diurético, o chá de hibisco combate prisão de ventre e reduz os níveis de LDL, que é conhecido por ser o “colesterol ruim”. Um dos seus principais benefícios é a sua ação protetora no fígado, desintoxicando-o e combatendo possíveis doenças no órgão. O chá de hibisco também ajuda a fortalecer o sistema imunológico, uma vez que tem propriedades antioxidantes.

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No campo espiritual, o chá de hibisco pode ser usado para purificar o corpo e eliminar vícios, como o tabagismo. É perfeito para aumentar a concentração e a libido.

Chá de folhas framboesa

Por ser rico em Vitamina C, o chá de folhas de framboesa é um poderoso aliado do sistema imunológico. Outro benefício marcante dessa bebida é a grande presença de antioxidantes que ajudam na manutenção do organismo. Suas propriedades anti-inflamatórias atuam no estômago, combatendo dores, gases e constipação.

O poder espiritual da framboesa está ligado à autoestima. Portanto, o chá de folhas de framboesa pode ajudar na elevação do bem-estar interno e da felicidade, eliminando as energias tóxicas que afetam o amor-próprio.

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Fonte: IG Mulher

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Milhas pela Vida, o grupo que ajuda mulheres a ter acesso ao aborto legal

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Milhas pela Vida
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Milhas pela Vida


Em 2020, foram feitos 1.657  abortos legais no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo dados do Ministério da Saúde. Contudo, nesse meio tempo, 300 mil mulheres foram parar no hospital e 1.800 morreram devidos a abortos inseguros ou feitos clandestinamente no país

Um dos projetos que tenta contornar esse problema e ajudar mulheres no processo de interrupção da gestação de forma legalizada é o Milhas pela Vida.  Criado pela cineasta e roteirista Juliana Reis, 57 anos, em 15 meses de existência, a iniciativa já conseguiu ajudar 250 mulheres, dentre os 2100 pedidos de ajuda que já recebeu.  


O grupo funciona de maneira totalmente digital, é mantido por doações e por 26 voluntárias. Elas fazem “uma desobediência civil totalmente dentro da lei”. 

A ideia começou em 2017, quando Juliana acompanhou o caso de Rebeca Mendes, primeira brasileira a pedir autorização para o Supremo Tribunal Federal para realizar um aborto. “Ela já era mãe de dois filhos, estava conseguindo estudar e tinha um trabalho que permitia a ela uma perspectiva de futuro a ela e aos filhos”, explica.

Após ter seu pedido negado, Rebeca pegou um avião até a Colômbia para realizar o procedimento. O caso foi amplamente divulgado pela mídia e nas redes sociais.

“Eu digo que foi o primeiro aborto que foi feito ‘fora do armário’ aqui no Brasil. Eu escrevi um post [nas redes sociais] perguntando quem toparia doar milhas áereas para quem não tivesse dinheiro pudesse fazer um aborto seguro legal. Eu tive cinco curtidas e um comentário”, conta. 

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Em junho de 2019, a roteirista estava lendo uma reportagem sobre mulheres que faziam viagens até outros países da América Latina, como Argentina, México e principalmente Colômbia e realizavam o procedimento legalmente lá. 

“Lembrei da situação e copiei o mesmo post. Duas ou três horas depois eram cinco mil mulheres debatendo e 1,2 mil ofertas de milhas e apenas 50 caras feias para mais de cinco mil mulheres apoiando”, diz. 

Juliana acredita que o que mudou entre as duas postagem foi a conscientização das pessoas sobre o assunto. “O Brasil estava saindo do buraco que ele mesmo tinha entrado e aquela era a melhor hora, da gente criar uma resistência para falar sobre o aborto de uma maneira aberta e fora do armário”. 


A fundadora explica que o Milhas Pela Vida não dá o nome de clínicas clandestinas, nem sobre como arrumar medicamentos abortivos, apenas fornece informações sobre o serviço de apoio legal no país – no caso de estupro, risco de morte para a gestante ou anencefalia. 

Além disso, elas informam sobre locais no exterior onde é possível fazer o procedimento de forma legal. Na Colômbia, por exemplo, é possível realizar o aborto legal nesses três casos e também quando a saúde psicológica da mulher está em risco. “100% das mulheres colombianas e estrangeiras que querem fazer um aborto podem acessá-lo. O nível de acolhimento é praticamente total”, diz. 

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Até hoje o Milhas Pela Vida auxiliou a realização de 160 abortos legais em território brasileiro e 70 fora do país. Nos primeiros quatro meses de atividades foram feitas 38 viagens internacionais com essa finalidade. Porém, devido à pandemia e ao fechamento das fronteiras, o número de viagens para o exterior precisou ser reduzido.

Essa situação fez com que a roteirista tivesse percebesse que a maioria das mulheres que procuravam a ajuda do Milhas pela Vida haviam sido vítimas de abusos sexuais e  tinham o direito de fazer o aborto legalmente no Brasil. 

Juliana conta que algumas violências sexuais estão tão “entranhadas e enraizadas” na sociedade brasileira que muitas mulheres não tem ideia que foram vítimas e que por isso tem direito ao aborto legal. Mulheres que escutavam do companheiro que era para “calar a boca e tomar a pílula do dia seguinte, porque ele gostava de transar sem camisinha” ou que foram violentadas pelo próprio marido.  

“Essa é a ponta do iceberg. A gente passa a informar as mulheres da lei do minuto seguinte, um estupro de vulnerável, uma violação sexual, um stealthing*, estupro no casamento e é bastante aterrador a resposta a essa prática”, completa. 


Passando por isso 

Juliana conta que já passou por três abortos ao longo da vida. A primeira foi aos 19 anos, foi realizado em uma clínica particular. O segundo, aos 29 anos, aconteceu enquanto ela residia na França, país onde o procedimento é legal. O último foi há 10 anos. A gestação estava indo pro quinto mês, quando foi diagnosticada uma má formação genética. 

“Nesse aborto eu tive luto, perda, doeu. Na verdade, se eu coloco as três experiências juntas, apesar de terem sidos diferentes, em momentos distintos a única coisa que eu chego a conclusão disso tudo e que ninguém tem nenhuma opinião válida sobre o aborto, a não ser a mulher que passa por isso, a decisão é independente da opinião dos outros”, encerra. 

Fonte: IG Mulher

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